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Muitos filmes de grande qualidade não têm o destaque que merecem, passando quase despercebidos. Por razões meramente económicas, as verbas promocionais concentram-se apenas em meia dúzia de títulos "mais comerciais". Para contrariar esta tendência, criámos este espaço de partilha e entre-ajuda, onde todos podem participar: escolha os filmes que achou mais marcantes e deixe o seu comentário.
Foram encontrados 65 comentários. Resultados de 1 a 20 ordenados por data:
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La Caja - Quatro Mulheres e um Morto (Pontuação: 4)
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Um funeral nada ortodoxo, 2013-05-01
Comédia não muito conseguida, com um "andamento algo lento" (o que nem sempre é mau num filme). O elenco, apesar de muito bom, não consegue "levantar" o filme acima da mediania.
Muitas vezes, a lentidão é absolutamente necessária a um filme para dar tempo ao espectador para conhecer as personagens, para criar empatia com elas. Não é esse o caso aqui: o passo lento com que a história nos é apresentada acaba por (quase) "matar" as oportunidades de nos fazer rir. E, no entanto, tem os seus momentos...
Uma chamada de atenção para Antonia San Juan: um dom natural para a comédia.
Por PMatos (BARREIRO)
Monsters - Zona Interdita (Pontuação: 8)
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Gigantes, 2012-03-08
Eis um filme que nos mostra algo em desuso: monstros gigantes. É, de certa forma, uma homenagem aos séries B de ficção científica dos anos 50 (após a descoberta do poder nuclear). Feito com "pouco" dinheiro, mas muita imaginação. Também existe algo de Jacques Tourneur neste filme: a atmosfera vai sendo instalada mais por sugestão do que por "visualização" (os monstros só aparecem lá mais para o fim). E, descobre-se mais tarde, afinal o que interessava ao realizador era a história de amor e não a história dos monstros.

Partindo de uma premissa semelhante à do filme Districto 9, é um filme completamente diferente deste. E ambos são muito bons. Recomendam-se os dois vivamente. Afinal, parece que os (bons) filmes de ficção científica ainda não morreram...
Por PMatos (BARREIRO)
A Minha Vida sem Mim (Pontuação: 8)
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Quando já não se pode mudar a vida, 2011-08-21
Ann pensa que está grávida. Vai ao médico e descobre que, em vez disso, tem um cancro em estado avançado. Tem dois meses de vida. Ann tem 23 anos. Ann tem duas filhas: uma nasceu quando tinha 17 e a outra quando tinha 19. O marido é o único homem com quem esteve, e tem dificuldade em arranjar trabalho. Vivem numa roulotte. O pai de Ann está preso e a mãe odeia o mundo. Apesar de tudo, Ann é feliz. Claro que a morte vem "atrapalhar" tudo. Decide não contar a ninguém, e viver os últimos dois meses o melhor que puder. Estão reunidos todos os ingredientes para um dramalhão de fazer chorar as pedras da calçada. Só que a realizadora e, sobretudo, a actriz Sarah Polley, nunca deixam que isso aconteça. Nunca deixam resvalar o drama. Resultado: um filme lindíssimo, sem floreados, sem choradeira, quase seco. Belo!
Por PMatos (BARREIRO)
Tudo ou Nada (Pontuação: 10)
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Vidas dormentes, 2011-08-21
Mais um grande, grande filme de Mike Leigh. Este homem é incansável. Mais um excelente drama humano sobre uma família (e seus amigos) dos subúrbios de Londres. O realismo britânico em todo o seu esplendor. Vidas dormentes: ela é caixa no supermercado, ele é taxista (e algo preguiçoso), a filha (obesa) faz limpezas num lar para idosos, o filho (obeso) não faz nada. Num dos casais amigos, reina a dependência do álcool. A excepção é a outra amiga do casal: apesar da vidinha do dia-a-dia, tem sempre um sorriso nos lábios e a língua afiada. Um dia algo acontece, e todos são obrigados a olhar de frente a vida que levam e o que vêem não é bonito. Tudo filmado com a serenidade que caracteriza o cinema de Mike Leigh. Em que todas as personagens parece que gritam em surdina (e nós gritamos com elas).
