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Muitos filmes de grande qualidade não têm o destaque que merecem, passando quase despercebidos. Por razões meramente económicas, as verbas promocionais concentram-se apenas em meia dúzia de títulos "mais comerciais". Para contrariar esta tendência, criámos este espaço de partilha e entre-ajuda, onde todos podem participar: escolha os filmes que achou mais marcantes e deixe o seu comentário.
Foram encontrados 19 comentários. Resultados de 1 a 19 ordenados por data:
As Vantagens de Ser Invisível (Pontuação: 7)
TrailerAlugar
Matéria Prima, 2013-10-22
Os personagens e a narrativa deste filme,são o expoente da diferença existente entre a educação anglo-saxónica,da administrada por pais e escola do nosso burgo.

O pragmatismo,a qualidade argumentativa,(sinónimo de literacia),o orgulho nas suas especificidades,o anseio a permanecer na elite onde este grupo se sente, são as traves mestras para superar os pequenos dramas de cada um destes personagens.
Pequenos porque subalternizados ao grupo, porque sabem que este os permitirá resguardar o que se propõem a viver e a atingir.
Sabem que a virtude está no equilíbrio entre o "Achievment"idealizado, e os momentos de felicidade que procuram,com a consciência que devido à sua idade e circunstância depressa acabarão.O amor, a lealdade, a liberdade são vitais para todos.Essencial a imaginação e a criatividade -" Bem vindo à loja dos brinquedos...dia Sam (Emma Watson) a Charlie(Logan Lerman).

Uma lição de amizade,inteligência e esforço,com personagens de rara humanidade.
Diálogos argutos,com bons actores.Imagens e sons que nos transportam a adolescência de cada um,com uma montagem,tempo e musica adequados.

Um filme especialmente bem escrito, este sim para ser visto por pais e adolescentes.

Stephen Chbosky. Um nome a reter.
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
The Master - O Mentor (Pontuação: 7)
TrailerAlugar
Vem e Vê., 2013-10-22
Quem conhece a filmografia de Paul Thomas Anderson e a sua obra prima Magnólia, saberá que irá assistir a mais um capítulo sobre os temas vitais que trespassam toda a obra do realizador.A expiação,a redenção,o Homem novo.

Estamos no inicio de 50's onde todas as "filosofias" e caminhos são possíveis de seguir.Depois da Guerra,da Bomba,do Holocausto,surge um amplo espaço para proliferação de teorias científicas e/ou especulativas sobre o comportamento. Terapêuticas sobre o que a alma faz ao corpo através da mente,a Dianética precursora da Cientologia, num anúncio do advento de um novo homem e duma nova sociedade.

O filme conta a história do encontro casual ou não, entre dois homens que necessitam um do outro para atingir os seus propósitos.Um Freddie Quell(Phoenix) traumatizado pela guerra, com problemas comportamentais em rápida decadência mergulhado no alcoolismo, e Lancaster Dodd(Hoffman)que o convence a ser a sua cobaia para prova da sua teoria - "A Causa".Promete a Quell a revelação da origem e subsequente cura para todas as suas dores e males.

Esta viagem numa ambiência de obras de Joseph Conrad e filmado com a mestria e a força habitual do realizador;herdeiro de Elia Kazan;fornece-nos duas magistrais interpretações e imagens inesquecíveis.Pena é que Paul Thomas Anderson apaixonado pelo seu filme e pelos seus actores,na tentativa de fazer o mais que perfeito,se esqueça do espectador.Com momentos de redundância que seriam evitáveis não fosse o desejo do mesmo de permanecer nos delírios dos seus personagens, a um final fraco e dúbio,Paul Thomas Anderson passa ao lado de outra obra-prima.

A ver e a rever mais tarde sem qualquer dúvida.
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
O Substituto (Pontuação: 5)
TrailerAlugar
A Adição do Sr.Professor., 2013-10-21
Fiquei um pouco descansado quando após o visionamento do filme acedi à crítica americana e encontrei, e não foram poucos, quem como eu não tivesse gostado deste "Detachment".Isso fez-me sentir melhor e ter coragem para este comentário.

