Cineteka.com - Videoclube de culto para cinéfilos exigentes
Videoclube Adesão Ajuda Preçário Contactos Parcerias Login

Brevemente... Novidades Promoção TOP + Reposições Premiados Ao Acaso Acção Animação Aventura Biografia Clássico Comédia Crime/Policial Desporto Documentário Drama Família Fantasia Ficção C. Film Noir Guerra História Musical Religião Romance Séries/TV Terror Thriller Viagens Western Erótico
Amadeus (Amadeus)
TrailerAlugar
40 Prémios e 13 Nomeações
Realização:
Milos Forman
Argumento:
Peter Shaffer
Ano: 1984
País:
EUA
Idade: M/12
Duração: 153 min
IMDB: 8.4 (82.173 votos)
Amadeus triunfa pelo seu envolvente drama humano enquadrado num sumptuoso periodo épico, como uma gloriosa celebração da música de Wolfgang Amadeus Mazort - e como vencedor de oito Oscares da Academia em 1984, incluindo o de Melhor Filme (produzido por Saul Zaentz), Melhor Actor (F. Murray Abraham), Melhor Realizador (Milos Forman) e Melhor Argumento Adaptado (Peter Shafter, baseado na sua premiada peça). Estamos em 1781 e António Salieri (Abraham) é o competente compositor da Corte do Imperiador Joseph II (Jeffrey Jones). Quando Mozart (Tim Hulce, nomeado para um Oscar) é apresentado à Corte, Salieri fica revoltado ao descobrir que o virtuosismo e o dom musical que ele desejava possuir, tinham sido concedidos a um endiabrado e preverso jovem. Louco de inveja, planeia destruir Mozart a qualquer custo, talvez até, assassiná-lo. Terá Salieri silenciado um dos verdadeiros génios musicais de todos os tempos? O mistério - e a música - permanecem.
Detalhes Técnicos
Duração: 153 min. Vídeo: Widescreen 2.35:1 anamórfico
Áudio: Dolby Digital 5.1 Inglês Alemão, Dolby Digital 2.0 Espanhol
Legendas: Português, Inglês, Francês, Espanhol, Italiano, Alemão,
Comentários dos utilizadores: Escreva um comentário sobre este título
Obra Genial! (Pontuação: 10)
Poucos são os filmes que contam uma história fictícia sobre uma personagem real e conseguem chegar ao público, à critíca e obter um enorme sucesso. "Amadeus" foi um desses filmes.
Viena de Aústria, 1823, Antoni Salieri ex-compositor da corte do rei Joseph II, é internado num hospital para doentes mentais após uma tentativa de suicídio. No dia seguinte um padre vem visitá-lo e ouvir a sua confissão no que respeita ao facto de Salieri dizer que matou Mozart um dos maiores compositores de sempre. Terá sido mesmo assim?
Realizado por Milos Forman que já nos dera uma obra-prima de estudo do comportamento humano chamada "Voando sobre um Ninho de Cucos" (1975), uma "trip" de drogas e protestos contra o envolvimento americano no Vietname com "Hair"(1979), ou o mal apreciado "period piece" chamado "Ragtime" (1981). Se "Voando sobre um ninho de Cucos" foi rápidamente considerado uma obra-prima, por ser um dos únicos três filmes em toda a história do cinema a vencer os cinco óscares principais (filme, realizador, actor, actriz e argumento), "Amadeus" não tardaria a seguir-lhe as pisadas no que respeita à classificação de obra-prima, porque o filme é isso mesmo. O trabalho de Forman é simplesmente brilhante. Não hà, no filme, uma cena, um fotograma, uma interpretação que esteja fora do contexto.
Vagamente inspirada em "Mozart e Salieri" de Aleksandr Pushkin, transformada em Ópera por Nikolai Rimsky-Korsakov, que Peter Shaffer viu e onde se inspirou para fazer a peça de teatro que serviria de base ao filme de Forman. Utilizando uma significativa parte de música de Mozart e também de Antonio Salieri, além de outros compositores da época, "Amadeus" resulta numa experiência cinematográfica única. As cenas das Óperas estão brilhantemente encenadas. Estão feitas de modo a que o espectador se sinta transportado para a época e quando assim é, pouco ou nada mais hà a dizer. Devemos apenas sentar e deixarmo-nos envolver nesta experiência.
Sendo baseado numa peça de teatro, o filme teria que ter pelo menos um actor com experiência de palco. Tom Hulce, actor que chamara a atenção de Peter Shaffer ao interpretar um dos papéis da sua peça "Equus" (1977), foi escolhido pelo próprio para interpretar o papel de Mozart e fá-lo com grande convicção. Ao ler-se uma biografia de Mozart, não conseguimos dissociar Hulce daquela personagem irrequieta, um pouco louca, mas genial. O próprio actor também o não conseguiu porque toda a sua carreira no cinema acabou reduzida àquela personagem. Já Antonio Salieri de F.Murray Abraham é outra conversa. O actor é a personagem e a interpretação, aliás muito justamente premiada com o Oscar de Melhor Actor, percorre todo o filme. A sua transformação progressiva desde a curiosidade que move o então Compositor da Corte em querer conhecer o jovem talentoso Mozart, até ao velho amargurado, louco, que, no final do filme, abençoa todos os alienados do hospital, passando pelo ser humano que, corroído pela inveja, declara Deus como seu inimigo por ter dado tanto talento aquela "criatura"(como ele próprio chama Mozart), quando ele (Salieri) apenas desejava servir Deus através da sua música, e que o leva a planear o assassinato do compositor, é verdadeiramente assombrosa, inesquecível mesmo. Ofusca em alguns momentos o próprio Wolfgang Amadeus Mozart e o seu actor. O melhor papel de F.Murray Abraham na sua considerávelmente longa carreira onde nos lembramos também do Inquisidor-Chefe Bernardo Gui de "O Nome da Rosa" (Jean-Jacques Annaud, 1986).
Filme cheio de grandes interpretações e de cenas inesquecíveis como aquela em que Mozart aparece a primeira vez ante o olhar reprovador de Salieri; Ou aquela em que Mozart toca a sua versão da marcha de boas -vindas composta por Salieri; A magnifica cena em que Salier, cheio de inveja, atira um crucifixo para a lareira declarando a Deus "A partir de agora Tu e eu somos inimigos!"; a já citada cena final em que salieri abençoa todos os alienados; inesquecível é também todo o terço final do filme ao som do Requiem a culminar no enterro em vala comum do compositor, "Amadeus" entrou assim na galeria das obras-primas do cinema pela porta da frente. Pena é que o seu realizador nunca mais esteve ao nível desta obra, excepção feita a "Valmont" (1989), outra "periodic piece".
Nomeado para onze Óscares, "Amadeus" ganhou oito incluindo o de Melhor Filme e Melhor Realizador e nesse ano ganhou prácticamente tudo aquilo que havia para ganhar em termos de festivais de cinema um pouco por todo o mundo.
Não se consegue ficar indiferente perante um filme destes. É um filme intemporal e cada vez mais referenciado e, tal como a música de Mozart, permanecerá como objecto de culto.
Genial.
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)2009-10-05
Se gostou deste título, também recomendamos:
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer

Últimos comentáriosPróximos Lançamentos
05/Dez
Trailer
04/Dez
Trailer