Como é hábito, o elenco é nada menos que soberbo. Menção especial para Lesley Manville: veja-se a serenidade com que interpreta esta mãe de família e compare-se com a alcoólica solitária que interpreta noutro filme de Mike Leigh, "Um Ano Mais". Sem palavras.
Por PMatos (BARREIRO)
Camino (Pontuação: 9)
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A religião como terror, 2011-08-21
Eis um filme que nos agarra pelos colarinhos, nos levanta do chão, nos esfrangalha completamente e atira ao chão os nossos restos. Tudo em nome da religião. Uma história demasiado forte para um realizador ainda algo inexperiente como Javier Fesser, que podia ter feito melhor. Mas aquilo que fez é assustador. Uma pré-adolescente (magnífica Nerea Camacho) é educada (desde muito cedo) segundo preceitos católicos que rondam o puro fanatismo, de forma a poder vir um dia a integrar a Obra da Opus Dei, para onde já foi "transferida" a sua irmã. Só que um dia adoece. A doença, para além de terminal, provoca dores excruciantes. Um verdadeiro martírio, e com apenas 11 anos. Fica tetraplégica, perde a visão, e etc.(o quadro completo). Um horror. E um dia, dada a beatitude da criança, os representantes da Opus Dei começam a perceber que podem fazer dela um exemplo e, quem sabe, a criança até pode vir um dia a ser beatificada, dado a serenidade com que aceita todo o seu martírio aqui na Terra. Um tema polémico, sem dúvida. Até espanta que tenha ganho o Goya de Melhor Filme Espanhol, que não tenha sido ostracizado, dado o poder que instituições como a Opus Dei detêm na sociedade. E no entanto, o próprio filme é polémico, nunca se decidindo pela crítica explícita à instituição. De facto, olhando sob outro ponto de vista, o filme até pode ser visto como uma glorificação da religião. Confusos? Então vejam o filme.
Por PMatos (BARREIRO)
Pandorum - Universo Paralelo (Pontuação: 8)
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A FC ainda consegue surpreender..., 2011-08-21
De facto, uma muito boa surpresa, a mostrar que ainda há vida no cinema de ficção científica. Logo a começar, o visual: sujo, retro, feio, a fazer lembrar os ambientes dos filmes do Jean-Pierre Jeunet ("Delicatessen" ou o quarto filme da saga Alien). Os actores estão muito credíveis (Ben Foster sempre impecável). Mas a história, isso sim é o melhor do filme. A fazer lembrar "O Enigma do Horizonte". Por vezes, a fazer lembrar também o "Resident Evil". Como alguém aqui já referiu, o filme é de facto uma mistura de vários outros filmes. Mas uma mistura bem feita, sabendo integrar o que já existia, mas sabendo criar também algo de novo. Assustador, feio, nervoso e enervante... Recomenda-se!
Por PMatos (BARREIRO)
O Demónio (Pontuação: 6)
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Demónio à solta, 2011-08-21
A premissa do argumento é melhor do que o filme em si. Ao contrário do que somos levados a pensar, o filme parte de uma história do M. Night Shyamalan, mas não é nem escrito, nem realizado por ele. Nos extras, ficamos a saber que se trata do primeiro filme das "Night Chronicles", três histórias que o Shyamalan imaginou, mas que serão transformadas em filme por outras pessoas. Aqui, cinco desconhecidos ficam fechados dentro de um elevador por uma força sobrenatural. Do exterior, ninguém consegue abrir o elevador e só vai tendo algumas imagens do que lá se passa através de uma câmara instalado no mesmo (mas que não transmite o som). Visto de fora, a polícia só vê que cada um dos passageiros vai morrendo um a um, mas sem conseguir ver como nem porquê (devidos a sucessivas falhas de energia). Pensa que existe um psicopata dentro do elevador, mas não consegue perceber quem. Se nós, como espectadores, tivéssemos o mesmo ponto de vista da polícia (i.e., exterior), talvez o filme fosse mais interessante. Mas ao colocar-nos dentro do elevador, ao deixar-nos ver o confronto entre os passageiros, o filme perde algum do seu suspense, nunca atingindo o seu verdadeiro potencial. Apesar disso, é um filme que se vê muito bem. Que entretem. O que já não é nada mau.
