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Imperdoável - Edição Especial (Unforgiven)
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33 Prémios e 16 Nomeações
Realização:
Clint Eastwood
Ano: 1992
Género:
Drama
Western
País:
EUA
Idade: M/16
Duração: 126 min
IMDB: 8.3 (70.777 votos)
Imperdoável é um clássico moderno que “resume tudo o que sinto acerca do western”, nas palavras do próprio Clint Eastwood, realizador e actor principal, numa entrevista ao Los Angeles Times. Este filme foi seleccionado como sendo um dos 100 Melhores Filmes Americanos de sempre pelo American Film Institute, e recebeu 4 Óscares da Academia em 1992, incluindo as estatuetas por Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor num Papel Secundário (Gene Hackman), e Melhor Montagem (Joel Cox). Agora, para marcar o seu décimo aniversário, temos o prazer de apresentar uma nova e deslumbrante versão digital. Eastwood e Morgan Freeman interpretam dois foras-da-lei reformados que pegam nas armas uma última vez, para partir à caça de um homem. Richard Harris é um mal-aventurado assassino contratado. E Hackman é um homem da lei, surpreendentemente charmoso... e brutal. Imperdoável é um western imortal (Kenneth Turan, Los Angeles Times).
Detalhes Técnicos
Duração: 126 min. Vídeo: Widescreen 2.35:1 anamórfico
Áudio: Dolby Digital 2.0 Inglês
Legendas: Português,
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O Ocaso do Western (Pontuação: 10)
Em 1992, depois do triunfo de “Dances with Wolves - Danças com Lobos” (Kevin Costner, 1990) que reanimara o Western, o género mais querido, juntamente com o musical, do cinema, da melhor maneira possível, pareceu que este género popular estava de volta para trazer o público, que agora estava mais virado para a ficção científica, de volta. Mas a sensação que ficou foi que o género, apesar de ainda não estar morto e enterrado, parecia estar moribundo. Era tempo de fazer um elogio que, ao mesmo tempo o homenageasse condignamente. "Unforgiven - Imperdoável” é a mais bela página que se pode escrever sobre um género que, afinal, esteve na génese do cinema, "The Great Train Robbery" de Edwin S.Porter é o primeiro Western da história e foi realizado em 1903.
Ao tomarem conhecimento duma recompensa lançada por um grupo de prostitutas a quem matar o homem que deformou uma delas, dois ex-foras-da-lei juntam-se a um jovem para tentar ganhar a recompensa e assim garantir o seu futuro e dos seus familiares. Ao chegaram á cidade de Big Whiskey, no Wyoming, são confrontados com uma oposição que não contavam.
“Imperdoável” começa por ser um filme que olha para o velho Oeste como se este fosse uma novidade. Os pistoleiros profissionais tornaram-se de tal maneira uma espécie em vias de extinção que os jornalistas os seguem em busca das suas histórias ( a personagem de English Bob, um caçador de prémios, fabulosamente interpretado por Richard Harris, cuja fama o precede, mas que na realidade não passa de um engano, graças ao jornalista/biógrafo que com ele vem, é disso exemplo); homens que dormiram noites ao relento, estão agora a construir as sua próprias casas; William Munny , outrora um ladrão e assassino, sobrevive graças á sua criação de porcos. Em 1880 (ano em que se passa o filme), o Oeste vive das memórias de homens que agora vivem numa espécie de classe média e é á volta destas memórias que esta obra-prima gravita sem hesitar.
O filme é sobre a passagem do tempo e isso vê-se no seu próprio visual, reflectida na fotografia quase genial de Jack N.Green. Logo no início vemos uma casa, uma árvore, um homem e uma campa e o sol está a pôr-se, não só no homem, como também sobre a era que ele representa, é de uma genialidade quase absoluta de tão simples que é. Mas, mais á frente, ainda no campo visual, encontramos cenas exteriores que mostram a vastidão da terra onde o Western reinou durante décadas. Já os interiores diurnos são fotografados em forte contra-luz de modo a tornar as figuras interiores escuras e, por vezes, difíceis de ver.
Em "Imperdoável" todos os símbolos do western estão invertidos: o xerife que sempre representou o bem e a moral, é, na realidade, o vilão (excelente interpretação de Gene Hackman)e o homem sem qualquer tipo de escrúpulos que impõe a lei na cidade com punho de ferro, não autoriza armas de fogo na sua jurisdição e faz cumprir essa proibição com espancamentos sádicos e públicos, a roçar a humilhação e depois regressa á beira-rio onde constrói a sua casa; os supostos vilões, apresentados como sendo maus como as cobras (interpretados sobriamente por Clint Eastwood e Morgan Freeman), que não passam de velhos que já esqueceram uma parte do seu violento passado, mas que, de tempos a tempos, ainda os assombra, são os verdadeiros heróis do filme. Entre todas estas personagens, gravitam algumas outras que, apesar de secundárias, têm a sua importância na acção: desde logo ”Schofield Kid” (Jaimz Woolvett), um incompetente pretenso herói, desafia Munny a ir com ele em busca da recompensa, míope que não consegue acertar em nada, mesmo tendo um revólver modelo Schofield (daí ter-se baptizado a si próprio com esse nome) da “Smith & Wesson; Madame “Strawberry Alice” (Frances Fisher), prostituta que teve a ideia de lançar a recompensa porque quer vingança sobre aqueles que mutilaram “Delilah” (Anne Thompson), uma das suas meninas; e ainda “Skinny Dubois” (Anthony James), dono do bar e bordel, tem outras preocupações acerca dos acontecimentos: como pagou muito dinheiro por Delilah, que após ser mutilada pelos cowboys, já não lhe vai compensar o investimento, portanto ele quer ser recompensado.
