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O Outro Lado da Cama (El Otro Lado de la Cama)
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6 Prémios e 15 Nomeações
Argumento:
David Serrano
Ano: 2002
País:
Espanha
Idade: M/18
Duração: 104 min
IMDB: 6.7 (2.099 votos)
Se o amor é apenas um jogo... porque não fazer batota!
Sonia e Javier namoram e vivem juntos há alguns anos; Pedro e Paula, também estão juntos já lá vão alguns anos e decidiram finalmente partilhar a mesma casa. Mas, no último momento, Paula anuncia a Pedro que se apaixonou por outra pessoa e murmura-lhe as cruéis palavras: "Será que podemos ser só bons amigos?"
A vida de Javier muda também repentinamente: não só é o melhor amigo de Pedro, mas é também o tal homem por quem Paula se apaixonou. Rapidamente começa a sentir pressão de ambos os lados - de Pedro, que quer a sua ajuda para descobrir o mais recente amante de Paula, e de Paula, que lhe exige que rompa tudo com Sonia para que possam viver abertamente o seu relacionamento. A capacidade de mentira de Javier é inacreditável e a sua imparável prevaricação aterradora.
Detalhes Técnicos
Duração: 104 min. Vídeo: 16:9 - Widescreen 2.35:1 anamórfico
Áudio: Dolby Digital 5.1 - Espanhol
Legendas: Português
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Permanência e Transformação (Pontuação: 7)
O outro lado da cama, realizado pelo Espanhol Emilio Martínez Lázaro, debruça-se sobre a (im)possibilidade da exclusividade, simbólica ou experiencial, nas relações de intimidade entre duas pessoas. Mas as entrelinhas do guião, cénico e estético, mostram-nos muito, muito mais do que isso.
Num primeiro plano, desconstrói, de forma fluída e com o sarcasmo que se impõe neste exercício sociológico, um aglomerado de preconceitos da sociedade ocidental relativamente à identidade de género. Nas diferentes conversações protagonizadas por Sonia/Javier e por Pedro/Paula, assim como nos diferentes círculos de amigos destas díades, vão emergindo um conjunto de premissas sobre o papel masculino nas relações heterossexuais associadas aos conceitos de virilidade, masculinidade, domínio, poder e controlo. Em simultâneo, a trama do filme coloca a nu algumas das mais inusitadas, mas frequentes, ideias que povoam o imaginário coletivo sobre a homossexualidade e os estereótipos que permitem definir e controlar – ilusoriamente- o processo de catalogação das pessoas cuja opção sexual recai sobre parceiros do mesmo sexo. Tudo isto servido com uma dinâmica e um ritmo inebriante de diálogos e embrulhado com momentos musicais prenhes de ambiguidade que interpelam o expectador a refletir criticamente sobre as diferentes formas de viver, sentir e pensar a intimidade e a sexualidade.
Num segundo plano, o filme debruça-se sobre os triângulos relacionais, colocando em evidência o paradoxo em que os protagonistas se posicionam: se por um lado não equacionam poderem separar-se da relação de intimidade socialmente formalizada, por outro não abdicam da construção de um triângulo amoroso com um terceiro elemento, dando forma a uma relação que vive na sombra dos outros olhares e que se alimenta da imprevisibilidade de um evento inovador. Num exercício metafórico, o realizador lança-nos numa viagem entre imagens estáticas, em que os nossos olhos não vislumbram a possibilidade de que alguma descontinuidade possa acontecer, para deslizarmos abruptamente por cordilheiras sinuosas em que, a cada segundo, todos os nossos sentidos são invadidos por estímulos arrebatadores, porque desconhecidos e inesperados. Desta forma, Sonia/Javier, Pedro/Paula e, mais tarde, Sonia/Pedro e Javier/Paula através dos triângulos relacionais em que desembocam, representam a viabilização desta tensão permanente: a conservação do que é conhecido e a procura do surpreendente; a segurança da previsibilidade e a necessidade do arrebatamento; a necessidade de segurança e a necessidade do devir…
Entre a escalada da homogeneidade e o precipício da paixão, “O outro lado da cama” explora, de forma descontraída e irónica, a matriz das relações de intimidade e dos múltiplos (des)encontros entre a fantasia e o real, entre a imaginação e a acção, entre a necessidade básica e o desejo recôndito que traz novas golfadas de emoção à experiencia humana.
Por Sérgio Fabela (CANIDELO - VILA NOVA DE GAIA)2012-07-24
Muito divertido ! (Pontuação: 8)
Alguns poderão dizer que branqueia comportamentos impróprios. Mas este filme é sobretudo é uma comédia muito divertida.
Por Leaf (VALONGO)2011-06-27
Swing? (Pontuação: 8)
Um filme muito alegre e bem disposto com um sentido de humor muito agradável! As músicas encaixam perfeitamente na história e são bastante animadas. Paz Vega é simplesmente soberba!
Por Carlos Andrade (AMADORA)2009-01-08
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