Por PMatos (BARREIRO)
Encontros em Nova Iorque (Pontuação: 7)
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Simplicidade, 2011-08-21
Kate e Alex são donos de uma loja de revenda de móveis antigos, que eles vão comprar aos herdeiros de pessoas acabadas de morrer. Disto desta forma, parece um pouco tétrico, mas nada disso. Trata-se de uma comédia agridoce, muito simples e suave, sincera, sobre os complicados sentimentos humanos. Fala-nos do casal Kate e Alex, da sua cumplicidade e infidelidades, mas também da sua filha, da vizinha do lado a quem compram a casa (já que está quase a morrer, e assim podem aumentar o tamanho do seu próprio apartamento), das netas desta. Tudo em tom suave, como já se disse. Sem gritaria parva. Um filme simples, mas eficaz.
Por PMatos (BARREIRO)
Um Ano Mais (Pontuação: 9)
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Efeitos da solidão, 2011-06-12
Incursão de Mike Leigh pelos meandros da solidão e dos seus efeitos terríveis. Dividido em quatro partes (uma por cada estação do ano), fala-nos de um casal de meia-idade que tem uma atitude bastante feliz e optimista perante a vida. Mas fala-nos sobretudo dos amigos e familiares que gravitam à volta do casal, esses sim casos perdidos de solidão e desespero. De resto, o tom do filme é apresentado logo no início, através de um prólogo bastante doloroso com uma magnífica Imelda Staunton (que não aparecerá mais no filme). Trata-se de um Mike Leigh puro vintage, com uma Lesley Manville estarrecedora no papel da amiga desesperada com a sua solidão. Altamente recomendável, não é contudo um filme que nos deixe animados. Mas a vida nem sempre é feliz, pois não?
Por PMatos (BARREIRO)
A Minha Alegria (Pontuação: 8)
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Estrada Perdida, 2011-06-06
Primeira incursão na ficção do documentarista Sergei Loznitsa, eis um filme que nos consegue trocar as voltas do princípio ao fim. Constituído por um prólogo e duas partes, o realizador confia na nossa inteligência enquanto espectadores, deixando-nos interpretar as situações e fazer as ligações como bem entendermos. Por vezes, até parece que o David Lynch passou por ali. Um filme excitante e nada maçador!
Por PMatos (BARREIRO)
O Caso do Diamante Perdido (Pontuação: 7)
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Tennessee Williams, 2011-06-01
Baseado numa peça pouco conhecida de Tennessee Williams, este filme contém todos ingredientes que fizeram dele um dos maiores dramaturgos de sempre: sexualidade abertamente à flor da pele, pessoas deslocadas mesmo à beira da loucura, só para citar alguns. As suas peças já deram magníficos filmes que ficaram na História do Cinema: Gata em Telhado de Zinco Quente, Bruscamente no Verão Passado, Um Eléctrico Chamado Desejo, A Noite da Iguana, só para citar alguns exemplos. Neste caso, não temos um grande filme. Também seria injusto estar a compará-lo com os mencionados acima. No entanto, a Jodie Markell falta-lhe a garra necessária para pegar nesta história. Os actores até estão bem, mas estariam muito melhores se a realizadora tivesse sabido puxar por eles. E no entanto, não é um mau filme. Não, por vezes existem momentos em que ela se excede (pela positiva). Como é o caso da cena da sempre magnífica Ellen Burstyn. Basta uma cena e o filme é dela.
Por PMatos (BARREIRO)
Naked - NU (Pontuação: 9)
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Cru ou cruel?, 2011-05-30
Este é um filme à parte na carreira de Mike Leigh. Não tinha feito nada assim e não voltou a fazê-lo.