Não gostar de um filme que atinge em Portugal quase a total unanimidade de "obra-prima",ou no mínimo,"essencial,a não perder por pais,professores,psicólogos alunos..."deixa-me numa posição difícil e um pouco triste,por não ter atingido o sublime do seu conteúdo,e/ou ser profundamente tocado pelo personagem.

Construindo os personagens como de novela se tratasse (tentarei concretizar)o autor dá-nos este substituto que não quer ser efectivo no sistema educativo norte-americano.Cúmplice dos abandonados,(como ele se sente e revê),dos deprimidos e deprimente sociedade que o rodeia,e dos incompreendidos alunos,o próprio, já não acredita que haja qualquer esperança a não ser na própria solidão.
Para esconder a sua adição e o desencanto da sua condição,pretende ao negar a sua integração no sistema,encontrar algumas forças para se salvar a si e a alguns da geração que o cerca.

Muitos se poderão rever neste anti-herói e "clarividente"observador do que o rodeia. e presumo que para os mesmos interessante, se todas as semanas na tv,fosse permitido ver mais um episódio do Substituto,afim de "conscientes",tirar ilações sobre o sistema de ensino, a geração estudantil actual,a psicologia dos meninos etc.

O problema,meu,é sentir quanto patético e pueril é o personagem e o discurso implícito.A relação com a prostituta é o exemplo disso mesmo,como as imagens e a relação com o pai. Estereótipos,os personagens desfilam sem que me consigam tocar/acreditar em qualquer das suas realidades.Salva-se a anafada menina que com os seus doces...silêncios,nos consegue transportar ao dramático sistema que o autor quer que conheçamos.Com o passar do tempo sem nada de importante que aconteça ou nos seja dito, exceptuando os seu início., o bocejo e desilusão tomam conta de mim.

Perdoem poderá ser cansaço, mas o mesmo aconteceu a um amigo meu, que por acaso é professor, ao visionar o mesmo.
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
A Vida de Pi (Pontuação: 10)
TrailerAlugar
Manifestações de Deus, 2013-09-02
Esta alegoria sobre Deus é um regresso ao melhor que o cinema tem, na tentativa conseguida de nos aproximar da essência das questões mais profundas da nossa existência, e do sonho que é esta nossa passagem pelo mundo.

Quem viu como eu com a idade do protagonista o "Ladrão de Bagdad" de Michael Powell que ao visionarmos as primeiras cenas deste cinema, o mesmo nos transporta imediatamente para um exótico imaginário, feito de cores e de sons que queremos e ansiamos por descobrir.Também para o universo de Salmon Rushdie nos "Filhos da Meia Noite" este filme nos remete. O onírico como matéria prima é o veículo tal como em Rushdie para as manifestações de Deus e o elixir para a nossa sobrevivência.

Com a admirável escrita e realização, vai encontrar neste personagem narrador o que muitos com mais idade se recordarão quando da sua juventude, da pureza que tivemos e fomos perdendo.

Ang Lee, junto com Spielberg são os exemplos máximos expoentes do cinema actual, ao nunca perder a sua "adolescência", o gosto por um cinema para todos os que sonham, e ainda acreditam!!! e anseiam por um mundo melhor.
Só possível quando da nossa tentativa de compreensão e humildade perante o que não controlamos.

Um filme a rever e uma das óperas mais belas que o cinema nos forneceu.

PS - Acabaram-se as férias, a disponibilidade de ver cinema irá reduzir-se e o tempo para mais comentários escasseará. Obrigado à Cineteka pela sua disponibilidade e profissionalismo. Pela exemplar CDteka que dispõem e pela publicação dos comentários de todos. Aos outros cinéfilos que como eu tiveram a capacidade de escrever e de ler, o meu obrigado, prometendo desde já não vos maçar durante uns tempos.

Por último uma palavra para a Princesa da Sebal, porque quem conhece e gosta de Robert Heinlein e Philip K.Dick sabe quanto importante é a evasão que o Cinema e a Literatura nos proporcionam quando nos interroga, fazendo de nós melhores seres, logo cidadãos. Que continue a escrever com essa sinceridade.

Um Obrigado a todos - Bom cinema e Hasta la Vista.
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
Amor - Edição Especial (Pontuação: 6)
TrailerAlugar
Heil Haneke, 2013-09-02
A este momento de amor ou se dá 0 ou 10.

