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Muitos filmes de grande qualidade não têm o destaque que merecem, passando quase despercebidos. Por razões meramente económicas, as verbas promocionais concentram-se apenas em meia dúzia de títulos "mais comerciais". Para contrariar esta tendência, criámos este espaço de partilha e entre-ajuda, onde todos podem participar: escolha os filmes que achou mais marcantes e deixe o seu comentário.
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Somewhere - Algures (Pontuação: 3)
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Uma Seca, 2015-09-28
Eu confesso, só o nome de Sofia Coppola me levou a ver este filme até ao fim, mas foi escusado, pois nada justifica tal sacrifício. Quem não conhecer a obra da realizadora e vir este filme nunca mais irá querer ver nenhum. Bem, qualquer um tem direito a um fracasso, porque não Sofia Coppola? Se ela tinha alguma coisa a dizer sobre Hollywood, sobre as suas celebridades ou sobre a sua própria vida, não conseguiu. Mostrou que sabe filmar, mas isso já eu sabia, e não basta.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Rua 42 (Pontuação: 9)
TrailerAlugar
Sheer Joy!, 2015-09-26
Terá aqui nascido o género musical, que ainda hoje tem tantos fãs? Não conheço nenhum filme anterior a este que crie o ambiente de mistura de vida, canto e dança que veio a ser o clássico filme musical americano. A história em si, como seria de esperar, não tem a mínima importância, um coreógrafo condenado pela medicina vai pôr em cena na Broadway o seu derradeiro espectáculo, e nós vamos acompanhar essa aventura e alguns dos seus protagonistas. Mas, como acontece nos musicais, o que vale mesmo é assistir às cenas em que o "show" toma conta do filme, e a realidade fica para trás. E não me recordo de um único momento de um único musical que supere a canção e o sapateado final de Ruby Keeler, jovem dançarina de 22 anos, filmada sozinha no palco em corpo inteiro ocupando todo o ecrã. Tanto mais inesperado quanto saído do pico da Grande Depressão. O filme é quase uma afirmação de vitalidade americana perante o infortúnio. No final dos anos setenta, Amália Rodrigues esteve doente com cancro em Nova Iorque, e contou numa entrevista muito posterior que uma das coisas que mais a tinha ajudado então tinha sido ver todos os filmes de Fred Astaire a que conseguiu deitar a mão. Vendo 42nd Street, sem Fred Astaire e sem "monstros sagrados", já encontramos a mesma força vital a que se agarrou a nossa diva do fado, e a que se agarraram tantos americanos numa das suas horas mais negras.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Os Selvagens da Noite (reposição) (Pontuação: 6)
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Surpresa positiva, 2015-09-18
Ola boas tardes, este foi o primeiro filme que vi através da cineteka.
Estando em 2015 e vendo um filme de 1979, vou sempre com o pé atrás mas ainda bem que o vi.
Embora sendo um filme sobre gangs não é um filme nada violento, pelo menos hoje em dia, na altura se calhar era violento. Era um filme que tinha alguma curiosidade para ver. Adoro quando os filmes me surpreendem pela positiva, é bom sinal.
Começamos logo a simpatizar pelo gangue protagonista do filme, posso dizer que eles tem uma resistência incrível para aquilo que correm.
Mal começou o filme vi logo caras conhecidas como James Remar mais conhecido como Rayden mortal kombat muito mais novo claro mas com feições que nunca mudam, este talvez mais conhecido.
A minha grande surpresa foi pela qualidade da imagem, filme antigo e em dvd.
É um filme a rever, bom filme.
Por Pedro Neves (AGUAS SANTAS MAIA)
Rounders - A Vida é Um Jogo
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Lets play!, 2015-09-18
Um filme obrigatório para os amantes de poker e de jogo. Mas também para todos aqueles que gostam de um bom filme.. excelentes actores e um enredo envolvente... vale mesmo a pena! Classificação: 8/10 para mim.