Aqui não temos uma história agri-doce, como habitualmente. Não, aqui a história é crua e também... cruel, porque não? Filme radical, atira-nos com uma personagem muito desagradável à cara. David Thewlis desempenha o papel na perfeição: misantropo até mais não, vai despejando o seu fel sobre quem lhe aparece à frente. E, por mais que se diga o contrário, ouvir a verdade dói sempre, não é? Daí que a sua personagem nos surja como repelente, quase chocante. E no entanto, comportamentos destes servem, não pouca vezes, para esconder a falta de afecto, o medo de se estar sozinho. Definitivamente, este filme não vos vai deixar bem dispostos.
Por PMatos (BARREIRO)
Raparigas de Sucesso (Pontuação: 7)
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Ode à amizade, 2011-05-30
Na carreira de Mike Leigh, este pode ser considerado um filme menor. Mas um filme menor de Mike Leigh será sempre superior aos filmes de muitos outros realizadores. Como sempre nos seus filmes, o que está aqui em causa são as relações entre as pessoas, neste caso duas amigas do tempo da faculdade que se voltam a encontrar alguns anos mais tarde. Os amores de juventude, as pequenas invejas, as pequenas maldades, relembradas com o olhar nostálgico que só o tempo pode trazer. Excelentes interpretações da precocemente desaparecida Katrin Cartlidge e da algo estranha Lynda Steadman (naquele que foi praticamente o seu único trabalho para cinema).
Por PMatos (BARREIRO)
A Vida é Doce (Pontuação: 9)
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Mike Leigh no seu meio natural, 2011-05-06
Mais um filme a confirmar a excelência de Mike Leigh: uma história de uma simplicidade desarmante, servida por um elenco extraordinário (e que surpresa ver aqui tanta gente conhecida, mas 20 anos mais nova). Sempre a trabalhar no seu meio natural (o chamado realismo britânico), Mike Leigh oferece-nos mais uma história de gente simples, profundamente humana. Mas não se trata de um filme "agradável", porque o realizador prefere dar-nos personagens por quem não sentimos muita simpatia, em situações que são, também elas, por vezes deselegantes. No entanto, é tudo gente de carne e osso. E é isso que é compensador neste filme. E é impossivel, apesar de tudo, não sentirmos empatia e carinho por aquelas personagens. Belíssimo filme!
Por PMatos (BARREIRO)
O Advogado do Terror (Pontuação: 9)
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História do terrorismo, 2011-05-06
Eis um filme que se vê em várias camadas. Começamos com a apresentação de Jacques Vergès, advogado que se tornou famoso por defender os piores algozes da sociedade: desde os Khmer Vermelhos até ao terrorista Carlos, o "Chacal", passando pelo infâme Klaus Barbie (o carniceiro nazi de Lyon). Todos os "monstros" da sociedade sabem que podem contar com Vergès para os defender. Começamos por pensar que se trata apenas um advogado extremamente inteligente, com uma grande ânsia de fama e de dinheiro. Porém, conforme o documentário avança, começamos a perceber que as coisas não são bem assim: alegadamente, Vergès defende estes monstros porque, de certa forma, "partilha" os seus ideais. E é a partir daqui que o documentário dá um "salto qualitativo" e nos "agarra" completamente: partindo dos "clientes" de Vergès, o realizador começa a desenhar o mapa do terrorismo internacional, desde a sua formação até à actualidade. Um mapa de terror! E Vergès esteve sempre lá. Apenas como advogado? Ou também como interveniente? Eis um grande documentário, que se recomenda vivamente.
Por PMatos (BARREIRO)
Canino (Pontuação: 9)
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Uma grande bofetada, 2011-04-14
Sim, é precisamente assim que eu me sinto depois de ver este filme: como se tivesse levado uma valente bofetada. Temos aqui um verdadeiro discípulo do austríaco Michael Haneke e dos seus filmes mais viscerais e brutais (quer física, quer psicologicamente): "Funny Games" (versão austríaca e versão americana), "A Pianista", "Caché/Nada a Esconder", só para citar alguns. É até de espantar que a Academia tenha nomeado um filme tão inclassificável e violento (e com cenas de sexo explícito) para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro (que não ganhou). E no entanto, apesar do legado do Haneke, este realizador consegue construir o seu universo próprio, criando até uma linguagem nova (i.e., troca do sentido das palavras), que nos dificulta o entendimento do filme. Inclassificável!!! Se o recomendo? Vão por vossa conta e risco, que é para depois não me chamarem nomes...