Pelos actores e a respectiva "mise en scene" é um filme que não se esquece.
J.L.Tringtinant e Emanuelle Riva são o que tem de melhor o cinema pelo amor aos seus actores. Magistrais interpretações.

Por sincero respeito ás situações objectivas que cada um terá no momento que veja este filme e também sem interesse neste momento em discussões estéticas e éticas sobre o mesmo, optarei por curto comentário pois poderia ser acusado de desrespeito por muitas pessoas e para com Heil.

Se F.Truffaut dizia " Quem em algum momento não goste da vida, refugie-se no cinema", o meu momento e imaginário não me permitem apaixonar-me por este amor.

Como todos os filmes de Heil Haneke, o mesmo remete-nos para o seu holocausto,a morte como libertação do sofrimento e da incapacidade. O pior é o cheiro.
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
007 - Skyfall (Pontuação: 8)
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A Homenagem, 2013-09-02
Em boa hora Sam Mendes e os produtores aceitaram a empresa que é filmar um capítulo da saga 007.

Quando vamos assistir a um episódio deste nosso conhecido sabemos o que nos espera, mas este regresso revela-se a súmula para o conhecimento total dos personagens vitais.Com coragem, Sam Mendes faz-nos descobrir a fragilidades e a insegurança dos mesmos,provenientes de uma infância e de um mundo em que sobrevivência e afecto são sinónimos de abandono, sofrimento e revolta.

M./Judi Dench é a "Alma Mater" do filme e a homenagem transcrita. Com a sua objectividade, frieza ao abandono a que remeteu as suas criações, confronta-se com a inevitabilidade de um fim de um tempo onde já não tem lugar.
Os autores prestam-lhe o seu profundo respeito mas não indulgência, nas decisões que tomou. A verdade de M.

Javier Bardem mais uma vez prova caso fosse todavia necessário que é um dos maiores actores do cinema actual. Num personagem difícil por hiperbólica revolta Silva é o produto do sacrifício e imolação que se sujeitou por amor a M.mãe.
Muto bem também Daniel Craig e a objectividade e clareza que nos habitou Ralph Fiennes.

Apesar de alguns momentos redundantes atrevo-me a considerar Skyfall o melhor 007 de sempre. Difícil vai ser ver o próximo.
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
007 - Skyfall (Pontuação: 8)
TrailerAlugar
A Homenagem, 2013-09-02
Em boa hora Sam Mendes e os produtores aceitaram a empresa que é filmar um capítulo da saga 007.

Quando vamos assistir a um episódio deste nosso conhecido sabemos o que nos espera, mas este regresso revela-se a súmula para o conhecimento total dos personagens vitais.Com coragem, Sam Mendes faz-nos descobrir a fragilidades e a insegurança dos mesmos,provenientes de uma infância e de um mundo em que sobrevivência e afecto são sinónimos de abandono, sofrimento e revolta.

M./Judi Dench é a "Alma Mater" do filme e a homenagem transcrita. Com a sua objectividade, frieza ao abandono a que remeteu as suas criações, confronta-se com a inevitabilidade de um fim de um tempo onde já não tem lugar.
Os autores prestam-lhe o seu profundo respeito mas não indulgência, nas decisões que tomou. A verdade de M.

Javier Bardem mais uma vez prova caso fosse todavia necessário que é um dos maiores actores do cinema actual. Num personagem difícil por hiperbólica revolta Silva é o produto do sacrifício e imolação que se sujeitou por amor a M.mãe.
Muto bem também Daniel Craig e a objectividade e clareza que nos habitou Ralph Fiennes.

Apesar de alguns momentos redundantes atrevo-me a considerar Skyfall o melhor 007 de sempre. Difícil vai ser ver o próximo.
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
Amigos Improváveis (Pontuação: 9)
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Unforgettable, 2013-08-30
Não se trata de uma comédia ligeira.A mestria e simplicidade de saber fazer, a humildade dos realizadores perante as capacidades interpretativas e geniais deste dueto,e a sua própria escrita, fariam que Frank Capra e Billy Wilder retornam-se à Europa se pudessem afim de conhecer todos os envolvidos nesta comédia dramática, esta biografia aristocrata.

