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Muitos filmes de grande qualidade não têm o destaque que merecem, passando quase despercebidos. Por razões meramente económicas, as verbas promocionais concentram-se apenas em meia dúzia de títulos "mais comerciais". Para contrariar esta tendência, criámos este espaço de partilha e entre-ajuda, onde todos podem participar: escolha os filmes que achou mais marcantes e deixe o seu comentário.
Foram encontrados 2516 comentários. Resultados de 1 a 20 ordenados por data:
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Camino (Pontuação: 10)
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Filmes que nos ajudam a pensar..., 2014-04-18
Este filme tem sem dúvida todos os ingredientes para ser considerado um excelente filme. O argumento, faz-nos pensar, retrata os problemas da fé, mais concretamente da Opus day. O Realizador fez um trabalho excelente, podendo por vezes transmitir uma crítica à fé e outras porém uma homenagem à mesma. É brilhante como nos deixa espaço a nós par tirar as suas conclusões. Eu tirei a minha. Apesar de não ser crente, não sou radical, e aceito quem o seja e quem não seja. É uma opção pessoal. Mas como em tudo, o que é demais é prejudicial. O facto de ser uma história verdadeira torna esse julgamento mais importante!
Por Ana Cabrinha (Mem Martins)
Seven - 7 Pecados Mortais (Pontuação: 10)
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O Triunfo do Mal, 2014-04-17
O filme do género policial, habitualmente, remete-nos para assaltos ou roubos, para ladrões e polícias que, geralmente, depois duma cuidadosa investigação, acabam por se envolver em perseguições e tiroteio. Recentemente surgiu dentro do género, uma nova vertente que envolve “crimes em série”, ou seja crimes que ocorrem durante algum tempo, em determinados locais e, á partida, sem ligação entre si, perpetrados por “ Serial Killers”, dos quais o mais famoso é “Hannibal “The Canibal” Lecter” brilhantemente interpretado no cinema por Sir Anthony Hopkins no multi–premiado “Silence of the Lambs – O Silêncio dos Inocentes” (Jonathan Demme, 1991) e também na sequela “Hannibal” (Ridley Scott, 2001) e respectiva prequela, “Red Dragon – Dragão Vermelho” (Brett Rattner, 2002). Em 1995 “Seven - Sete Pecados Mortais” levou o tema do “Serial Killer” um pouco mais longe.
David Mills é um detective recém- transferido para o departamento de homicídios de uma grande cidade onde vai fazer parelha com William Somerset, um detective veterano que está para se reformar. Os dois começam a investigar um estranho homicídio e rapidamente chegam á conclusão que este foi meticulosamente planeado com alguns requintes de sadismo. Quando ocorre um segundo homicídio, igualmente meticuloso, estranho e sádico, os dois detectives começam a aperceber-se que alguém pretende usar os “Sete Pecados Mortais” como arma de crime.
Escrito por Andrew Kevin Walker enquanto viveu em Nova York e tentava ser escritor de argumentos, Walker não gostou da sua estadia na cidade e “Seven” reflecte um pouco essa experiência, já que, nas suas próprias palavras “ é verdade que se eu não tivesse vivido lá, eu provavelmente nunca teria escrito “Seven”, e quando finalmente conseguiu escrever qualquer coisa, pensou no actor William Hurt para desempenhar o papel de William Somerset, cuja personagem foi baptizada com o nome do autor favorito de Walker, W. Somerset Maugham.
Realizado por David Fincher, que fora técnico de Efeitos Especiais na “Industrial Light & Magic” de George Lucas antes de se tornar realizador de publicidade e posteriormente realizadou videoclips para nomes sonantes como Sting, Madonna, Rolling Stones, Billy idol, Michael Jackson, entre outros, deu nas vistas quando realizou o videoclip “Self Control”, o tema interpretado por Laura Brannigan onde mostra um seio da cantora. Catapultado para a fama, veio a realizar “Alien 3 – A Desforra”, em 1993, mal-amado pela crítica e pelo público por ser demasiado filosófico em vez de terror e acção como haviam sido os seus antecessores; entre este “Seven” e a sua obra-prima chamada “Fight Club – Clube de Combate” (1999) , fez “The Game – O Jogo” em 1997 com Michael Douglas e Sean Penn. A sua abordagem a “Seven” é feita num estilo documentário, inspirada em diversas séries de televisão e no policial clássico “The French Connection – Os Incorruptíveis contra a Droga” (William Friedkin, 1971). Para Fincher, o que interessava era contar uma história psicologicamente violenta e quase desumana, cujas implicações seriam, não tanto “o porque se faz", mas sim “o como se faz”, além de a achar uma espécie de meditação sobre o mal, coisa que um policial normal, observando todas as regras do género, raramente contempla. Pensado e feito para quebrar as regras do género, “Seven” consegue-o plenamente.