Por PMatos (BARREIRO)
Cela 211 (Pontuação: 7)
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Filme de prisão surpreendentemente intenso, 2011-04-12
Filme "de prisão" de uma intensidade surpreendente, eis que a cinematografia espanhola continua a dar cartas em géneros normalmente associados a Hollywood. História de um homem que, pela força das circunstâncias, se vê perigosamente encurralado no centro de um motim, eis um filme de "género" que, mesmo assim, se encontra profundamente enraízado na realidade espanhola da actualidade, com a questão sensível dos presos políticos da ETA. Muito interessante. O elenco é de excepção. Mas isso também já é normal na cinematografia espanhola.
Por PMatos (BARREIRO)
Deixa-me Entrar (Pontuação: 7)
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Apesar de remake, é muito bom, 2011-04-04
O original sueco é um magnífico filme sobre a solidão na infância, disfarçado de filme de vampiros. Tudo resulta na perfeição. Logo, para quê fazer um remake americano de um filme tão recente, se o original já é muito bom? Para ganhar dinheiro, naturalmente. E é por causa disso que os remakes americanos geralmente dão em asneira. Geralmente. Porque não é esse o caso. Este remake é até bastante interessante. Por que o realizador teve imaginação suficiente para saber transpor uma história "escandinava" para a realidade americana. Soube criar situações novas, personagens novas. Foi buscar bons actores (e não aqueles adolescentes tontos que geralmente pululam neste tipo de filmes). Tudo somado: um filme feito com seriedade. Mas como já conhecemos a história toda (quem viu o original, quero eu dizer), o interesse vai-se perdendo...
Por PMatos (BARREIRO)
Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme (Pontuação: 6)
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Wall Street, 20 anos depois, 2011-03-28
20 anos depois, Oliver Stone volta a Wall Street e o resultado não é brilhante. O filme original, mais do que sobre o mundo de Wall Street, era um verdadeiro retrato de toda uma geração (a dos anos 80, dos "yuppies"). O mote geral era "Greed is Good"! Agora, o mote é "Greed is Legal", uma vez que Oliver Stone se atira à crise económica que estamos a viver, usando personagens de ficção (e nomes fictícios) para nos explicar como tudo começou. Essa parte do filme é a mais interessante, uma vez que permite a Oliver Stone pôr as "garras de fora", como já não fazia desde há muito tempo nos seus filmes. O que é que não é interessante? O facto de essa mesma história já ter sido contada de forma muito mais eficaz no documentário "Inside Job" (sem recorrer à ficção). E o facto de ter um final que não se coaduna nem com a realidade do filme, nem com a nossa própria realidade. Os últimos 20 minutos estragam o que até aí estava a ser um bom filme.
Por PMatos (BARREIRO)
A Cidade (Pontuação: 8)
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Ben Affleck descobriu a sua vocação, 2011-03-27
Foi preciso esperar por este novo filme, para perceber se o primeiro filme de Ben Affleck como realizador (Gone, Baby Gone) tinha sido um tiro no escuro ou se ele era mesmo bom realizador. E este confirma-o: Ben Affleck é um excelente realizador. Parece que finalmente descobriu a sua vocação, após andar por aí a desperdiçar o seu talento como actor em filmes medianos. É de facto uma surpresa, ver a forma como mantém um controlo perfeito sobre todo o filme, dando-nos um dos melhores policiais do ano. O excelente elenco (cheio de "estrelas") também contribui, mas o que de facto surpreende é a realização de Ben Affleck. Um filme de acção, sim, mas cheio de gente de carne e osso, que nos faz vibrar e quase "viver" as cenas, como se estivéssemos dentro delas. A ver!!!!
Por PMatos (BARREIRO)
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