Desde o início quando das entrevistas dos candidatos a escolher para seu auxiliar que Nakache/Toledano/Cluzet nos revelam a sua identidade por oposição à sociedade em que vivemos.Os seus candidatos são a generalidade de uma pequena burguesia socialmente devastada pela sua vulgaridade,produto da sua iliteracia,logo da sua incapacidade de pensar,interpretar o outro e o mundo que os espera.

E eis que chega Omar Sy/Driss que diz a verdade ao que vem e porquê.Exemplo do bom senso, de quem viveu e vive, é um concerto em crescendo.Lutando com a sua alegria frontalidade e coragem contra o gueto a que querem remeter a sua/nossa identidade.Ao amor e ternura despreocupada junta-se o seu pragmatismo.Um aristocrata do humano.Por isso um pouco mais tarde Philippe revela a Driss (porque sabe que este não tem preconceito, mesquinhez e inveja,e já não amigo improvável). -" Fui educado a acreditar que mijava-mos o mundo"

Impagável e Inesquecível.Um Cult-Movie.

Juntamente com "L'Origine" de X.Gianolli, e " Les Petits Mouchoirs" de G.Canet, fazem de F.Cluzet e seus autores o melhor que se escreve e se interpreta no cinema europeu contemporâneo
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
Argo (Pontuação: 5)
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Reader's Digest Movie, 2013-08-27
Gosto de Ben Affleck como realizador. Ver "The Town".

Entendo que este seja um filme valorizado e importante para os norte-americanos.Trata-se de um dos momentos cruciais da diplomacia americana do séc xx, e que iria legitimar as posições a partir daí tomadas pelos mesmos. E eu não discordo..

O que discordo é que Argo seja um bom ou grande filme. Se a sinopse inicial sobre as relações do Xá e os Eua ser relativamente conseguida, (hoje é fácil), a revolução dos estudantes pró "Ayatolas" não passa de uma caricatura. Ben Affleck talvez não queira ou não ache importante que vivamos e sintamos o Irão daquele tempo. O seu único interesse é que sigamos o seu personagem (pouco credível neste registo escolhido),que com "grande inteligência" e "savoir faire",irá ludibriar as intenções dos ineptos estudantes iranianos. Igual aos personagens funcionários da embaixada, sem qualquer inquietação moral ou intelectual, reflectem a consistência dramática deste filme.
Revelador da cultura mass-media americana do Reader´s Digest. Porventura é de propósito.
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
Num Mundo Melhor (Pontuação: 5)
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I Hope So, 2013-08-27
Num Mundo Melhor - Espero que sim.

Chego ao cinema como sempre o mais "virgem" que posso. Antes de ver um filme não leio críticas, muitos menos sinopses. Gosto de ser surpreendido.Descubro os filmes ou pelos realizadores que conheço, ou por terem sido obras premiadas, e/ou pela opinião de um ou outro amigo que prezo.

Pensava que ia assistir,como o título original e em português sugerem, a uma história que me facultaria uma ideia de um novo mundo ou uma visita ao céu.

Puro Engano.Problema meu. Tendo o cuidado e alertando que o cinema é e sempre será uma arte popular, e como diz o povo cada boca cada "sentença". -Aqui vai.

Excelente interpretação dos dois rapazes. Quanto ao resto já um pouco aborrecido tenho que conviver com personagens que vacilam entre o patético e a cabotinagem

Mas faço justiça.Aconselho vivamente a quem tem em casa na prateleira livros tais "Como Educar uma criança" e ou A Imagem do pai no Adolescente", etc...

Que me perdoem os amigos e pessoas de bem . Mas como dizia o Leo Ferré, ás vezes é preciso dizer não quando toda a gente diz sim.
.
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
A Toupeira (Pontuação: 8)
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Back to The Cool, 2013-08-11
Quem por fundamentadas e compreensíveis razões não faz a mínima ideia do que vai assistir,talvez lhe seja útil esta deixa.Isto é Cool.
O Cool-Jazz nasceu nesses anos,e a sua especificidade revelar-se-ia:1-A acção/tensão é a inteligência.2-Os silêncios ou notas tonais dos seus intérpretes, são a defesa/repouso das suas individualidades.Em síntese vamos assistir a um concerto,em que o objectivo é ouvir o outro no seu silêncio.
Os que conhecem de "Perfect Spy" Smiley, já imaginam o que lhes espera.
O filme inicia-se com o tal silêncio e a total escuridão.Não só é importante para inserirmos moeda na máquina do tempo,como obriga o espectador a esperar,logo obter uma melhor concentração para o espaço narrativo que se irá seguir.A montagem que serve de introdução aos personagens é pautada por um tema,(semelhante a Gil Evans/Miles Davis),que nos avisa do ritmo e do compasso em que se vão desenrolar os acontecimentos.A cor das imagens é uniforme, de tons esbatidos outonais,expressão do pós guerra,do início da solidão e da desilusão dos seus intérpretes.
O filme...(-tem coisas que só os britânicos conseguem fazer-) não é só J.L.Carré,(aqui também produtor executivo),e dois grandes actores Gary Oldman e Mark Strong,é também uma realização sóbria sem truques ou maneirismos. .
- A ver,e a rever mais tarde.

