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Muitos filmes de grande qualidade não têm o destaque que merecem, passando quase despercebidos. Por razões meramente económicas, as verbas promocionais concentram-se apenas em meia dúzia de títulos "mais comerciais". Para contrariar esta tendência, criámos este espaço de partilha e entre-ajuda, onde todos podem participar: escolha os filmes que achou mais marcantes e deixe o seu comentário.
Foram encontrados 87 comentários. Resultados de 81 a 87 ordenados por data:
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O Padrinho (Pontuação: 10)
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Como fazer cinema de A a Z!, 2009-01-03
Quando se falava de filmes de gangsters, de filmes sobre a Mafia, vinha-nos logo à memória James Cagney ou Edward G. Robinson, assim foi até a "O Padrinho"!
Obra-Prima de um realizador, Obra-Prima de um género...enfim, uma Obra-Prima de cinema!
Desde os seus primeiros minutos quando um homem parece estar a falar sózinho e afinal fala para alguém que o escuta atentamente, até aquele plano final de uma porta a ser fechada, são imagens inesquecíveis, com uma força tal que, só por si, escreveram e ainda escrevem, páginas da história do cinema.
A interpretação de todo um elenco quer principal, quer secundário, encimado por Marlon Brando, Al Pacino, James Caan, Robert Duvall, a realização magistral de Francis F.Coppola, o argumento de Mario Puzo, a própria música, hoje universalmente associada com o filme, de Nino Rota, transformaram aquele que poderia ter sido um enorme fracasso de bilheteira, num filme poderoso, inigualável e absolutamente brilhante. Um enorme triunfo em todos os campos e, ainda hoje, uma referência obrigatória sempre que se fala de cinema.
Apesar de muito violento, o filme seduz precisamente por causa dessa violência. Coppola encena as cenas de acção e violência como se duma ópera se tratasse e que atinge o seu ponto alto na sequência do baptizado em que, através duma montagem genial, assistimos à execução de todos os inimigos de Michael.
Primeiro filme de uma trilogia que ficou para a história. Todas as cenas são uma autêntica lição de fazer cinema, ensaiadas até ao mais infímo pormenor, fazem de "O Padrinho" uma experiência cinematográfica única.
Uma Obra-Prima intemporal.
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)
Dune - Duna (Pontuação: 7)
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um filme pouco Lynchiano!, 2008-12-22
Quem leu o livro, sabe que a sua adaptação para o cinema não seria fácil. David Lynch pôs mãos à obra e realizou um filme que do seu estilo habitual pouco tem. Após ter recusado realizar "O Regresso de Jedi"para George Lucas, alegando que o filme seria sempre de Lucas e não seu, ele acabou por ser exactamente aquilo que não queria ser para Dino DeLaurentiis, o lendário produtor de cinema que comprara os direitos de adaptação do livro. O filme está bem feito, tem todo o estilo de uma superprodução, mas torna-se confuso às vezes e tem cenas que parecem deslocadas da acção, devido a uma montagem apressada.
A realização de Lynch é eficaz, embora um pouco insegura, talvez devido à complexidade do material envolvido. Um bom lote de actores e actrizes (alguns serão habitués nos filmes do realizador) que cumprem os seus papéis na íntegra.
A melhor maneira de ver este filme e apreciá-lo será como se de uma história de Feudalismo se tratasse. Esquecer as convenções da ficção científica adstritas a este filme e á obra na qual se baseou e apreciá-lo como um filme de capa e espada. Em suma, o realizador poderia ter feito muito melhor.
Lynch no seu melhor ainda estava para vir!
duas notas finais: existe uma versão completa deste filme, da qual, o realizador mandou retirar o nome dos créditos alegando não ser a sua versão. Existe também uma versão da obra adaptada para televisão. Infelizmente nem uma nem outra estão disponíveis no mercado nacional.
último reparo: na ficha técnica do filme consta a duração de 110 minutos, está errado: o filme dura cerca de 140 minutos.
