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Muitos filmes de grande qualidade não têm o destaque que merecem, passando quase despercebidos. Por razões meramente económicas, as verbas promocionais concentram-se apenas em meia dúzia de títulos "mais comerciais". Para contrariar esta tendência, criámos este espaço de partilha e entre-ajuda, onde todos podem participar: escolha os filmes que achou mais marcantes e deixe o seu comentário.
Foram encontrados 2768 comentários. Resultados de 161 a 180 ordenados por data:
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Hannah Arendt (Pontuação: 9)
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Da Banalidade, 2015-09-06
Hannah Arendt é uma obra perturbante, da mesma forma que a filósofa política e grande pensadora Hannah Arendt o foi no seu tempo. Não é um filme ao alcance de qualquer um, e eu creio que pessoas sem formação superior não o poderão realmente digerir convenientemente. Margarethe von Trotta centra-se na controvérsia sobre o julgamento de Adolf Eichmann por Israel para nos "restituir" a sua Hannah, mas também visita o seu passado, com destaque para a juventude e para a sua ligação com Heidegger. Quer a excelente interpretação de Barbara Sukowa, quer a recriação do seu "ambiente germânico" nos EUA, com abundante uso do alemão, nos transmitem uma invulgar autenticidade, reforçada pelas imagens e som reais de Adolf Eichmann como réu. Pelos comentários críticos que pude ler acima, parece-me que muitas pessoas leram o filme como sendo sobre a política e o holocausto, talvez pelo seu fascínio (excessivo?) que partilham com Hannah Arendt, pelo mal. Mas o filme chama-se "Hannah Arendt", e penso que é de facto para ser visto como um filme sobre uma mulher invulgar, confrontada com uma humanidade que muitas vezes, apesar de nem sequer a compreender, ou porque se recusa a ouvir umas verdades, a condena. Condena-a porque ela serenamente meditou sobre o que viu em Israel - um "zé ninguém" burocrata da morte sentado no banco dos réus acusado do genocídio de seis milhões de judeus - em vez de rasgar as vestes e soltar urros histéricos e ferozes. Claro que a fria condenação de Eichmann por Hannah Arendt é muito mais dolorosa, porque ela lhe acrescenta ao mal a banalidade, a banalidade do seu ser humano, que não é pessoa, é peça. E este confronto entre o grande cérebro de Hannah e os audaciosos estúpidos que muitas vezes nem sequer a compreendem é, quanto a mim, o essencial de Hannah Arendt. A desilusão dela quando se queixa de que ninguém detectou o único erro que entendia ter cometido no seu trabalho é a essência do filme, a inadaptação da pessoa superior a um mundo de pequenos imbecis militantes. Banais, diria ela!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Alemanha, ano zero (reposição) (Pontuação: 6)
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Nem Objectivo Nem Fiel, 2015-09-02
Um filme sem dúvida bem feito, mas de um pessimismo que o tempo provou ser injustificado. Rossellini começa por dizer que pretende apenas desenhar um quadro "objectivo e fiel" de uma capital semidestruída onde se levava uma vida "assustadora e desesperada". O que não se pode aceitar é que o filme proponha, como propõe, que o caso de uma família em desagregação num ambiente, naturalmente, muito duro, represente toda uma cidade, ou até um país. Rossellini não é, de facto, objectivo nem fiel, ao não encontrar motivos de esperança no futuro da Alemanha (RFA) ocupada então por ingleses, franceses e americanos. O filme que realmente capta a Alemanha derrotada e o seu futuro não é pois este, é o pouco conhecido e mais tardio Stunde Null. Não podemos deixar de suspeitar das motivações ideológicas de Rossellini para nos oferecer em 1947 uma Alemanha onde a vida era apenas "assustadora e desesperada".
