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Taxi Driver (Taxi Driver)
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13 Prémios e 18 Nomeações
Realização:
Martin Scorsese
Argumento:
Paul Schrader
Ano: 1976
País:
EUA
Idade: M/12
Duração: 109 min
IMDB: 8.6 (140.217 votos)
Este filme de Martin Scorcese é, sem dúvida, um dos mais aclamados da história do cinema. A acção decorre a altas horas da noite nas ruas de Nova Iorque. Um veterano da guerra do Vietname conduz um táxi e torna-se num homem solitário, cheio de frustrações e que estabelece uma relação com uma prostituta de catorze anos. A vida sórdida que testemunha, levam-no a actuar de forma violenta...
Detalhes Técnicos
Duração: 109 min. Vídeo: Widescreen 1.85:1 anamórfico
Áudio: Dolby Digital 2.0 Inglês MONO Italiano Espanhol
Legendas: Português, Inglês, Italiano, Espanhol, Arabe
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A Alienação Urbana! (Pontuação: 10)
Nova York tem sido um cenário previlegiado da sétima arte. Começou em 1926 quando Fritz Lang se encantou com o seu visual e a escolheu para cenário dessa obra prima incomparável que é "Metropolis" (1927). Sucessivamente cimos a cidade em ruínas, ser destruída por armas nucleares, por tempestades meteorológicas, inundada, povoada por superheróis de banda desenhada e continuou sempre a ser a cidade que nunca dorme e nunca perdeu o seu encanto por mais catástrofes que tenha sofrido. Se exceptuarmos Woody Allen e o seu "Manhattan" (1979), nunca houve outro cineasta que a filmasse tão bem como Martin Scorsese.
Travis Bickle é um ex-combatente do vietname, mentalmente instável e que sofre de insónias. Para tentar resolver o seu problema, aceita um emprego como motorista de táxi em Nova York, cujas ruas percorre, dia após dia, onde assiste, impotente, à decadência humana. O contacto com uma jovem prostituta faz com que decida agir independentemente do que lhe possa acontecer.
Excepcionalmente bem realizado por Martin Scorsese, "Taxi Driver" é, juntamente com "Touro Enraivecido" (1980), "Tudo Bons Rapazes" (1990) e Gangs de Nova York" (2002), uma obra-prima sem mácula. Apesar de datado, o filme não envelheceu e, pelo contrário, continua mais actual que nunca. O argumento brilhante escrito por Paul Schrader reflecte muito da época em que o filme foi feito: Enquanto a sombra do escândalo de Watergate paira discretamente sobre o filme, as cicatrizes deixadas pela guerra do Vietname na sociedade estão patentes em Travis Bickle ( a sua insónia, a sua constante procura de diversões como os filmes pornográficos e a frustração por não ter uma vida normal são disso exemplo) e a política está soberbamente representada na figura do Senador Charles Pallantine que, ao pretender atingir a nomeação para as eleições presidênciais que se aproximam, promete mudanças dramáticas na sociedade (já ouvimos isto em qualquer lado não ouvimos?).
Graças ao trabalho meticuloso de Scorsese, nunca o anónimato foi tão bem reflectido no écran (as cenas de multidão filmadas em câmara lenta com a voz off de Bickle e a sua presença anónima, qual zé-ninguém à procura da sua identidade, são absolutamente brilhantes). Raramente vimos no cinema um táxi tão bem filmado (prácticamente não hà nenhum ângulo, nenhum pormenor da viatura que não seja filmado) e também percebemos porque é que um táxi pode ser confortável e seguro (quando Bickle anda nas ruas, estas são estranhas e ameaçadoras se nos pusermos no papel do condutor/passageiro e as vemos de dentro para fora) e perigoso (a cena do passageiro psicopata que quer matar a mulher é um dos momentos mais tensos do filme e que espelha perfeitamente a sociedade da época mas que também pode ser aplicada aos dias de hoje), "Taxi Driver" permanece hoje como um dos filmes mais perturbantes da década de 70 do século passado.
Magnificamente interpretado por Robert DeNiro, que já trabalhara com Scorsese em "Cavaleiros do Asfalto" (1973) e com quem veio a estabelecer uama parceria realizador/actor em, até agora, mais seis filmes, cuja entrega ao personagem do motorista de taxi mentalmente instável foi total e representou mais um degrau nas ascensão do jovem actor que já ganhara um Óscar da Academia pelo seu fabuloso desempenho como Actor Secundário nessa obra-prima do cinema chamada "Padrinho - Parte II" (Francis Ford Coppola, 1974). Aliás o seu perfeccionismo obsessivo em viver intensamente as personagens que representa (para "Taxi Driver, andou semanas com os motoristas de Nova York para aprender a falar como eles, a viver como eles e até a maneira de conduzir um taxi numa grande cidade) é famoso e viria a recompensá-lo com com um segundo Óscar da Academia para Melhor Actor em "Touro Enraivecido" (1980). A sua interpretação é tão intensa e credível que até o próprio realizador quis vê-lo "in loco" (o passageiro psicopata que Travis transporta é o próprio Scorsese) e que já tinha tido outra aparição no filme (quando Travis Bickle sai da sede de candidatura de Pallantine a primeira vez que lá vai, é o individuo que está sentado na beira da escada). Inesquecível e famoso é o monólogo que Bickle mantém ao espelho quando procura uma pose de duro: as palavras "estás a falar comigo?" foram imitadas até à exaustão e continuam a constituir outro grande momento da carreira do actor; assim como a cena quase no final, em que depois do tiroteio no bordel, vemos um grande plano de Travis Bickle satisfeito por ter salvo Iris (Jodie Foster num dos seus primeiros papéis no cinema) da prostituição, mas frustrado por não ter balas para se suicidar e, num plano elevado de câmara que vai recuando, vemos o massacre levado a cabo pelo motorista de táxi e que só termina já na rua com a chegada das ambulâncias e no meio da curiosidade geral: genial e perturbante o trabalho da dupla actor e realizador.
A completar o elenco do filme temos ainda Harvey Keitel (outro dos actores habituais na filmografia de Scorsese), Peter Boyle, Cybill Shepherd, Albert Brooks que também contribuem para tornar este filme obrigatório.
Vencedor da Palma de Ouro em Cannes, "Taxi Driver" posicionava-se para a corrida dos Óscares desse ano ao ser nomeado para quatro Óscares (Martin Scorsese nem sequer foi nomeado!) mas acabaria por ser derrotado por "Rocky"(!) (John G.Avildsen) que levaria os prémios principais...incompreensível!
Uma daquelas presenças obrigatórias em qualquer top de cinema, "Taxi Driver" continua a ser um dos filmes mais amados do seu realizador, apesar de ignorado na altura, teria de esperar ainda trinta anos até ser reconhecido pelos seus pares por um filme menor, se bem que não menos importante, na sua filmografia ("The Departed: Entre Inimigos", 2006), pena é que não o tenha sido hà mais tempo.
Ver filmes com esta qualidade é cada vez mais dificil.
Absolutamente obrigatório!
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)2010-01-06
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