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Passagem Para a Índia (A Passage to India)
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20 Prémios e 24 Nomeações
Realização:
David Lean
Ano: 1984
Idade: M/12Q
Duração: 157 min
IMDB: 7.4 (4.599 votos)
"Uma das maiores adaptações alguma vez feitas para Cinema!".

Entre num mundo onde as culturas se confrontam com tanta violência, que podem dividir um país inteiro a qualquer momento. Nomeado* para onze Prémios da Academia e vencedor de dois, Passagem Para a Índia é uma belíssima e provocante história, repleta de personagens exuberantes, onde tudo se conjuga quase na perfeição. Com um elenco fantástico que inclui Peggy Ashcroft, Judy Davis, James Fox, Sir Alec Guinness e Nigel Havers, este filme realmente fabuloso é um verdadeiro triunfo.

Quando duas senhoras Inglesas de ideias liberais, Mrs. Moore (Ashcroft) e Adela Quested (Davis) chegam à Índia, ficam chocadas com o brutal racismo existente. Felizmente, o bondoso Dr. Aziz (Victor Banerjee) eleva-se à intolerância e guia as duas senhoras numa maravilhosa viagem às misteriosas grutas Marabat. Mas o passeio torna-se em pesadelo, e terrívelmente assustador. As notícias do incidente depressa se espalham por toda a Índia... acendendo o rastilho de uma bomba prestes a explodir. Uma tapecaria riquíssima tecida com o choque entre duas culturas, Passagem Para a Índia é um supremo entretenimento, e uma maravilha visual que é verdadeiramente cativante.

* Incluindo Melhor Filme; Realização; Actriz (Judy Davis); Actriz Secundária (Peggy Ashcroft - venceu); Argumento Adaptado; Fotografia; Direcção Artística; Cenografia; Música; Banda Sonora - venceu; Montagem; Guarda-Roupa
Detalhes Técnicos
Duração: 157 min. Vídeo: 16:9 - Widescreen 1.85:1 anamórfico
Áudio: Dolby Digital 5.1 - Inglês. Dolby Surround 2.0 - Francês. Mono - Espanhol
Legendas: Francês, Espanhol, Holandês, Sueco, Finlandês, Norueguês, Dinamarquês, Português, Grego, Inglês para Deficientes Auditivos
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O regresso do grande Espectáculo! (Pontuação: 10)
Para fazer frente à constante concorrência da televisão, o cinema criou um subgénero de filmes a que chamou superproduções e que tiveram o seu ponto alto no final da década de 50 e durante a década de 60 do século passado. Algumas superproduções surgiram já fora de tempo, nos anos 80. Foi o caso deste "Passagem para a Índia".
Adele Quested (Judy Davis) viaja para a Índia na companhia da sua futura sogra, Mrs.Moore (Peggy Aschcroft) para ir ao encontro do noivo Ronny Heaslop (Nigel Havers), adido da embaixada inglesa. Quando lá chegam as duas senhoras vão confrontar-se com diferenças culturais que irão influenciar o seu comportamento, essas diferenças irão ser determinantes nos acontecimentos decorrentes dum passeio organizado às grutas Marabat.
O filme é baseado no romance homónimo de E.M.Forster e espelha bem as diferenças culturais existentes na Índia no final do colonialismo britânico.
A realização e a adaptação do livro pertenceram a David Lean, veterano realizador e antigo montador que, aos 76 anos de idade e depois 14 anos sem realizar, voltou à ribalta com esta superprodução que, se exceptuarmos, "Gandhi" ( Richard Attenborough, 1982), é o filme que melhor mostra a ìndia misteriosa e desconhecida. Lean foi o realizador de obras-primas do cinema como "A Ponte do Rio Kwai", "Lawrence da Arábia", "Doutor Jivago" ou o bonito e muito ignorado "A Filha de Ryan". Muito perfeccionista, qualidade que está presente em toda a sua obra e muito particularmente neste filme, Lean consegue adequar as interpretações dos actores, nomeadamente dos secundários Alec Guiness, Peggy Aschcroft e Victor Bannerjee, aos cenários mostrando uma ìndia misteriosa e exótica ( ver as cenas do templo em ruínas que Adele visita, ou as grutas Marabat), junta-se uma fotografia excepcional (como na cena da monção, ou aquela em que Mrs.Moore e Dr.Aziz conversam no templo),misturamos a banda sonora envolvente do recentemente falecido Maurice Jarre e monta-se tudo com a enorme dedicação de quem sabe o que faz. O resultado é uma das melhores adaptações cinematográficas de literatura para o cinema. Lean filma planos belissímos (como a cena em que um comboio atravessa uma planície numa noite de luar) e consegue que o filme não seja monótono, mas sim uma obra em constante evolução.
Nomeado para 11 Óscares da Academia, "Passagem para a Índia" venceria apenas nas categorias de Melhor Actriz Secundária (Peggy Aschcroft) e Banda Sonora.
Derradeira obra-prima de um realizador que sempre viveu para o cinema e, muito particularmente, numa altura em que a sétima arte estava em crise, o soube dignificar com uma série de obras que no seu total venceram mais de 20 Óscares da Academia quando este prémio ainda recompensava o desempenho de cada um.
O regresso triunfante de um mestre a não perder!
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)2009-04-15
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