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)
Cartas de Iwo Jima (Pontuação: 10)
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Um olhar diferente, 2008-12-17
Segunda parte do diptíco dedicado à batalha de Iwo Jima, uma das mais sangrentas da Segunda Guerra Mundial do século passado. A primeira parte chamada "As Bandeiras dos nossos Pais" focava o ponto de vista americano. As cenas de batalha são de um realismo atroz, fotografadas num quase preto e branco a fazer lembrar o inicio de " O Resgate do Soldado Ryan", tudo filmado sob a mestria e o olhar atento de Clint Eastwood.
"Cartas de iwo Jima" é um caso diferente.
Embora usando a mesma técnica empregue em "As Bandeiras", Eastwood evita a repetição. Troca o ponto de vista da batalha e utiliza as cartas e os pensamentos que os Oficiais e Soldados Japoneses deixaram para os seus familiares enquanto aguardavam a invasão. O filme abre com uma sequência no presente, em que numa gruta são encontradas centenas de cartas que não chegaram a ser enviadas. São elas o ponto de partida para este extraordinário filme, já considerado uma obra-prima do cinema e, muito particularmente do seu realizador. Utilizando um colaborador habitual de Steven Spielberg (que produziu os dois filmes), Clint Eastwood consegue um relato verdadeiramente dramático de uma batalha que, à partida, já estava perdida, consegue-o através da fotografia esplendorosa de Januz Kaminski e de Ken Watanabe a encabeçar um elenco de actores desconhecidos (Watanabe era o único que falava inglês).
Com este filme, o realizador evita a habitual repetição nos filmes de guerra, ao tornar os maus da fita em hérois, nem que seja por uma só vez.
a não perder de forma nenhuma!
um conselho: vejam primeiro "As Bandeiras dos nossos Pais" e depois este "Cartas de Iwo Jima". Assim o impacto é maior!
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)
Mystic River (Pontuação: 10)
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Clint Eastwood - o homem que não sabe fazer filmes maus!, 2008-12-16
Mais de 40 anos de carreira, 37 dos quais com realizador, 4 Óscares da Academia, outras tantas nomeações como Actor, produtor e realizador, inúmeros prémios internacionais, servem de apresentação a este verdadeiro ícone do cinema americano.
"Mystic River" foi a sua penúltima obra-prima (sendo"Cartas de Iwo Jima", até ao momento em que escrevo este comentário, a última obra-prima deste realizador), aguardando-se para 2009 a estreia dos seus últimos dois filmes. Para trás ficam além da "Trilogia dos Dólares", onde interpreta o homem sem nome e "Dirty Harry", onde dá corpo a um inspector da polícia com métodos muito pouco ortodoxos. Entre esses filmes e este "Mystic River", surgem dois títulos que sobressaem na sua longa filmografia, são eles "Bird" uma biografia sobre Charlie Parker, músico de jazz ( músico e género de quem Eastwood se considera um confesso fân) e "Imperdoável", o último grande western feito no cinema. Sobre o primeiro, trata-se de uma obra-prima em que o tempo e a Europa (continente em que o o actor-realizador tem grande aceitação) se encarregaram de elevar a tal patamar. Sobre "Imperdoável" pouco ou nada hà a dizer, pois os prémios que ganhou, encarregaram-se de o transformar numa obra-prima.
Em relação a este "Mystic River" trata-se de um soberbo Thriller com excelentes interpretações, não só dos actores premiados, como de todo o elenco secundário. O destaque vai, claro, para a interpretação de Sean Penn; veja-se a maravilhosa cena em que ele percebe que o corpo descoberto é, nada mais, nada menos que o de sua filha, absolutamente brilhante. Pena foi que este filme tenha aparecido num ano dominado pela terceira parte de "O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei" que açambarcou todos os prémios importantes da Academia.
