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Manhã Submersa ()
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2 Prémios e 1 Nomeação
Realização:
Lauro António
Ano: 1980
País:
Portugal
Idade: M/12Q
Duração: 120 min
IMDB: 7.4
Manhã Submersa é o despertar para a vida de uma criança, passado entre a austeridade da casa senhorial de D. Estefânia, a neve, a sensualidade da sua aldeia natal e o silêncio das paredes do seminário. Uma obra poderosa, oscilando entre a luz e as sombras, por entre as quais um jovem de doze anos parte à descoberta de si próprio e do mundo que os rodeia: a repressão da educação, a pobreza da sua terra, as desigualdades sociais, o desejo do seu corpo em formação, a amizade e o amor.
Detalhes Técnicos
Duração: 120 min. Vídeo:
Áudio: Português
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A Força do Destino (Pontuação: 8)
Dentro das excentricidades do chamado "cinema português", ou seja, do cinema feito por portugueses, este Manhã Submersa do estreante Lauro António continua a merecer um lugar de destaque passados quase 40 anos da sua realização. Apesar dos seus defeitos, tais como algum amadorismo dos autores, a má dicção de muitos dos participantes, alguns planos bastante absurdos, a favor da obra está quase tudo o resto, desde o estofo literário que a sustenta, até à utilização cuidada da música, dos espaços serranos da acção, passando pelo bom domínio da linguagem cinematográfica de um realizador perto de principiante. Não é, nem de perto, o primeiro filme de denúncia de um sistema e de uma instituição de ensino, mas cumpre plenamente esse objectivo de Virgílio Ferreira, que se vê ele mesmo na pele do seu opressor de infância, ao interpretar o reitor do seminário - brilhantemente, diga-se. O DVD é rico em extras, incluindo um longo depoimento de Lauro António trinta anos depois, do maior interesse. Recomendo o visionamento do filme com legendas em português, que estão disponíveis. Quanto ao resto, é um filme imperdível para qualquer cinéfilo, sobretudo se for português. Mas o plano quase de abertura, de António imóvel na gare enquanto o comboio a vapor descreve a curva e se aproxima dele a toda a velocidade, parecendo ir esmagá-lo, ao som da abertura de A Força do Destino de Verdi, é um momento de grande arte universal, em que tudo é dito em poucos segundos, e como só o cinema pode fazer. E bravo, Lauro António!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)2018-08-13

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