Por Carlos Andrade (AMADORA)
A Última Hora (Pontuação: 8)
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Aqui o Crime Não Compensa, 2015-09-10
Um bom filme esta 25ª Hora, em que a Nova Iorque pós-11 de Setembro também tem um dos papéis principais, uma Nova Iorque bem colorida, como seria de esperar com este realizador. Desde o agora longínquo She's Gotta Have It que Spike Lee se manteve como um dos raros cineastas americanos com interesse, e prova-o aqui de novo. Talvez possamos ver o filme como um questionamento sobre o que é importante na vida, através do caso de um traficante de droga prestes a ingressar numa prisão para cumprir uma pesada pena. Não saberemos nada do que será o seu futuro, nem se haverá futuro para ele, mas vamos vê-lo agarrar-se à vida até ao plano final.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Inferno (Pontuação: 8)
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Uma Boa Surpresa, 2015-09-08
L'Enfer não é o primeiro filme francês com esse título, mas este é mais subtil naquilo que propõe como inferno, cabendo ao espectador a escolha. Podemos chamar a L'Enfer um melodrama, em que as peças que começamos por não compreender se vão encaixando, até ao momento de revelação, para nós e para Céline (Karin Viard, magnífica, como é hábito). Sendo irrealista muitas vezes, como é típico de qualquer melodrama que se preze, L'Enfer consegue mesmo assim apresentar-nos uma mãe do mais horrível que se pode mesmo encontrar. Na minha leitura, é esse o inferno do título, para as três irmãs a quem ela saiu em sortes.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Elas (Pontuação: 4)
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Um Filme Alimentício, 2015-09-07
Este é um filme alimentício, como teria dito Luís Buñuel, que serviu pois para a equipa que o fez ganhar o dinheiro para a renda de casa, mas cujas ambições se ficam por aí. Todos o sabem, em arte quando não há nada para dizer, o sexo é o isco que nunca falha. A ideia em si, uma jornalista que investiga junto de prostitutas, tinha potencial para fazer um filme de qualidade, tal como existem documentários do maior interesse feitos com essas profissionais. Mas quando não há uma ideia nem nada para dizer, como aqui, ficamo-nos pelas cenas mais ou menos eróticas, neste caso quase explícitas, mas superficiais ao ponto de vermos as jovens beijar os clientes.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Hannah Arendt (Pontuação: 9)
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Da Banalidade, 2015-09-06
Hannah Arendt é uma obra perturbante, da mesma forma que a filósofa política e grande pensadora Hannah Arendt o foi no seu tempo. Não é um filme ao alcance de qualquer um, e eu creio que pessoas sem formação superior não o poderão realmente digerir convenientemente. Margarethe von Trotta centra-se na controvérsia sobre o julgamento de Adolf Eichmann por Israel para nos "restituir" a sua Hannah, mas também visita o seu passado, com destaque para a juventude e para a sua ligação com Heidegger. Quer a excelente interpretação de Barbara Sukowa, quer a recriação do seu "ambiente germânico" nos EUA, com abundante uso do alemão, nos transmitem uma invulgar autenticidade, reforçada pelas imagens e som reais de Adolf Eichmann como réu. Pelos comentários críticos que pude ler acima, parece-me que muitas pessoas leram o filme como sendo sobre a política e o holocausto, talvez pelo seu fascínio (excessivo?) que partilham com Hannah Arendt, pelo mal. Mas o filme chama-se "Hannah Arendt", e penso que é de facto para ser visto como um filme sobre uma mulher invulgar, confrontada com uma humanidade que muitas vezes, apesar de nem sequer a compreender, ou porque se recusa a ouvir umas verdades, a condena. Condena-a porque ela serenamente meditou sobre o que viu em Israel - um "zé ninguém" burocrata da morte sentado no banco dos réus acusado do genocídio de seis milhões de judeus - em vez de rasgar as vestes e soltar urros histéricos e ferozes. Claro que a fria condenação de Eichmann por Hannah Arendt é muito mais dolorosa, porque ela lhe acrescenta ao mal a banalidade, a banalidade do seu ser humano, que não é pessoa, é peça. E este confronto entre o grande cérebro de Hannah e os audaciosos estúpidos que muitas vezes nem sequer a compreendem é, quanto a mim, o essencial de Hannah Arendt. A desilusão dela quando se queixa de que ninguém detectou o único erro que entendia ter cometido no seu trabalho é a essência do filme, a inadaptação da pessoa superior a um mundo de pequenos imbecis militantes. Banais, diria ela!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Alemanha, ano zero (reposição) (Pontuação: 6)
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Nem Objectivo Nem Fiel, 2015-09-02
Um filme sem dúvida bem feito, mas de um pessimismo que o tempo provou ser injustificado. Rossellini começa por dizer que pretende apenas desenhar um quadro "objectivo e fiel" de uma capital semidestruída onde se levava uma vida "assustadora e desesperada". O que não se pode aceitar é que o filme proponha, como propõe, que o caso de uma família em desagregação num ambiente, naturalmente, muito duro, represente toda uma cidade, ou até um país. Rossellini não é, de facto, objectivo nem fiel, ao não encontrar motivos de esperança no futuro da Alemanha (RFA) ocupada então por ingleses, franceses e americanos. O filme que realmente capta a Alemanha derrotada e o seu futuro não é pois este, é o pouco conhecido e mais tardio Stunde Null. Não podemos deixar de suspeitar das motivações ideológicas de Rossellini para nos oferecer em 1947 uma Alemanha onde a vida era apenas "assustadora e desesperada".
