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Muitos filmes de grande qualidade não têm o destaque que merecem, passando quase despercebidos. Por razões meramente económicas, as verbas promocionais concentram-se apenas em meia dúzia de títulos "mais comerciais". Para contrariar esta tendência, criámos este espaço de partilha e entre-ajuda, onde todos podem participar: escolha os filmes que achou mais marcantes e deixe o seu comentário.
Foram encontrados 2776 comentários. Resultados de 1 a 20 ordenados por data:
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Árctico (Pontuação: 7)
Trailer
Novo
Alugar
Instinto de sobrevivência e humanismo, 2019-07-12
Que carga dramática e de sofrimento do protagonista , tem este filme do princípio ao fim. Bom ator e belas paisagens. Um exemplo de como um filme de poucas palavras, pode ser bom. Pena o final...poderia ser melhor.
Por Dulaw (ALDEIA DE PAIO PIRES)
O Cavalheiro com Arma (Pontuação: 7)
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Velhos são os Trapos, 2019-04-22
Cavalheiro com Arma é um filme demonstrativo de que ainda se fazem filmes com interesse nos EUA, o que, só por si, já é uma qualidade. Trata-se de um divertimento, de 90 minutos bem passados para o espectador, e não tem mais ambições do que essas, e quem sabe do que nos mostrar o trabalho de duas grande estrelas envelhecidas, Robert Redford e Sissy Spacek. A nostalgia estende-se aos anos 1980 em que se passa o filme, a um tempo em que as pessoas iam ao banco depositar e levantar dinheiro em notas!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
O Quadrado (Pontuação: 4)
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Um Exercício Falhado, 2019-04-22
Eis um filme que vem aureolado com nada menos do que a Palma de Ouro em Cannes, prémio que é garantia de que lhe devemos prestar atenção. Infelizmente a atenção não se vai transformar em adoração, a menos que seja para aqueles espectadores que aspiram ao estatuto mítico de "intelectuais". É evidente que o autor, o sueco Ruben Ostlund, pretende fazer uma "crítica social" ao nosso mundo moderno e à sua "boa consciência", e demonstrar que "de boas intenções está o inferno cheio". Mas, ao contrário do seu precedente filme Força Maior, não nos consegue apresentar situações e personagens que realmente despertem um interesse dos espectadores capaz de obrigar a uma reflexão. Parece-me um exercício falhado. Mas como por vezes acontece, é filme para atrair a tal família muito especial de "intelectuais", que vêem coisas profundas onde, na verdade, só existe falta de inspiração. E sai uma Palma de Ouro, talvez à falta de melhor escolha!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Tu, Que Vives (Pontuação: 7)
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Como Sonha um Sueco, 2019-04-20
Este é um dos filmes da Trilogia da Existência do sueco Roy Andersson, e vale bem um visionamento, tal como o recente "Um Pombo Pousou Num Ramo a Reflectir na Existência". Estes filmes de Andersson são autênticas montras de humor e frieza nórdicos, exibindo e criticando um mundo e uma humanidade à deriva e sem sentido. Podemos considerar estas obras uma sátira do mundo moderno, ou uma manifestação onírica de desespero, perto de pesadelo? Pouco importa, o espectador que decida, são filmes bem feitos, têm um estilo, bem nórdico, e personagens e situações bem concebidas e exploradas. Como seria de esperar pelo que já disse, não são 'feel good movies'.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Cold War - Guerra Fria (Pontuação: 9)
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A Polónia Canta, 2019-03-04