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
A Floresta Petrificada (Pontuação: 8)
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Nasceu uma Estrela (Bogart), 2015-09-01
Este é um daqueles filmes dos quais se pode dizer que já não se fabricam. Antes de mais por juntar três gigantes da arte dramática, Bette Davis, Humphrey Bogart e Leslie Howard, cada um deles entregue à personagem que lhe convém. Sendo a adaptação de uma peça de teatro, o filme não foge às suas origens, e é quase todo passado no interior do café da bomba de gasolina do pai de Gabrielle (Bette Davis). Nele se confrontam e enfrentam vários "modelos" de homem, o desistente e derrotado Leslie Howard, mas ainda intelectualmente brilhante, o fora-de-lei cínico Bogart, mas também derrotado, e até o musculoso e pateta empregado da bomba de gasolina, que suspira por Gabi. Vale a pena ver Bogart ainda quase jovem, como vale a pena ver todo o trio. Agradeço à Cineteka por este filme, que nunca tive oportunidade de ver sequer na Cinemateca Portuguesa. Uma verdadeira raridade!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Apollo 18 - Missão Proibida (Pontuação: 2)
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Ideias Precisam-se, 2015-08-31
Eis um desperdício de talento para compor imagens que, de facto, nos dão um "ambiente" lunar, associado a fantasias ridículas de pedras lunares que estão vivas, se transformam por magia em aracnídeos, capazes de se introduzir no corpo dos astronautas e de os contaminar. Confesso, tive que carregar no forward, porque já não conseguia aguentar tanta estupidez junta. Só não dou a nota mínima ao filme porque ele consegue realmente criar-nos a sensação de que estamos a ver o módulo lunar e uma missão Apollo.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Gett: O Processo de Viviane Amsalem (Pontuação: 10)
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Uma Imensa Actriz, 2015-08-30
Os filmes de tribunal que todos nós conhecemos são inevitavelmente do foro criminal, que tanto fascínio exerce sobre artistas e público. São? Não, eram, pois depois de Gett (divórcio), ficou provado que o foro familiar pode ser tão ou mais fascinante do que o foro criminal. São duas horas, sempre no tribunal rabínico, que condensam cinco anos sofridos do processo de divórcio de Elisha Amsalem e de Viviane Amsalem, personagens inspiradas nos pais dos dois realizadores e irmãos, um deles também actriz principal, Ronit Elkabetz. É porque sabe na primeira pessoa do que está a falar, e porque é uma grande actriz, que Ronit Elkabetz encarna na perfeição a sua Viviane Amsalem, por sua vez encarnação da mãe de Ronit. E claro, o filme comprova de novo que misturar religião com vida pública continua a ser a péssima ideia que sempre foi, sendo neste caso a religião a judia.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Ex Machina
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Cuidado com o que crias!, 2015-08-29
Por vezes fazem-se filmes como este, ficção científica de qualidade, que mostram que ainda há imaginação, inteligência e arte no cinema anglo-saxão. Há algo de recriação do 2001 de Kubrick neste filme, sendo Ava uma herdeira à altura de HAL 9000, tremendamente inteligente e surpreendente para os seres humanos. Quando Ava descola no helicóptero no final do filme, não podemos deixar de nos interrogar sobre o que aquele ser artificial admirável irá fazer no meio da humanidade desprevenida.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Sniper Americano (Pontuação: 7)
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Soldado ou Herói?, 2015-08-26
Não sou apreciador de filmes de guerra, mas bastaria o nome de Clint Eastwood na realização para me levar a ver este. Não desiludiu esta história verdadeira (ou quase...) de um atirador de elite norte-americano, com quatro missões de serviço no Médio Oriente. Tocou-me especialmente a forma subtil como o filme mostra que a guerra é viciante e deformadora dos seus protagonistas, mesmo dos mais fortes psicologicamente, como Chris Kyle. Apesar de o filme ser muito uma homenagem a este, morto pouco antes da sua rodagem, Clint Eastwood não cai na esparrela de o tentar apresentar como um ser perfeito e maravilhoso, e mesmo o heroísmo será só para quem o quiser ver dessa forma. Não há nada de maravilhoso na guerra, e Clint Eastwood sabe disso.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
À Aventura (Pontuação: 5)
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O Caminho de Brisseau, 2015-08-24
Não conhecia este filme de Jean-Claude Brisseau, e começo por dizer que não é um dos melhores. O seu tema e obsessão é o mesmo de sempre, a sexualidade feminina, e desta feita associa-a a experiências de hipnotismo e a transes místicos. O fantástico marca também presença, nada de novo, mas desta feita com alguma discrição. Mais um resultado de uma busca que durou toda uma carreira de cineasta, e que resultou em alguns filmes extremamente originais e com interesse. Para quem não conhecer Brisseau, aqui na Cineteka, sugiro que veja Os Anjos Exterminadores, uma boa ilustração do seu cinema, e inspirado num caso que lhe aconteceu mesmo.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Hannibal (Pontuação: 8)
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Hannibal Ama Clarice (à sua maneira, claro), 2015-08-24