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
A Floresta Petrificada (Pontuação: 8)
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Nasceu uma Estrela (Bogart), 2015-09-01
Este é um daqueles filmes dos quais se pode dizer que já não se fabricam. Antes de mais por juntar três gigantes da arte dramática, Bette Davis, Humphrey Bogart e Leslie Howard, cada um deles entregue à personagem que lhe convém. Sendo a adaptação de uma peça de teatro, o filme não foge às suas origens, e é quase todo passado no interior do café da bomba de gasolina do pai de Gabrielle (Bette Davis). Nele se confrontam e enfrentam vários "modelos" de homem, o desistente e derrotado Leslie Howard, mas ainda intelectualmente brilhante, o fora-de-lei cínico Bogart, mas também derrotado, e até o musculoso e pateta empregado da bomba de gasolina, que suspira por Gabi. Vale a pena ver Bogart ainda quase jovem, como vale a pena ver todo o trio. Agradeço à Cineteka por este filme, que nunca tive oportunidade de ver sequer na Cinemateca Portuguesa. Uma verdadeira raridade!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Apollo 18 - Missão Proibida (Pontuação: 2)
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Ideias Precisam-se, 2015-08-31
Eis um desperdício de talento para compor imagens que, de facto, nos dão um "ambiente" lunar, associado a fantasias ridículas de pedras lunares que estão vivas, se transformam por magia em aracnídeos, capazes de se introduzir no corpo dos astronautas e de os contaminar. Confesso, tive que carregar no forward, porque já não conseguia aguentar tanta estupidez junta. Só não dou a nota mínima ao filme porque ele consegue realmente criar-nos a sensação de que estamos a ver o módulo lunar e uma missão Apollo.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Gett: O Processo de Viviane Amsalem (Pontuação: 10)
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Uma Imensa Actriz, 2015-08-30
Os filmes de tribunal que todos nós conhecemos são inevitavelmente do foro criminal, que tanto fascínio exerce sobre artistas e público. São? Não, eram, pois depois de Gett (divórcio), ficou provado que o foro familiar pode ser tão ou mais fascinante do que o foro criminal. São duas horas, sempre no tribunal rabínico, que condensam cinco anos sofridos do processo de divórcio de Elisha Amsalem e de Viviane Amsalem, personagens inspiradas nos pais dos dois realizadores e irmãos, um deles também actriz principal, Ronit Elkabetz. É porque sabe na primeira pessoa do que está a falar, e porque é uma grande actriz, que Ronit Elkabetz encarna na perfeição a sua Viviane Amsalem, por sua vez encarnação da mãe de Ronit. E claro, o filme comprova de novo que misturar religião com vida pública continua a ser a péssima ideia que sempre foi, sendo neste caso a religião a judia.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Ex Machina
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Cuidado com o que crias!, 2015-08-29
Por vezes fazem-se filmes como este, ficção científica de qualidade, que mostram que ainda há imaginação, inteligência e arte no cinema anglo-saxão. Há algo de recriação do 2001 de Kubrick neste filme, sendo Ava uma herdeira à altura de HAL 9000, tremendamente inteligente e surpreendente para os seres humanos. Quando Ava descola no helicóptero no final do filme, não podemos deixar de nos interrogar sobre o que aquele ser artificial admirável irá fazer no meio da humanidade desprevenida.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Sniper Americano (Pontuação: 7)
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Soldado ou Herói?, 2015-08-26
Não sou apreciador de filmes de guerra, mas bastaria o nome de Clint Eastwood na realização para me levar a ver este. Não desiludiu esta história verdadeira (ou quase...) de um atirador de elite norte-americano, com quatro missões de serviço no Médio Oriente. Tocou-me especialmente a forma subtil como o filme mostra que a guerra é viciante e deformadora dos seus protagonistas, mesmo dos mais fortes psicologicamente, como Chris Kyle. Apesar de o filme ser muito uma homenagem a este, morto pouco antes da sua rodagem, Clint Eastwood não cai na esparrela de o tentar apresentar como um ser perfeito e maravilhoso, e mesmo o heroísmo será só para quem o quiser ver dessa forma. Não há nada de maravilhoso na guerra, e Clint Eastwood sabe disso.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
