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Dois Dias para Esquecer (Deux jours à tuer)
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3 Nomeações
Realização:
Jean Becker
Ano: 2008
Género:
Drama
Romance
País:
França
Idade: M/12
Duração: 85 min
IMDB: 6.8
Antoine, um publicitário de 42 anos, tem sido bastante bem sucedido na vida. Casado com Cécile, pai de dois filhos, vive numa bela casa, nos subúrbios de Paris e mantém com os seus vizinhos uma relação bastante cordial. Claro que há também uma discreta relação com a bela Marion, mas nada que possa perturbar este tranquilo equilíbrio. Entretanto, num dia como outro qualquer, a sua vida fica virada do avesso. Durante uma reunião com um importante cliente da sua agência, Antoine exalta-se e acaba por arruinar o projecto. O seu sócio sugere-lhe que tire uns dias de férias para descansar, mas Antoine está determinado a terminar a sociedade e oferece-se para comprar as suas acções.De volta a casa para o fim-de-semana, começa a destruir tudo aquilo que construiu durante anos. A sua mulher acusa-o de ter um caso e ele não o nega. Para o seu aniversário, os seus dois filhos fazem-lhe uns desenhos. Inesperadamente, ele mostra intransigência e tece duras críticas às crianças.Um velho amigo pede-lhe conselhos sobre a compra de um carro de colecção. Em vez de ajudar, pura e simplesmente dá cabo do negócio. Os amigos de Antoine estão à sua espera na sua casa de férias, onde lhe prepararam uma festa surpresa mas ele diverte-se a insultar um após outro e insulta inclusive a bela Virginie, demasiado tentadora para o seu gosto.
Detalhes Técnicos
Duração: 85 min. Vídeo: Widescreen 2.35:1 anamórfico
Áudio: Dolby Digital 2.0 Francês
Legendas: Português,
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A Vida dentro da Vida (Pontuação: 9)
Jean Becker, que já havia povoado os territórios intimistas e ambíguos das emoções em “Conversas com o meu Jardineiro” realiza mais um filme sobre as múltiplas narrativas que se constroem e desconstroem dentro da própria vida. Estas narrativas vão emergindo ao longo do filme, de forma vertiginosa, através da drástica mudança de atitudes, comportamentos e crenças de Antoine (Albert Dupontel) suscitando uma amálgama de sentimentos e emoções a todas as personagens que, intencional ou circunstancialmente, acabam por participar na sua batalha interior.
O início do filme parece anunciar o fim da forma como Antoine compreende a realidade, a forma como atribui significado aos eventos da sua vida, a forma como sente as relações que foi construindo ao longo da(s) sua(s) história(s). É o início do fim de qualquer coisa que se anuncia timidamente, qualquer coisa que vai ficando em suspenso, até ter vontade de respirar por si própria e se apresentar ao mundo interior de Antoine de forma nua e violenta. Esta revelação, vestida de um vigor excruciante, apresenta-se sem rodeios e sem paliativos retirando Antoine de um pseudo papel de superioridade moral em relação a uma sociedade hedonista, da qual ele faz ou fez parte, que abraça a luxúria, que (con)funde a alma com os símbolos sociais do sucesso e do consumo e disfarça a solidariedade num papel de embrulho.
Num sucedâneo de eventos aparentemente auto-destrutivos, Antoine coloca em causa o seu casamento, estupra emocional e fisicamente os amigos que até aí haviam partilhado a sua forma de ver e sentir o mundo, ensaia um abandono intempestivo dos filhos que diz amar e refugia-se numa viagem ao passado, interpelando a procura de um outro futuro, num presente que definitivamente jamais será o mesmo.
Dois dias para esquecer é um hino à vida, é uma celebração deste infinito baú de possibilidades e alternativas que temos dentro de nós para nos (re)interpretarmos permanentemente, para nos transformarmos, a cada segundo, nas múltiplas relações que estabelecemos com o mundo, mesmo sabendo que este, por vezes, parece também ter vontade própria, acima da nossa, na relação que estabelece connosco.
Por Sérgio Fabela (CANIDELO - VILA NOVA DE GAIA)2012-07-20
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