Cada vez mais nas estrelas é por onde anda o polaco Pawel Pawlikowski, a julgar por este recente e sideral Guerra Fria. Para quem tiver visto Ida, o filme Guerra Fria não supreenderá no uso deslumbrante do preto e branco que faz, e até no contexto histórico sobre o qual se debruça, a Polónia pós-Segunda Guerra Mundial - a Polónia da infância de Pawlikowski, afinal de contas, aquela que ele conheceu e abandonou, tal como por exemplo Roman Polanski. Abandonou geograficamente, mas o coração também tem pátria, e é da Polónia que Pawlikowski nos fala, e do seu horrendo século XX. Sendo, como é, uma grande história de 'amour fou' de dois artistas, Victor e Susana, Guerra Fria coloca-os magistralmente a eles e a nós espectadores na incipiente Polónia comunista. Não há caricaturas, não há "bons" e "maus", quando muito há o patriotismo sem limites de Susana, sentido, não exibido. E não vou falar do inesperado final do filme, o seu momento mais belo quanto a mim, numa obra em que estes abundam. Do que conheço do cinema feito por polacos, os seus grandes artistas só se elevaram realmente fora da Polónia, o que nada tem de novo, e aqui de novo é a França a segunda pátria de qualquer polaco (ou de qualquer homem!). Por isso não é de estranhar, pelo menos para mim, que neste filme se aprenda mais sobre a Polónia do que provavelmente em todas as produções do seu regime comunista reunidas. Em Guerra Fria, pela lente soberana de Pawel Pawlikowski, é a Polónia que canta. Venha escutá-la!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Pacto de Silêncio (Pontuação: 9)
Alugar
Só para os que vêem aquilo que não se vê, 2019-03-02
Pacto de Silêncio é um daqueles filmes que não se percebem completamente à primeira, e que, por isso mesmo, ao serem vistos em gravação, repetindo quando necessário algumas passagens, nos evitam os vários visionamentos na sala de cinema até adquirirmos uma compreensão suficiente da sua escrita. Essa dificuldade é agravada por o DVD da Cineteka não dispor de legendas em português nem em francês, língua original - a mim, que não tenho dificuldades de maior com o francês, ajudaram-me por vezes as legendas em inglês, e estas também estão disponíveis em castelhano. Não é pois um filme fácil, mas a recompensa pelo esforço que é exigido ao espectador é enorme. Comecemos pelo privilégio de vermos Gérard Depardieu, Carmen Maura e a ainda jovem, bela e talentosa Élodie Bouchez actuar, com a mestria que todos eles exibem. Sigamos com o argumento simultaneamente misterioso e cativante de exploração, com conta peso e medida, da relação superlativamente fraterna de duas gémeas univitelinas (Bouchez faz as duas). São duas almas? São uma só alma com dois corpos? Quanto custa a sua separação? Sarah e Gaëlle não nos vão dar descanso! Por fim sintamos o segredo sempre escondido e elidido, e o suspense da busca infatigável do padre-médico Joachim (Depardieu), cortado finalmente a um minuto do final pelo plano de dois gémeos pequenos num quintal, que nós espectadores, sem que nada nos seja dito ou sugerido explicitamente, sabemos de imediato quem são, e que nos abrem um dos mais belos 'happy ends' de toda a longa história do cinema. E deixo-vos com Gaëlle, aquela que tudo suportou sem violência, vestida de branco, à porta de casa com o portão aberto. Ah, é isto a arte!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
O Outro Lado da Esperança (Pontuação: 8)
TrailerAlugar
Não se apaixone pela Finlândia!, 2019-02-22
Vemos na ficha do filme que a própria Cineteka não sabe se este é comédia ou drama, o que se compreende facilmente pensando na obra do finlandês Aki Kaurismaki. Aqui ele aproveita a crise dos refugiados de guerra sírios para fazer mais um filme bem ao seu estilo, nas franjas da marginalidade do seu país, que não é poupado - Khaled, o protagonista, diz às tantas que "apaixonei-me pela Finlândia, vê se me consegues arranjar uma maneira qualquer de sair daqui"!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
As Boas Maneiras (Pontuação: 8)
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Dolorosamente Belo, 2019-02-20
Uma excelente surpresa é o que constitui este filme para mim, que nem sequer tenho qualquer especial afinidade com o terror, o suspense e o fantástico. Mas esta produção franco-brasileira agarrou-me rapidamente à maneira de Hitchcock, e deixou-me colado à cadeira e com o coração pouco calmo até ao último segundo. Também a descoberta de uma nova e excelente actriz da lusofonia, Isabel Zuaa, é motivo para elogiar esta obra. Não vou referir qualquer aspecto da intriga, de forma a não retirar a outros espectadores um dos ingredientes principais do filme, o suspense. Mas vou advertir eventuais incautos de que este filme não é para todos os espectadores, sobretudo para os mais sensíveis. E cuidado, pois eles andam por aí! E mordem!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Os Quatrocentos Golpes (Pontuação: 9)
