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A Máquina do Tempo (The Time Machine)
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1 Prémio e 1 Nomeação
Realização:
Simon Wells
Ano: 2002
País:
EUA
Idade: M/12
Duração: 92 min
IMDB
O que está feito e não pode ser modificado. Ou será que pode?
Decidido a impedir uma tragédia do seu passado, Alexander Hartdegen cria uma máquina fantástica, capaz de o transportar através dos tempos. Prepare-se a partir para o Passado e Futuro, viajando nesta Máquina do Tempo, numa adaptação completamente nova do clássico de ficção científica de H. G. Wells realizada por Simon Wells, o bisneto do autor.
Guy Pearce interpreta o papel de Hartdegen, um inventor novaiorquino no início do século XIX que, depois de visitar o passado procura o seu destino no futuro... e acaba no centro de uma aventura inacreditável - 800,000 anos no futuro. O tempo voa quando nos estamos a divertir, e neste filme é isso mesmo que acontece! Apertem os cintos - rumo ao futuro.
Detalhes Técnicos
Duração: 92 min. Vídeo: 16:9 - Widescreen 2.35:1 anamórfico
Áudio: Dolby Digital 5.1 - Inglês, francês e italiano
Legendas: Inglês, Francês, Italiano, Alemão, Espanhol, Português, Árabe, Holandês, Inglês para Deficientes Auditivos, Alemão para Deficientes Auditivos
Extras: Comentários pelos criadores, efeitos especiais, notas de produção, menu interactivo, trailers,cenas inéditas, seqüência de trabalhos com os duplos, making of
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Os Limites de Viajar no Tempo! (Pontuação: 7)
Desde tempos imemoriais que o homem sempre quis viajar no tempo. Visitar o seu passado, corrigir o que estivesse errado na sua vida e talvez melhorá-la. Em 1895 H.G.Wells escreveu uma obra que iria revolucionar a ficção cientifíca e pô-la na rota do cinema que não tardaria a transformá-la em filme.
Alexander Hardtegan, inventor do séc XIX, sofre uma perda irreparável: durante um assalto, a sua namorada é assassinada à sua frente. Sem conseguir lidar com isso e culpando-se do acontecimento, ele vai inventar uma máquina de viajar no tempo para tentar emendar o que aconteceu e quando o faz, um acidente leva-o ao futuro e a uma aventura inesperada.
"Máquina do Tempo", é uma nova versão dum clássico de 1960. Apesar de realizado por Simon Wells, bisneto do escritor H.G.Wells, co-realizador de filmes de animação como "An American Tail: Fievel goes West" (1991) ou "Princípe do Egipto" (1998), ele não consegue dar o toque de magia que George Pal conseguiu no filme original. Wells tinha os meios e o conhecimento necessários para que o seu filme fosse, pelo menos, equivalente ao original, mas tal não acontece e fica-se pela mediania. Enquanto George Pal foi fiel à obra, dando imagens às palavras do escritor, Wells evita comparações com o filme de Pal ou com a obra do seu bisavô. O seu filme pretendeu ser não um remake, mas sim uma outra versão inspirada no livro. Ficou-se mesmo pela pretensão.
Bons efeitos especiais, os quais o realizador poderia ter explorado melhor, apesar de os ter utilizado em algumas cenas bem conseguidas como o da memória holográfica na Nova York do futuro, ou na destruição da mesma cidade, ou ainda na viagem até ao ano 802,701 e ao que resta da civilização. Aqui, é onde realmente o filme se perde e se estraga por completo. Fica-se com a ideia de que Wells poderia ter feito muito melhor e nem a presença de Jeremy Irons consegue salvar o filme da banalidade mais vista da ficção cientifíca. Pal, em 1960, com menos meios, conseguiu filmar um futuro mais credível do que esta versão moderna.
O livro de H.G. Wells já serviu de inspiração a várias outras variações sobre viagens no tempo, umas melhores que outras: O já citado original de George Pal; as fabulosas viagens no tempo para a frente e para trás a bordo de um DeLorean relatadas em "O Regresso ao Futuro" (Robert Zemeckis 1985-90); o fraco "Experiência de Filadélfia (Stewart Raffill,1984) supostamente baseado em factos verídicos ocorridos na IIª Guerra Mundial; ou "Somewhere in time"(Jeannot Szwarc,1980) onde a hipnose é usada para permitir uma viagem no tempo; os originais "Passageiros do Tempo" (Nicholas Meyer, 1979) onde é o próprio H.G.Wells que viaja até ao presente em perseguição de Jack, o Estripador; "Contagem Final" (Don Taylor, 1980) em que o porta-aviões Nimitz é transportado no tempo para a véspera do ataque a Pearl Harbor; ou ainda "Star Trek IV - o regresso a casa" (Leonard Nimoy, 1986) onde a tripulação da Enterprise tem que viajar até ao século XX para tentar salvar a terra do século XXIII.
"Máquina do Tempo" acaba por ser um filme bom, onde nos apercebemos que poderia ter ido mais longe tendo em conta as potencialidades do livro em que se baseia e do que hoje se pode fazer em termos de cinema.
Embora prefira o original de George Pal e o livro de H.G.Wells, este filme não deixa de ser interessante e uma boa diversão para uma tarde chuvosa ou um serão em familía.
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)2009-11-10
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