(Para os que gostarem do filme recomendaria "Página Oito" de David Hare, e num outro registo Usa "O Bom Pastor" de Robert de Niro.

Julio J.P.Simões
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
As Flores da Guerra (Pontuação: 5)
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Vou Comprar no Chinês., 2013-08-09
Perdoem-me os chineses e outros; mas é a expressão que utilizamos quando algo nos faz falta, e não queremos gastar muito dinheiro com ela.
O paradoxo é que este foi o filme à data mais caro na produção do país.
O resultado do produto final desta tentativa de filmar uma das mais épicas histórias da china do séc XX é uma profunda desilusão.
Desde pouco tempo depois do seu início, temos a sensação de irmos assistir a um tele-filme.A sua narrativa apressada,a montagem e a direcção dos actores não nos dão tempo nem conseguem transportarmos aos acontecimentos envolvidos.Acontecimentos esses verídicos e com todas as bases dramáticas "cinequanon" As imagens passam através de fotografias brilhantes e estilizadas, não tendo tempo e por vezes sem as conseguir reter.Se este filme fosse realizado por um "Joaquim Barata", ou ao produto estivesse associado a um realizador tipo Claude Lelouch de outros tempos, muito gostaria de ver os comentários.
O problema deve ser meu. Não sou, bem pelo contrário, um entusiasta de Zhang Ymou,acho-o sobrevalorizado por uma certa crítica que talvez só pretenda avisar-nos do seu cinema. Nunca consegui atingir onde conseguem ver originalidade e muito mais genialidade.Ao terminar o filme temos a sensação que assistimos a uma opereta chinesa dos tempos da revolução cultural do Mao-Tse-Tung. Só que nesse tempo não havia a dívida americana nem a loja do Chinês.
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
Meia-Noite em Paris (Pontuação: 9)
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Mundos Paralelos, 2013-08-08
Para quem gosta de ficção "cientifica" e já a leia há alguns anos, este filme remete-nos para o universo de Cliford D.Simak.
Aqui é Paris capital do mundo.Em paralelo com o personagem percorreremos o trajecto que o pode levar à realização do seu sonho.Em Paris tudo é possível.Se sair à Meia Noite irá reconhecer muito dos que nos acompanham.
Uma das mais originais fotografias sobre a cidade das mil e muitas luzes, e dos tempos que só voltam,e nos lembram que ainda existem, quando temos o Woody Allen e os amigos por perto.
Um dos melhores filmes do ano de 2011.
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
Millennium 1 - Os Homens Que Odeiam as Mulheres (Pontuação: 7)
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Olha Quem Vem Jantar., 2013-08-08
Quem veio hoje cá a casa o foi David Fincher. Estava entusiasmado, queria contar-me uma história que eu já lhe tinha dito que conhecia. Mas ele insistia - Mas tu não vez.Mesmo que a conheças, a rapariga não me sai da cabeça, o que é que queres?.Vais Ver!?-Eu arranjo o tempo próprio.......

Um dia convidei-o a vir cá a casa. E à rapariga dele também

(Não lhe pude foi dizer- Que quem conhece o tempo é aquele que primeiro o respira.)

Julio J. Simões
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
A Pele Onde Eu Vivo (Pontuação: 7)
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A Pele Que Não Vivo., 2013-08-08
O Almodovar está velho afirmou com alguma tristeza a minha mulher. - Eu que nunca fui uma grande fã de Almodovar acrescentava ela mencionando alguns filmes que tinha gostado do outro Almodovar - Sabes o que falta, o humor que ele tinha, as personagens kitsh, a Espanha. Quantas estrelas dás perguntou-me ela.