A Realização de Eastwood é excelente, o argumento de Brian Helgeland deixa-nos em suspenso até quase aos últimos minutos o que torna este filme intenso e avassalador.
Uma verdadeira obra-prima!
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)
Guerra dos Mundos (Pontuação: 9)
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H.G.Wells ficaria orgulhoso!, 2008-12-03
Começo por dizer que sou um fan incondicional de Steven Spielberg, que considero, presentemente o melhor realizador do mundo.
É fácil perceber porque é que Spielberg disse que depois de "A Guerra dos Mundos" não voltaria a realizar mais nenhum filme de ficção científica, é porque depois desta experiência cinematográfica, nada mais a fazer...com este filme, adaptado de um dos livros mais conhecidos da literatura de ficção científica, chegamos, tal como a humanidade no livro, ao fim dos tempos. O próprio timing de Spielberg(relembro que este era um dos projectos sempre adiado do realizador), ao situá-lo numa América pós 11 de Setembro de 2001, conferem ao filme o tom profético anunciado na obra.
Impecável no que respeita a aspectos técnicos, onde Spielberg e a sua equipa, são mestres, é no aspecto artistíco que vem a grande surpresa: Tom Cruise ligou-se ao projecto desde que trabalhou com o realizador em "O Relatório Minoritário" e dá-nos uma interpretação que faz esquecer outras menos conseguidas; Dakota Fanning continua a surpreender sempre pela positiva e Tim Robbins numa prestação onde a sua personagem parece saída directamente do seu filme anterior "Mystic River"e faz arrepiar qualquer um. Saliento ainda a narração do filme, pela voz de Morgan Freeman que serve de mote ao que se vê no écran: um espectáculo grandioso de acção espectacular realizado com mestria por quem o sabe fazer
H.G.Wells ficaria certamente agradado pela emissão radiofónica que Orson Wells fez na década de 30 do século passado, teria gostado da versão de Byron Haskin na década de 50 do século passado e ficaria orgulhoso da versão de Spielberg que alguém já chamou o último grande filme de ficção científica.
leiam o livro e vejam este filme!
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)
Este País Não é Para Velhos (Pontuação: 8)
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Pensem em "O Bom, o Mau e o Vilão", 2008-12-02
Como fan da obra dos irmãos Coen, em particular as suas obras mais negras como "Sangue por Sangue", "História de Gangsters" ou o absolutamente brilhante "Fargo", era com muita curiosidade que aguardava esta obra deles e acabou por corresponder às minhas melhores expectactivas.
Um argumento brilhante, duas interpretações de cortar o fôlego (Bardem e Brolin), um ritmo trepidante a fazer lembrar um bom velho western e uma realização genial e inventiva, "Este país não é para velhos" acabou por triunfar nos óscares e outros festivais um pouco por todo o mundo e é mais um marco na magnifica carreira dos irmãos Coen.
Ao ver este filme não pude deixar de o comparar a um outro, este sim, um western, de Sergio Leone chamado "O Bom, o Mau e o Vilão" em que as interpretações das respectivas personagens estavam a cabo de Lee Van Cleef (O Mau), Eli Wallach (O Vilão) e Clint Eastwood (O Bom). Vejam o filme de Leone e depois o dos irmãos Coen e depois é só relacionar as personagens.
Um conselho: para entender os ambientes deste filme, vejam os filmes supra citados.
Obrigatório!
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)
Diário dos Mortos (Pontuação: 7)
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Romero acerta novamente!, 2008-10-02
quinta incursão de George A.Romero pelo universo dos zombies, género prácticamente inventado por ele. Sarcástico como já o fora em "terra dos mortos" e "a maldição dos mortos-vivos", o realizador volta a agradar e a surpreender como sempre o o soube fazer.Não dou pontuação máxima porque, embora seja original a visão do realizador, o tema já foi largamente explorado em outras produções de qualidade duvidosa. A não perder, recomendo vivamente!
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)
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