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Um Filme Interrogativo, 2018-12-27
Este filme inaugural de François Truffaut é considerado também o filme inaugural da 'Nouvelle Vague' do cinema francês dos anos sessenta, chamada a Nova Vaga em português. Como curiosidade, consta que é um filme largamente autobiográfico. Trata da história de um jovem indomável no início da adolescência, que faz "trinta por uma linha", expressão que deveria ter sido a tradução da expressão idiomática francesa 'les 400 coups'. A interpretação do jovem Jean-Pierre Léaud é convincente, ao contrário do seu trabalho de actor depois de adulto, até à actualidade. Encontramos realmente neste filme uma nova forma de filmar, e de filmar realidades suas contemporâneas, incluindo a cidade de Paris em 1959, à qual somos inevitavelmente transportados ao ver Les 400 Coups. À medida que Antoine Doinel, o personagem, vai basculando para fora de todas as instituições em direcção ao crime, somos realmente perturbados sobre o que são o livre-arbítrio e o destino: por um lado, Doinel é marcado desde que nasce por circunstâncias muito desfavoráveis, por outro lado sentimos que ele se deixa deslizar alegremente a caminho da exclusão. Ao vê-lo no close-up paralítico final, só espectadores optimistas darão "alguma coisa" por aquele pequeno delinquente em formação sozinho no mundo. No fundo, a imagem final da abertura da Nouvelle Vague é uma interrogação, e Doinel (Truffaut?) pergunta ao espectador "que pensas tu sobre mim?". Não apenas é feita essa pergunta, sem o ser explicitamente, como ao longo do filme somos confrontados com muitas outras interrogações e perplexidades acerca do nosso mundo. Les 400 Coups é um filme interrogativo, e muito eficaz.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
O Tédio (Pontuação: 8)
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Um Filme Perturbante, 2018-12-25
O Tédio é um filme que cheira a cinema francês do fim do século XX, que então conheceu um ressurgimento, e ao mesmo tempo é uma das muitas produções de então do português Paulo Branco. Não é a primeira variante no cinema do tema da degradação de um espírito cultivado por intermédio de uma paixão apenas carnal, mas é terrivelmente eficaz. O 'not so unhappy end' é forçado, e a morte de Martin (magnífico Charles Berling) seria o fim adequado. O objecto da sua paixão, ou desejo desenfreado, a então muito jovem Sophie Guillemin, está como peixe na água compondo a figura da "cabra", ao mesmo tempo superlativavmente sexual num sentido animal e desprovida de qualquer amor. Pouco antes do final a mãe de Cecilia (Sophie Guillemin) explica numa frase à vítima por vocação Martin aquilo que lhe aconteceu. Já nos anos trinta Joseph von Sternberg com Marlene Dietrich exploraram a fundo o tema da mulher fatal, num filme cujo título rima com a intriga de O Tédio: O Diabo é Uma Mulher! Apesar de por vezes nestes filmes o realismo ser sacrificado, eles reflectem realidades de facto, e continuam a ser realistas: este tipo de mulher, como Cecilia, existe mesmo. Cuidado rapazes!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
No Coração da Escuridão (Pontuação: 1)
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Ridículo, 2018-12-24
Desta vez deveria ter seguido a sensação que tive pouco depois do início do filme, de que era para esquecer. Infelizmente resolvi continuar a vê-lo, e posso confiadamente dizer que não passa de um filme de propaganda ao politicamente correcto e ao "ambientalismo". Mas o que a mim cinéfilo me dói não é sobretudo isso, é o aproveitamento descarado que o autor faz da obra de Robert Bresson, nomeadamente do superlativo Journal d'un Curé de Campagne de 1951, para fazer um filme que é a negação da obra da Bresson e do seu pensamento, e, como tal, um escarro num dos mestres da sétima arte. A todos os títulos esta "coisa" não passa de um panfleto repugnante. Foi, no entanto, muito apreciado pela "crítica".