Eventualmente a história volta aos termos clássicos do Western quando o xerife corrupto se confronta com o fora-da-lei, transformado em homem justo. A história torna-se, menos sobre a caça ao prémio e mais sobre a necessidade, mútua e pessoal , de resolver a questão entre ambos, já que se encontraram algures no passado e veremos, posteriormente, o jovem William Munny emergir da concha da idade onde se escondeu e voltar a ser o homem temeroso que fora, como também acontece no longo acto final em que o mesmo Munny eficiente e omniscientemente se transforma numa espécie de vingador das humilhações a que o seu amigo Ned foi sujeito: um trabalho de montagem eficiente, em que os elementos da cena são montados de modo estrategicamente deliberado para serem suficientemente credíveis e que nos trazem á memória as personagens que Eastwood interpretou nos seus westerns anteriores: o espírito á procura de justiça em “O Pistoleiro do Diabo”; o justiceiro Josey Wales de “O Rebelde do Kansas” e o Pregador sem nome de “O Justiceiro Solitário” e percebemos que o velho profissional ainda não se esqueceu de como se faz.
Clint Eastwood, o realizador, ao baralhar e dar de novo, dá uma dimensão diferente e original ao género e aproxima-se duma quase genialidade magnifica, que mantém no próprio título do filme. Será que Munny procura obter o perdão da sua falecida esposa e também de todos os outros que enganou, violentou ou matou? A sensação com que se fica é que ele ainda se sente assombrado pela culpa: está reformado, mas, ao aceitar ir em busca do dinheiro da recompensa, pois precisa dele para sustentar os seus filhos, apesar de achar que eles ficariam melhor servidos se o seu pai não andasse a correr risco de vida contra pistoleiros mais novos e certamente mais experientes, mostra que não se emendou. Eastwood não se alargou em explicações sobre o porquê daquele título, mas, existe no filme um momento em que talvez essa explicação seja aflorada: logo após ter sido baleado, Little Bill diz “eu não mereço isto…morrer assim, desta maneira…eu estava a construir uma casa.” Ao que Munny responde “Merecer, não tem nada a ver com isto”. Mas, na realidade, até tem porque, apesar de Ned e Delilah não receberem aquilo que lhes é devido, William Munny certifica-se que os outros o recebem. É esta moral, por vezes implacável, em que o bem eventualmente silencia o mal, que está no centro do Western, e Clint Eastwood, tal como John Ford já o fizera na sua obra-prima “The Searchers- A Desaparecida” (1956), não tem receio de o dizer.
Quando estreou, “Imperdoável”, foi um inesperado sucesso de bilheteira em todo o mundo. Com um orçamento estimado em cerca de 14.400.000 dólares, a receita em todo o mundo foi de cerca de 159.200.000 dólares, nada mau para um filme dum género já considerado extinto. Mas o triunfo maior do filme seria em prémios. A primeira surpresa viria dos Globos de Ouro onde arrecadaria dois dos quatro Globos para que estava nomeado, incluindo um para Clint Eastwood como Realizador. Conforme avançava a temporada dos prémios, continuava a caminhada de “Imperdoável” em direcção ao Olimpo do Cinema. Seria nos Oscares que o triunfo do filme iria ser determinante. Com nove nomeações para os Oscares, "Imperdoável" venceu quatro, incluindo Melhor Realizador e Melhor Filme do Ano para Clint Eastwood. Finalmente o cinema olhava com respeito e deferência para um dos seus maiores icons. Foi o consagrar duma carreira imaculada de mais de quarenta anos.
Caberia a Clint Eastwood, actor, produtor e realizador, a missão de escrever o epílogo do Western, na forma daquele belíssimo plano final (igual ao início, mas mais completo) de um pôr-do-sol, uma campa e junto dela a imagem de William Munny que se dissolve na cena enquanto correm os créditos finais, em que o actor/realizador, agradece a Don (Siegel) e a Sergio (Leone), os seus mentores, subentenda-se, o que fizeram por ele, mas, principalmente, o que fizeram pelo western enquanto género cinematográfico.
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)2014-05-21
Epílogo del western (Pontuação: 9)
Un western como nunca fue concebido antes. Resumen de una obra de arte de los 90 de hechuras clásicas en formato pero que nos enseña el reverso de la moneda, radicando ahí su belleza y su resplandor.