Só agora me deu para espreitar este filme de 2001, mas ainda fui a tempo. Ridley Scott fez um trabalho competente e superou o imenso obstáculo que era a ausência de Jodie Foster, cujas razões para não ter comparecido a esta sequela desconheço. Para ver Hannibal é estritamente indispensável ter visto O Silêncio dos Inocentes, que é um filme bem superior, e que o continuaria a ser mesmo se Jodie Foster tivesse embarcado em Hannibal. Anthony Hopkins mantém Hannibal Lecter ao nível que já conhecíamos, e só isso já justifica ver o filme. Uma palavra de apreço para Julianne Moore, a quem calhou a ingrata tarefa de representar Clarice Starling depois de Jodie Foster. Só isso já faria dela uma mulher de coragem, mas o facto de ter conseguido que acreditássemos na sua agente Starling merece o nosso especial aplauso. Great acting, dizem por lá.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Quem Quer Ser Bilionário? (Pontuação: 1)
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Fuja, se ainda for a tempo!, 2015-08-23
Pedi este disco há uns bons anos, por mera curiosidade, e tive a oportunidade de descobrir um dos piores filmes do mundo. Resumindo, Slumdog Millionaire é a mentira do 'reality show' ampliada para o grande ecrã 24 vezes por segundo, pior do que as telenovelas brasileiras mais reles. Uma lamechice em estado puro.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Johnny Guitar (Pontuação: 10)
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O Cinema é Nicholas Ray?, 2015-08-23
E nem um comentário! Para este que é o ex-líbris absoluto da cinefilia, e um filme sempre em estado de graça. Não há uma nódoa, uma palavra fora do sítio, um mau actor, um momento infeliz em Johnny Guitar. Um filme-bailado barroco, em que os pistoleiros morrem com a elegância das bailarinas. Keep the wheel spinning, Mr. Nicholas Ray.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Control (Pontuação: 10)
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Ian Curtis Voltou à Vida, 2015-08-23
Control é um filme que é uma declaração de amor de um fã a um ídolo precocemente desaparecido, Ian Curtis, de uma agora mítica banda rock, Joy Division. O fã, o holandês Anton Corbijn, é um fotógrafo e não um cineasta, mas apostou forte neste filme-tributo a Ian Curtis, e o resultado é magistral. Control é um daqueles raros filmes em que quer a crítica mais exigente, quer o público mais ignorante, podem aplaudir em uníssono ao fim das duas horas. O grande "culpado" por isso, além de Corbijn, é o seu actor e cantor Sam Riley, que mais parece ser uma reencarnação de Ian Curtis. Control é o filme em que podemos "ver" a alma de Ian Curtis. Poucos, muito poucos, realizadores conseguiram filmar uma alma.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Gravidade (Pontuação: 3)
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Vácuo não é só falta de ar, 2015-08-23
Um filme hollywoodiano no pior sentido da palavra, incrivelmente irrealista mas com pretensões ao realismo, e que tem como único ponto forte as belas imagens tridimensionais no espaço à volta da Terra, que ainda por cima só podem ser apreciadas no grande ecrã. Não chegou foi para ficar na sala até ao fim, tanto era o disparate e o VÁCUO artístico. Passe ao lado e será mais feliz.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
As Invasões Bárbaras (Pontuação: 8)
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La Mort à Montréal, 2015-08-23
Difícil considerar este filme como uma comédia, uma vez que trata dos últimos dias com um cancro incurável de um homem banal excepto na luxúria, e levanta questões muito sérias, individuais, familiares, de sociedade, civilizacionais. Excelentes desempenhos dos actores, um bom argumento, aqui e ali algo "amalucado", e momentos verdadeiramente cómicos, resultam numa obra que se vê com gosto. Será talvez mais um filme que nos diz que a vida é uma comédia, do que uma comédia. Isto se é que Denys Arcand quis mesmo dizer alguma coisa, pois ele foge a tomar partidos.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
O Sétimo Selo (reposição) (Pontuação: 9)
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Xeque Mate, 2015-08-19
Uma reflexão em aberto sobre a vida e o seu fim, que se vê sem ter que se decifrar hieróglifos e sem aborrecimento. Está bem conseguida a presença fantástica da Morte em pessoa, sempre pronta a surpreender o pobre cavaleiro medieval que regressa a casa com o seu escudeiro após muito longa ausência nas cruzadas. Não sou fã de Ingmar Bergman, por isso estou à vontade para recomendar este filme como sendo daqueles em que encontro valor artístico e prazer acessível para o espectador. Naturalmente é um filme que obriga a pensar, não seria de esperar superficialidade de qualquer forma. Não é entretenimento, é arte.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Três Cores: Azul (Pontuação: 9)
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O Luto de Julie, 2015-08-18
Ainda é o melhor filme de Binoche, que, de resto, é quem o enche e faz com que ele tenha a qualidade a que nem Branco nem Vermelho podem almejar. Vi-o quando se estreou no grande ecrã, e poucas vezes assisti a uma tal identificação entre o actor e a personagem, entre Juliette Binoche e Julie de Courcy. O filme é a história do luto de Julie de Courcy, uma jovem alma nobre de artista. E mais não conto, mas recomendo.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Banksy, Pinta a Parede! (Pontuação: 7)
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Correcção, 2015-08-16
Altero a nota para 7, devido à duração demasiado reduzida de muitos planos.