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Moonlight (BLU-RAY) (Pontuação: 4)
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Acto falhado, 2018-11-17
Moonlight é uma história de amor, violência, homossexualidade, coação, toxicodependência, tráfico…, uma história com gente lá dentro. Moonlight é também a ilustração da Hollywood de hoje, dividida que está em filmes de bang-bang caçadores de milhões na bilheteira e filmes assim…, travestidos de cinema de autor.

Dividida em três partes (Little/Black/Chiron), apenas na primeira há cinema, personagens e uma dúzia de planos bem “rasgados”. Nas demais, o filme arrasta-se, penosa e aborrecidamente. Ainda assim serviu para convencer a Academia a lhe oferecer o Oscar 2017 para “Melhor Filme do Ano” que juntou ao Globo de Ouro também arrecadado.
Por Pedro S. Lourenço (LISBOA)
Han Solo: Uma História de Star Wars (BLU-RAY 3D) (Pontuação: 7)
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Western cósmico, 2018-11-11
Hans Solo, uma história de Star Wars, foi um fiasco de bilheteira, não tendo, à data em que escrevo, atingido o “break even point”. Compreende-se – à contrário - este desiderato ao ver o filme. O segundo filme da série autónoma "Star Wars Anthology" é muito bom, o melhor pedaço de Star Wars dos últimos anos, quase ao nível da trilogia inicial. Sem palermices pueris, bem escrito, bem realizado, montado num ritmo quase perfeito, fica-lhe contudo a faltar um protagonista carismático para ser ainda melhor - Alden Ehrenreich não tem andamento para estas “cavalarias”.
Por Pedro S. Lourenço (LISBOA)
Rogue One: Uma História de Star Wars (BLU-RAY 3D) (Pontuação: 6)
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Episódio três e meio, 2018-11-09
Finalmente encontrei tempo na “minha galáxia” para ver Rogue One. E a boa notícia é que o filme é bem melhor do que muito do fel que a crítica espalhou por ai. Não sendo a cinematografia espantosa, o argumento está em linha com a saga e as personagens, podendo ser muito mais bem trabalhadas, não desiludem. O entretenimento é garantido e a banda sonora transporta-nos com luxúria para a clássica Guerra das Estrelas. O fraquinho Darth Vader é amplamente compensado pela fascinante batalha final, travada no ar e em terra, tendo como cenário uma ilha de um planeta tropical que nos remete para a batalha no planeta gelado para “O Império-Contra Ataca”. Aliás, não faltam as referências às origens e isso só pode ser bom. Estando longe de ser uma obra-prima, Rogue One vê-se com prazer.
Por Pedro S. Lourenço (LISBOA)
Manhã Submersa (Pontuação: 8)
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A Força do Destino, 2018-08-13
Dentro das excentricidades do chamado "cinema português", ou seja, do cinema feito por portugueses, este Manhã Submersa do estreante Lauro António continua a merecer um lugar de destaque passados quase 40 anos da sua realização. Apesar dos seus defeitos, tais como algum amadorismo dos autores, a má dicção de muitos dos participantes, alguns planos bastante absurdos, a favor da obra está quase tudo o resto, desde o estofo literário que a sustenta, até à utilização cuidada da música, dos espaços serranos da acção, passando pelo bom domínio da linguagem cinematográfica de um realizador perto de principiante. Não é, nem de perto, o primeiro filme de denúncia de um sistema e de uma instituição de ensino, mas cumpre plenamente esse objectivo de Virgílio Ferreira, que se vê ele mesmo na pele do seu opressor de infância, ao interpretar o reitor do seminário - brilhantemente, diga-se. O DVD é rico em extras, incluindo um longo depoimento de Lauro António trinta anos depois, do maior interesse. Recomendo o visionamento do filme com legendas em português, que estão disponíveis. Quanto ao resto, é um filme imperdível para qualquer cinéfilo, sobretudo se for português. Mas o plano quase de abertura, de António imóvel na gare enquanto o comboio a vapor descreve a curva e se aproxima dele a toda a velocidade, parecendo ir esmagá-lo, ao som da abertura de A Força do Destino de Verdi, é um momento de grande arte universal, em que tudo é dito em poucos segundos, e como só o cinema pode fazer. E bravo, Lauro António!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Mustang (Pontuação: 10)
