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O Exorcista - Director's Cut (The Exorcist)
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14 Prémios e 14 Nomeações
Realização:
William Friedkin
Ano: 1973
País:
EUA
Idade: M/18
Duração: 131 min
IMDB: 8.0 (76.766 votos)
Chris MacNeil, é a mãe de Regan. Vivem com um mordomo sinistro e a dedicada governanta. O pai de Regan separou-se da mãe e foi viver noutro país. É uma pessoa fria, que esquece o aniversário de Regan, sua única filha, o que a deixa muito magoada. Ela começa a ter comportamentos estranhos e levam-na ao médico. Mas os médicos não conseguem detectar as causas das suas estranhas atitudes, e estas vão piorando... começa a dizer palavrões, cospe, irrita-se com facilidade e consegue fazer coisas completamente inverosímeis, tais como descer uma escada de costas e apoiada nos pés e nas mãos.
Como os médicos não conseguem encontrar uma explicação lógica, decidem experimentar outros métodos: se a paciente está possuída por algum demónio, há que fazer um exorcismo. O padre Damien Karras é chamado, mas como existe um outro padre com mais experiência, personagem interpretada por Max von Sydow, este é o escolhido para a difícil tarefa de expulsar o demónio do corpo da pequenita Regan.
Uma situação desesperante para todos, especialmente para a mãe, que vê a filha a sofrer e sem conseguir entender os motivos nem nada poder fazer para salvar a filha. O padre Damien também tem alguns problemas de consciência, já que a sua mãe faleceu e ele sente que não lhe deu a atenção e os cuidados devidos, e que poderia ter evitado a sua morte.
O padre Damien decide provar que realmente Regan está possuída pelo demónio, e então começa a registar as evidências, para que a Igreja possa crer nele. Como a menina fala outros idiomas e tem uma força incrível, parece claro que ninguém duvidará.
Detalhes Técnicos
Duração: 131 min. Vídeo: Widescreen 1.85:1 anamórfico
Áudio: Dolby Digital 5.1 Inglês, Francês Dolby Digital 2.0 Inglês
Legendas: Português, Inglês, Francês, Holandês, Croata, Grego, Hebraico, Hungaro, Turco
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Quando Ciência e Religião se chocam! (Pontuação: 10)
Drácula, Frankenstein, Lobisomens ou até mesmo zombies sempre fizeram parte do cinema. Quase desde os primórdios da sétima arte que o género terror sempre fez parte do imaginário dos espectadores. O que ninguém estava era preparado para o choque que em 1973 "O Exorcista" provocou em todo o mundo.
Regan McNeil é uma jovem americana como tantas outras que vive com a mãe depois dos pais se terem separado. A jovem começa a ter comportamentos estranhos que a mãe associa ao facto do pai se ter esquecido do seu aniversário. mas os comportamentos dela tornam-se ainda mais estranhos e bizarros e a mãe resolve consultar os médicos que, após uma série de testes e análises, não conseguem encontrar nenhuma explicação lógica para o que se passa com a jovem. Então alguém adianta a Chris McNeil, a hipótese da filha estar possuída por algum espiríto pelo que a única solução possível será um exorcismo.
Realizado por William Friedkin, este é um dos seus filmes mais conhecidos, juntamente com "Os Incorruptíveis contra a Droga (1971), com o qual ganhou o Óscar de Melhor Realizador, um dos cinco que o filme ganhou, incluindo o de Melhor Filme do Ano. A sua realização é competente nas cenas em que mostra a impotência da ciência em explicar o que se passa com Regan e também como as McNeil (mãe e filha) se relacionam com o Padre Damian Karras, pároco recém colocado, com remorsos devido ao recente falecimento da mãe. Karras é a pessoa a quem Chris recorre quando lhe é apresentada a hipótese de Regan estar possessa por um espírito. Relutante, o padre aceita investigar o que se passa, quando se conclui o que realmente a jovem tem, o padre nada pode fazer pois necessita da supervisão de alguém mais experiente. É então chamado o Padre Lancaster Merrin (Max Von Sydow, no papel mais famoso da sua já longa carreira), que já sobrevivera a um exorcismo. A partir daqui, o trabalho de Friedkin torna-se ainda mais intenso e competente na famosa sequência do exorcismo.
O argumento de William Peter Blatty é supostamente baseado numa história verídica que foi recentemente filmada com o título de "O Exorcismo de Emily Rose"(Scott Derrickson, 2005) e está cheio de contrastes de ciência versus religião o que torna a história e posteriormente o filme ainda mais interessante.
Quando estreou em 1973, "O Exorcista" provocou uma onda de choque e horror entre os espectadores que assistiam ao filme. O realismo era tal que havia ambulãncias e equipas médicas a postos nos cinemas prontas a dar assistência a quem dela necessitasse.
O filme foi um grande sucesso de bilheteira em todo o mundo, foi nomeado para dez Óscares da Academia, vencendo nas categorias de Melhor Som e Melhor Argumento.
Como não podia deixar de ser, deu origem a duas sequelas e outras tantas prequelas: quanto ás primeiras "Exorcista II - O Herege" (John Boorman,1977) dá vontade de rir de tão mau que é; já "Exorcist III" (William Peter Blatty, 1990) continua o original e é muito interessante.
Quanto às segundas, já a história é outra: foram feitos dois filmes para contar a história de como tudo começou sendo que a produção não gostou de um dos filmes, despediu o realizador e contratou outro para contar a mesma história. O resultado final foram dois filmes: "Exorcista: O Princípio"(Renny Harlin, 2004) que foi o segundo filme a ser feito e é muito mau, para não dizer ridículo!; o outro é "Dominion: a Prequel to the Exorcist" (Paul Schrader, 2004) e é superior ao seu sucessor. Lamentávelmente nenhum, se exceptuarmos "Exorcist III", se aproximou da qualidade do primeiro, principalmente no tocante a cenas marcantes como a cena da rotação da cabeça a 360 graus; ou a cena em que Regan se auto-viola com um crucifixo.
O original é o melhor de todos e ficou como uma referência do género e um filme marcante para tudo aquilo que se fez posteriormente. No 30º aniversário do filme, em 2003, foi lançada uma edição intitulada "Director's Cut - A versão que você nunca viu", onde constam mais 11 minutos de cenas inéditas que apenas completam o que já se conhecia e mostram mais uma ou duas cenas de Regan já possuída pelo demónio.
Seja qual for a versão que se veja, "O Exorcista" continua a ser uma referência obrigatória do cinema e do género em particular.
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)2009-06-08
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