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Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Banksy, Pinta a Parede! (Pontuação: 9)
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Banksy e o Francês da Câmara, 2015-08-16
Certamente um dos documentos mais curiosos que o cinema já produziu, em que o 'street artist' agora mundialmente famoso Banksy deu "a volta ao texto" a uma situação que lhe aconteceu, e organizou um filme com base principalmente em material de um maníaco das filmagens, o francês Thierry Guetta, que espantosamente nem aparece no elenco acima fornecido, uma vez que é ele o verdadeiro centro do documentário, e não Banksy. Vamos pois acompanhar a vida de Guetta desde o fim do milénio até ao filme, período em que este acompanhou vários artistas-pintores-decoradores de rua originais, entre os quais Banksy, a sua última e mais difícil "presa", pela qual esperou anos. Mas o caçador virou caça a meio do caminho, passando ele próprio a ser um artista de rua, e sujeito de filmagens, em vez do seu autor. Gostei francamente do trabalho de Banksy, quer na rua quer no filme, e recomendo vivamente o documentário, cujo título português deveria antes ser "Banksy Pinta a Tela". Volto no entanto a avisar qualquer incauto, o filme é sobre Thierry Guetta, fraco artista como poderão avaliar, mas que foi quem provocou tudo.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Os Outros
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Puramente Fantástico, 2015-08-12
Nunca tinha visto este filme por inteiro, apesar de já ter visto pedaços dele. Ao contrário do que toda a informação nesta página sugere, Os Outros é afinal um banal filme fantástico, que só deve interessar àqueles que têm uma predilecção pelo género. Não fiquei surpreendido por Amenábar ter feito um filme fantástico puro e duro, pois logo na sua obra inaugural, Tesis, ele mostra que está lá perto. Não vou dar nota a Os Outros, porque não aprecio o género. Para mim sobrou ver Nicole Kidman, as crianças, e algumas belas imagens à luz da chama de petróleo. O resto deixo para a turma dos outros mundos!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Tese (Pontuação: 7)
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O Limite do Intolerável, 2015-08-11
Um primeiro filme impressionante do espanhol Alejandro Amenábar, então um jovem com 24 anos. Para além de um 'thriller', é uma reflexão sobre a morbidez, sobre a curiosidade e atracção que todos sentimos pelo sofrimento alheio. O plano final é ao mesmo tempo uma interrogação do espectador e uma denúncia da "comunicação social", e de todos aqueles que banalizam o mal. Ângela é uma jovem estudante como tantas outras, e que segue em fila na multidão que passa sem ver por um suicida que se encontra trucidado na linha de metro; até que, inesperadamente, ela dá o salto para a beira da linha: Ângela QUER VER! É essa atracção incontrolável pelo horror que a leva à sua aventura, em que teria acabado morta, não fosse o passe de mágica do realizador, que lhe põe uma inverosímil faca na mão, que lhe permite salvar-se. É a única fraqueza do filme, alguns momentos e situações inversosímeis, mas apesar disso vamos ficar colados à cadeira, ou vamos eventualmente parar de ver, enojados. Quando vi este filme pela primeira vez na RTP2, há longos anos, senti-lhe um toque hitchcockiano, que penso que existe, na fascinação pelo crime, nas formas de enganar o espectador, nos subtis jogos de culpa. Uma advertência, este filme é para adultos, e sobre este não há dúvida nenhuma. Acabo com uma citação de Umberto Eco: "Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável". Tesis de Amenábar fixa o limite do intolerável no cinema e no audiovisual. Só por isso valeria a pena vê-lo.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
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