À Aventura (Pontuação: 5)
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O Caminho de Brisseau, 2015-08-24
Não conhecia este filme de Jean-Claude Brisseau, e começo por dizer que não é um dos melhores. O seu tema e obsessão é o mesmo de sempre, a sexualidade feminina, e desta feita associa-a a experiências de hipnotismo e a transes místicos. O fantástico marca também presença, nada de novo, mas desta feita com alguma discrição. Mais um resultado de uma busca que durou toda uma carreira de cineasta, e que resultou em alguns filmes extremamente originais e com interesse. Para quem não conhecer Brisseau, aqui na Cineteka, sugiro que veja Os Anjos Exterminadores, uma boa ilustração do seu cinema, e inspirado num caso que lhe aconteceu mesmo.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Hannibal (Pontuação: 8)
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Hannibal Ama Clarice (à sua maneira, claro), 2015-08-24
Só agora me deu para espreitar este filme de 2001, mas ainda fui a tempo. Ridley Scott fez um trabalho competente e superou o imenso obstáculo que era a ausência de Jodie Foster, cujas razões para não ter comparecido a esta sequela desconheço. Para ver Hannibal é estritamente indispensável ter visto O Silêncio dos Inocentes, que é um filme bem superior, e que o continuaria a ser mesmo se Jodie Foster tivesse embarcado em Hannibal. Anthony Hopkins mantém Hannibal Lecter ao nível que já conhecíamos, e só isso já justifica ver o filme. Uma palavra de apreço para Julianne Moore, a quem calhou a ingrata tarefa de representar Clarice Starling depois de Jodie Foster. Só isso já faria dela uma mulher de coragem, mas o facto de ter conseguido que acreditássemos na sua agente Starling merece o nosso especial aplauso. Great acting, dizem por lá.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Quem Quer Ser Bilionário? (Pontuação: 1)
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Fuja, se ainda for a tempo!, 2015-08-23
Pedi este disco há uns bons anos, por mera curiosidade, e tive a oportunidade de descobrir um dos piores filmes do mundo. Resumindo, Slumdog Millionaire é a mentira do 'reality show' ampliada para o grande ecrã 24 vezes por segundo, pior do que as telenovelas brasileiras mais reles. Uma lamechice em estado puro.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Johnny Guitar (Pontuação: 10)
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O Cinema é Nicholas Ray?, 2015-08-23
E nem um comentário! Para este que é o ex-líbris absoluto da cinefilia, e um filme sempre em estado de graça. Não há uma nódoa, uma palavra fora do sítio, um mau actor, um momento infeliz em Johnny Guitar. Um filme-bailado barroco, em que os pistoleiros morrem com a elegância das bailarinas. Keep the wheel spinning, Mr. Nicholas Ray.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Control (Pontuação: 10)
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Ian Curtis Voltou à Vida, 2015-08-23
Control é um filme que é uma declaração de amor de um fã a um ídolo precocemente desaparecido, Ian Curtis, de uma agora mítica banda rock, Joy Division. O fã, o holandês Anton Corbijn, é um fotógrafo e não um cineasta, mas apostou forte neste filme-tributo a Ian Curtis, e o resultado é magistral. Control é um daqueles raros filmes em que quer a crítica mais exigente, quer o público mais ignorante, podem aplaudir em uníssono ao fim das duas horas. O grande "culpado" por isso, além de Corbijn, é o seu actor e cantor Sam Riley, que mais parece ser uma reencarnação de Ian Curtis. Control é o filme em que podemos "ver" a alma de Ian Curtis. Poucos, muito poucos, realizadores conseguiram filmar uma alma.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Gravidade (Pontuação: 3)
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Vácuo não é só falta de ar, 2015-08-23
Um filme hollywoodiano no pior sentido da palavra, incrivelmente irrealista mas com pretensões ao realismo, e que tem como único ponto forte as belas imagens tridimensionais no espaço à volta da Terra, que ainda por cima só podem ser apreciadas no grande ecrã. Não chegou foi para ficar na sala até ao fim, tanto era o disparate e o VÁCUO artístico. Passe ao lado e será mais feliz.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
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