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Nascido Para Matar (BLU-RAY) (Full Metal Jacket)
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5 Prémios e 6 Nomeações
Realização:
Stanley Kubrick
Ano: 1987
Idade: M/12
Duração: 112 min
IMDB: 8.3 (112.365 votos)
Joker, Animal Mother, Gomer, Eightball, Cowboy e outros, são literalmente atirados para um infernal campo de treinos sob o cruel comando de um impiedoso sargento que vê os potenciais cães danados como porcos, vermes ou algo ainda pior.
A acção é selvagem, a história intensa, os diálogos salpicados com humor sarcástico. ´Nascido Para Matar`, desde os rigores do treino básico até ao pesadelo do combate em Hue, permanece como um dos grandes sucessos do cinema!
Detalhes Técnicos
Duração: 112 min. Vídeo: Widescreen 1.85:1 anamórfico
Áudio: Dolby Digital 5.1 Inglês, Francês, Espanhol, Italiano, Alemão, Espanhol
Legendas: Português, Inglês, Espanhol, Chinês, Dinamarquês, Holandês, Finlandês, Francês, Alemão, Italiano, Coreano, Norueguês, Espanhol, Sueco
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O Vietname segundo Stanley Kubrick! (Pontuação: 10)
Falar de Stanley Kubrick é falar de Cinema. A sua obra, embora curta em termos de filmes, foi de importância capital para o cinema. É uma obra destinada a ser estudada e analisada por todos quantos se interessem pela sétima arte.
"Full Metal Jacket", penúltimo filme do realizador, acenta que nem uma luva na sua carreira e insere-se lindamente na lista dos filmes mais importantes sobre a guerra do Vietname.
Em Parris Island na Carolina do Sul um grupo de jovens Marines começam o seu treino para depois serem enviados para o Vietname para reforçar o contingente Norte Americano que por lá se bate. A comandá-los está um impiedoso Sargento-Instructor decidido a torná-los verdadeiras máquinas de matar.
Realizado com o habitual perfeccionismo milimétrico e obsessivo de Stanley Kubrick, onde qualquer movimento de camâra, qualquer plano ou até a própria banda sonora têm uma razão para ali estar e venha daí quem disser o contrário!
Dividido em duas partes distintas, embora se completem no total, "Full Metal Jacket" começa com os novos recrutas a rapar o cabelo por completo dando inicío ao seu processo de deshumanização que decorrerá ao longo de toda a recruta, sob a mão impiedosa do Sargento-Instructor Hartman (R.Lee Ermey), principal executor dessa mesma deshumanização, castigando e humilhando constantemente o soldado Pyle (Vincent D'Onofrio), culminando na sequência do castigo infligindo a este durante a noite pelos seus próprios companheiros de camarata. O soldado Pyle acabará, finalmente, por fazer uso dessa mesma deshumanização, na magnifica sequência nocturna da última noite dos agora soldados no campo de intrução de Parris Island. Vemos, nessa cena, na expressão facial de Pyle e no seu olhar, brilhantemente captados pelo realizador, o regresso de Alex de "A Laranja Mecânica" (Stanley Kubrick, 1971). Simplesmente aterrador.
A segunda parte do filme vai encontrar alguns elementos deste pelotão em plena acção no Vietname. Estamos em plena ofensiva de Tet em 1968 e assistimos a um novo pesadelo neste conflito: a guerra urbana. Aqui reside um dos grandes trunfos do filme; ao transferir a acção dos combates da selva habitual para a selva urbana, Kubrick consegue uma originalidade única nunca conseguida em nenhuma outra obra que tenha abordado o Vietname. Filmada em estilo documental, patente nas cenas da progressão das tropas americanas sobre a a cidade de Hue, onde algures vislumbramos um monólito negro (piscadela de olho a "2001:Odisseia no Espaço" ou será o próprio realizador a querer dizer-nos qualquer coisa?), ou ainda no combate nas ruínas da cidade entre o pelotão dos deshumanizados de Hartman e um atirador furtivo que os vai abatendo um a um; esta sequência consegue ser muito mais assustadora que qualquer outra filmada na selva, porque lá, já se sabe o que se espera, aqui o perigo pode espreitar em qualquer prédio, em qualquer esquina, Kubrick consegue aqui um efeito de suspense em filmes de guerra, nunca conseguido em qualquer outra produção do género.
Em termos de interpretações, estas falam por si. Matthew Modine interpreta bem o seu soldado Joker, principalmente quando discute com um oficial o significado e a dualidade da inscrição que tem no seu capacete "Born to Kill" acompanhado do símbolo dos hippies; mas o triunfo do filme vai todo para D'Onofrio e Lee Ermey: as cenas entre ambos estão soberbamente interpretadas (principalment R.Lee Ermey que fora militar antes de ser actor, pelo que só teve que ser ele mesmo e consegue-o perfeitamente); quanto a Vincent D'Onofrio, assustador na sua transformação de jovem imberbe sem inteligência nem ambição até começar a enlouquecer progressivamente e transformar-se no perigoso psicopata que vemos no final da primeira parte, é um verdadeiro "tour de force" do actor e, uma vez mais, magnificamente captado pela lente do realizador.
Último grande filme sobre o Vietname, um conflito que deixou marcas em toda a sociedade americana, "Full Metal Jacket" representou mais um enorme capítulo na grande carreira de um realizador chamado Stanley Kubrick e é também uma obra percorrido na sua totalidade por uma questão com a qual também somos confrontados no final, quando os sobreviventes do pelotão marcham ao som da canção do rato Mickey: quem são afinal os heróis do filme?
Obrigatório!
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)2009-10-11
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