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Retrato de Uma Rapariga em Chamas (Portrait de la jeune fille en feu)
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44 Prémios e 126 Nomeações
Realização:
Céline Sciamma
Argumento:
Céline Sciamma
Ano: 2019
Género:
Drama
Romance
País:
França
Idade: M/12
Duração: 122 min
IMDB: 8.1 (52.778 votos)
França, finais do século XVIII. Marianne (Noémie Merlant) tem como tarefa fazer um retrato de Héloïse (Adèle Haenel), uma jovem aristocrata acabada de sair do convento. A pintura será posteriormente oferecida ao homem a quem ela foi prometida. Inconformada com um casamento que não deseja, Héloïse recusa-se a posar. Por esse motivo, Marianne finge ser sua dama de companhia, absorvendo cada detalhe durante o dia. À noite, em segredo, vai construindo a imagem que retém da jovem noiva. Esses momentos vão criar uma forte intimidade entre as duas, cuja proximidade forçada acaba por se transformar em amor.

Apresentado em competição no Festival de Cinema de Cannes, onde recebeu o prémio de Melhor Argumento e a Queer Palm, um drama histórico escrito e realizado por Céline Sciamma ("Maria-Rapaz", "Bando de Raparigas").
Detalhes Técnicos
Duração: 122 min. Vídeo: Widescreen 1.85:1 anamórfico
Áudio: Francês Dolby Digital 5.1
Legendas: Português,
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É isto o Cinema (Pontuação: 9)
Habemus cineasta! Assim começo este comentário ao magnífico e recente Retrato da Rapariga em Chamas da francesa Céline Sciamma, que vi no grande ecrã na Festa do Cinema Francês e agora no DVD da Cineteka. Talvez por a história de amor que é o âmago da obra ser entre duas jovens mulheres, o filme passou relativamente despercebido, mas não nos concursos dos festivais, onde apresenta um invejável e merecido palmarés. É também uma história de mulheres, na qual a participação de personagens masculinos se limita a pouco mais do que figuração. Somos enviados pela realizadora e argumentista, sem livro de instruções, para o século XVIII e para um mundo que hoje nos parece tão incrível, mas que respeita, no sentido mais profundo, a verdade histórica dessa época, de "antes da Revolução". Não pude mesmo deixar de pensar em Talleyrand e na sua célebre frase, em que este afirmava que aqueles que não tinham vivido antes da revolução de 1789, não sabiam o que era o prazer de viver. Quase tudo aquilo que vemos neste filme é crível, e mesmo quando Céline Sciamma sai da realidade para a subjectividade de Marianne, o efeito que isso nos provoca não é de ruptura, e as visões de Marianne são um prolongamento artístico da paixão que a assola e da história de Orfeu e Eurídice que lêem. As actrizes principais são ambas magníficas, e até o erro que podemos apontar de aquela que é a mais velha de ambas fazer o papel da personagem mais nova - e isso sim prejudica o filme -, não é tanto um erro se considerarmos que Adèle Haenel é das duas aquela que encaixa na perfeição no perfil da aristocrática Heloïse - o problema é mesmo Adèle Haenel não ser jovem, mas apesar de tudo os seus 30 anos permitem-nos aceitar a personagem. Em resumo, estamos perante um filme requintado, delicado, feminino atrevo-me a dizer, de uma beleza inesquecível. Obrigatório, e, nestes tempos de indigência, um bem de primeira necessidade!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)2021-01-03
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