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Tradição, vergonha, sobrevivência!, 2018-08-13
Este é o meu género de filme. O melhor que vi nos últimos tempos. A cumplicidade das atrizes excelente, para mim elas eram mesmo irmãs, sentia-se a ligação entre elas como real. Depois os temas abordados, além da cumplicidade entre irmãs, o choque geracional, a tradição, a vergonha, a sobrevivência. Temas fortissímos. *****
Por Ana Cabrinha (MEM MARTINS)
A Partir de Uma História Verdadeira (Pontuação: 6)
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Um Filme Obsessivo, 2018-08-11
A Partir de Uma História Verdadeira é o último trabalho à data do velho mestre polaco, de seu nome Polanski. Não há nada de verdadeiro nele, o que torna logo o título tão enganador quanto a obra - digamos que logo o título pode ser visto como um aviso ao espectador! No entanto, a reflexão que pode provocar sobre a arte, a inspiração, a escrita, a criação de personagens e de enredos, o escritor e seus leitores, são sem dúvida interessantes. Polanski tem o mérito de ensinar o espectador a não confiar naquilo que vê, e engana-o com o mesmo deleite com que Hitchcock o fazia, mas com uma arte bem diferente, aqui com a colaboração de novo de sua mulher Emmanuelle Seigner e da igualmente sensual e mais jovem Eva Green. Um filme obsessivo, como Polanski.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Memórias de Ontem (Pontuação: 10)
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Encantado, 2018-07-11
Segundo filme que vejo do realizador Isao Takahata, e estou simplesmente encantado com a beleza e a arte dos seus filmes. Memórias de Ontem é simplesmente belo, e fazem-nos transportar para as nossas próprias memórias que fazem o que somos no presente. Quando algo nos toca o coração, isso sim é arte sublime.
Por mruas (OIÃ)
O Túmulo dos Pirilampos - Edição Especial
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Mexe connosco, 2018-06-30
Por vezes não valorizamos suficientemente a família, talvez por ser algo que consideramos adquirido, mas este filme é capaz de nos tocar e mostrar o quanto a indiferença pode ser horrível para aqueles que o sofrem na pele. Este filme passa-se no Japão durante a segunda guerra mundial, mas encaixa perfeitamente em todas as épocas e culturas, onde as pessoas são julgadas pela aparência de um sem abrigo, mas que escondem dentro de si uma vida cheia de dores e perdas que se nos atrevêssemos a olhar não conseguiríamos ficar indiferentes.
Por isso, não é um filme para entreter, mas antes de denúncia sobre a nossa realidade com a capacidade de nos transportar para a pele de outras pessoas, e embora pareça pesado, é ao mesmo tempo muito leve focando-se nas coisas mais simples e prazeirentas da vida... que são aquelas que permeiam as nossas vidas. Recomendo.
Por mruas (OIÃ)
Como Nossos Pais (Pontuação: 8)
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Uma Rosa na Tempestade, 2018-06-18
Como Nossos Pais, título de uma grande canção da imensa Elis Regina, é aqui título de um filme também brasileiro, e também honrosamente brasileiro. O filme é um retrato de Rosa, mulher de 38 anos, num momento decisivo da sua vida, em que tudo treme até às fundações. É preciso contar uma história pessoal, proclamava Rainer Werner Fassbinder nos tempos em que iluminava o ecrã com a sua arte. Laís Bodanzky faz isso mesmo neste filme, e isso já é muita coisa, pois é feito com inteligência, com paixão, com domínio da arte. Esta foi uma das poucas boas surpresas que o cinema me proporcionou nos últimos anos de indigência artística. E acrescento que, sendo brasileiro, o filme é falado de facto em português, o que não é a norma.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
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