Clint Eastwood de nuevo forjando una leyenda en fotogramas singulares y magníficos donde todo es perfecto y cuidadosamente planteado. Fotografía difícilmente superable con toques tostados, castaños y marfileños del mismo sabor que la tierra que pisan, o la madera bajo la que se cobijan. Primera y última escena con siluetas en la penumbra y un fondo dorado en el que a modo de postal en un plano general vemos como el protagonista se diluye y desaparece………… y nosotros con él, embargándonos por todas las emociones que esas dos escenas representan. Montaje diferenciado en las escenas más violentas una rapidez furiosa y unos planos más largos adecuando el ritmo a las reflexiones y situaciones más intimistas. Primeros planos escalofriantes en el verdadero duelo al estilo más clásico del género western, planos medios y generales para las demás escenas diferenciando así también las intensidades dramáticas…………
Todo perfecto, todo en sintonía en una banda sonora que acompaña a su vez al milímetro y nos mete más de lleno dentro de las tripas (si eso es posible) de Unforgiven.

Argumento atípico en un western donde a pesar de reunir todos los tópicos del género con maestría, también nos dibuja una sonrisa amarga en los labios con las consecuencias que toda esa vida conlleva. Vemos el antes y el después de un pistolero, en un argumento sin igual donde el resultado es una proclamación de la no violencia, declaración de intenciones y el alto precio a pagar por los actos que se cometen. Genio, genio, genio. Clint reaviva un género de una manera que nos machaca por dentro pero que indudablemente es una alegoría original al western. La escena del abandono de Morgan Freeman resume ese guión en dos imágenes contundentes y arrolladoras, pero ineludiblemente crueles y devastadoras.
Duelo final de vértigo, quién no se estremece ante Clint Eastwood con el rifle en la mano y un monólogo escalofriante?. La tensión que genera su voz es angustiante, parece que las palabras toman sentido dentro del cerebro segundos después, es tan intenso que la información se compone por partes, toda junta no se consigue.

Clin Eastwood (Bill) Genuino y grandioso en este desarrollo bidimensional Eastwood. Forzado a retomar un pasado que le duele en toda el alma, es el único que tiene fondo suficiente para terminar el trabajo encomendado. Su extrema fragilidad ante ese aspecto es conmovedora. Caudal desbordado de odio en el climax del filme imponiendo justicia. Ruptura definitiva con su pasado tormentoso en el final, aceptando sus errores. Un rostro con cicatrices visibles, un alma con cicatrices indelebles rebelándose ante unas palabras llenas de emoción: Yo ya no soy la misma persona. Cambié, ya no soy igual. Alucinante Eastwood, casi alienante, desde el principio al fin.

Morgan Freeman (Ned Logan) Actor de la cabeza a los pies en este filme, conductor de la renuncia, inductor del paso del tiempo, preceptor de la irreversible realidad, espejo de la reflexividad. Dramático en la segunda mitad con ligeros apuntes cómicos en la primera parte. El desenvolvimiento de su personaje gana terreno a cada minuto de metraje y nos lleva de la mano como niños en un día de fiesta, sorprendiéndonos.

Gene Hackman (Little Bill) Para mí su nombre y su personaje son una metáfora de el alter-ego de Eastwood (Bill- Little Bill) Más sanguinario que el propio Bill en sus tiempos de pistolero pero cobardemente amparado bajo el sombrero de un agente de la ley. Hackman nos transmite su prepotencia, su orgullo desmedido y su odio con cada gesto. Impunidad y bajeza de un hombre que comparte destino con Bill pero que a la hora de la verdad se reforma en un sheriff pretencioso, imponiendo su justicia de un modo parcial como un dios todopoderoso. Brillante Hackman en Unforgiven, sólido y representando este tipo de papel que tanto se ajusta a su malévolo perfil.
Por Isabel (LISBOA)2009-10-31
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