- Dou 7 mas tens todo o direito a dar 5 ou 4.-É o filme mais amargo e sinistro de Almodovar mas não te vais esquecer dele nem que seja para dizer que não gostaste.
( pausa )
- Olha meu amor é a pele onde ele vive, e quando mais velhos estamos mais requinte temos.

Julio J. Simões
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
Cavalo de Guerra (Pontuação: 10)
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O Regresso do Cinema., 2013-08-08
Já ninguém filma assim, comentava eu com um cinéfilo amigo quando o espectáculo acabou.
Mais tarde a visionar os extras um dos técnicos e companheiros de Spielberg afirma o mesmo.
Spielberg prova uma vez mais que é o "Último dos Mohicanos" no que diz respeito á cinematografia do Cinema clássico romanesco da tradição Major americana. Ao ver-mos este filme temos o melhor de John Ford, o melhor de David Lean, o melhor de W.Wyler.
Acrescenta ainda a contenção e depuração de imagens necessárias ao tempo narrativo de uma velha Europa.
Que dizer mais deste fresco do Humano, da verdade das causas e dos povos, de filmar o amor de todas as formas e com todos os personagens.
Muito haveria a dizer dos perfeitos três actos que assistimos. Seria melhor nunca acabar.David Lean como a cavalaria Britânica com as suas espadas, aplaudiria se o visse, como só os britânicos o sabem fazer.O mais americano dos cineastas o mais europeu quando espelha os momentos dramáticos da história da nossa cultura.

Daqui a 50 anos será reconhecido como um dos filmes mais belos da história do cinema

Não deve ser visto por adolescentes convencidos, nem por toxicodependentes de pseudo-cultura.

To Our Children,Children´s,Children´s.

Julio J. Simões
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
J. Edgar (Pontuação: 6)
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Não Sabias que Ele Era ........., 2013-08-08
Se era intenção de Eastwood não acrescentar nada á história de um dos mais importantes e eternos personagens da política americana do séc XX conseguiu.
Os únicos momentos de consistência dramática e ficcional do filme advêm da homossexualidade reprimida de J.Edgar devido á sua mãe.
Os bons e únicos momentos de cinema provêm de Di Caprio, mas especialmente pelo fantástica interpretação do seu companheiro, que de actor secundário nada têm (deveria ter sido nomeado aos óscares desse ano).
Por puro conservadorismo, não parece que Eastwood queira que saibamos mais de J.Edgar, porque a América está primeiro.
Felizmente que os actores, a banda-sonora e a fotografia nos façam por vezes esquecer o equívoco deste momento.
Não acrescenta nada à obra do realizador.
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
Selvagens
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Nada de Novo para a História dos E.U.A., 2013-08-08
Savages é um filme de Oliver Stone. É .Mas também poderia não ser. Sabemos que o é, pelas dificuldades´de sempre que o autor evidencia quando constrói os seus personagens femininos A jovem que pretende ser o elo aglutinador destes bons rapazes é filmada como a Meg Ryan de Jim Morrison. A outra a rainha da droga bem podia sair de uma telenovela mexicana.
Os bons rapazes funcionam apesar do maniqueísmo evidente.A direcção de actores não precisa trabalhar com Travolta e Benicio del Toro.
Argumento Q.B., com um final !!! ..fácil. Não perde nada em ver, quem tenha a nostalgia dos 60's.

Júlio J. Simões
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)
Prometheus (Pontuação: 6)
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Uma Viagem em Vão, 2013-08-08
Scott nunca deveria ter abordado outra vez o Alien.

Se é verdade que o início promete pela montagem e cinematografia, (outra coisa não seria de esperar ) não tardamos a perceber que os personagens são lugares comuns da sua obra prima .Charlize Theron é um erro de "casting".A previsibilidade dos acontecimentos é evidente as " piscadelas " ao 2001 de Kubrick também. Excelentemente produzido e talvez interessante para os apaixonados das tecnologia,é perfeito para a família me deixar ir adormecendo no sofá.

Júlio J. Simões
Por Jimenez´Portugues (PAREDE)

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