Logo desde o início que se percebe que este filme não será o típico thriller a que nos habituamos a ver: o genérico inicial corre sobre imagens de alguém, algures numa zona da cidade a cozer tiras de papel, a escrever páginas e a raspar a pele dos dedos. Presumivelmente é John Doe a preparar o seu trabalho e a dar ao espectador uma ideia do tipo de pessoas que os detectives vão ter pela frente: metódico e organizado.
Com a acção situada numa qualquer cidade (nunca se chega a saber o seu nome), ruidosa, cheia de gente estranha e onde chove constantemente (talvez um piscar de olhos à Los Angeles de 2019 de “Blade Runner – Perigo Eminente”, segundo Ridley Scott) agindo como uma força opressiva á investigação dos detectives, era assim que Fincher queria mostrar aquela cidade, nas suas palavras “queria aquele mundo sujo, violento, poluído e, por vezes, deprimente...tudo tinha de ser autêntico e o mais cru possível, só assim é que o filme resultaria...”, ou seja, por resultados, entenda-se choque e era isso mesmo que Fincher queria: chocar audiências e, tendo um argumento que o iria fazer, nada melhor do que escolher um elenco onde esse choque resultasse para todos e ficava-se com o melhor de dois mundos: um grande filme e grandes interpretações.
Brad Pitt, recém-chegado de “Legends of the Fall – Lendas de Paixão” (Edward Zuicke, 1995), foi contactado por Fincher que o vira nesse filme e ficara impressionado com o seu potencial, leu o argumento e ficou entusiasmado com a possibilidade de compor a complexa personagem do Detective David Mills, jovem detective, recém-chegado aquela metrópole, que desconhece as amarguras da vida nas grandes cidades, casado com uma bonita e insegura jovem (Gwyneth Paltrow), e que, com o avançar da investigação, começa a conhecer um outro lado que até aí lhe passara ao lado, principalmente quando aceita a ajuda do veterano detective soberbamente interpretado por Morgan Freeman. Somerset é um homem experiente que viveu sempre no meio daquele universo sujo e decadente, tem um segredo obscuro no seu passado, e, agora que está á beira da reforma, não se quer envolver naquele caso, mas, ao mesmo tempo, sente que deve ajudar Mills.
A dado momento, quase no final, Sommerset, em conversa com Mills, diz-lhe “Sabes que isto não vai acabar bem”, Mills não concorda e diz que apanhar John Doe é apenas uma questão de tempo, ao que Somerset contrapõe lembrando que o criminoso já cumpriu quatro dos sete pecados mortais. Logo a seguir, quando é descoberto o quinto cadáver, é que nos começamos a aperceber que Somerset poderá ter razão no que diz. Acontece então o primeiro momento chocante do filme: John Doe (literalmente, “João Ninguém”), o “Serial Killer”, brilhantemente interpretado por Kevin Spacey (o actor que recebera um Oscar de Melhor Actor Secundário pela sua interpretação em “Os Suspeitos do Costume” de Bryan Singer (1995), pediu á produção para não incluir o seu nome no genérico inicial, para assim acentuar o efeito choque da sua aparição), entra em cena, todo ensanguentado para se entregar aos dois detectives. Nunca se havia visto nada assim no cinema policial nem em nenhuma das suas diversas vertentes. É mais uma regra que “Seven” e David Fincher vieram quebrar.
Esta entrega voluntária (ou não, caberá a cada um ajuizar nesse sentido), baralha as contas aos dois detectives e começa um jogo de vontades que durará até ao final, entre o maduro e cerebral Somerset ,o jovem e cabeça dura Mills e o meticuloso, frio e calculista John Doe que alega conhecer o paradeiro dos dois cadáveres que faltam e confessará os crimes, se forem os dois detectives a conduzi-los ao local onde se encontram, ou então alegará insanidade mental. Decidido a acabar com aquele caso, Mills aceita a condição, apesar das reservas e preocupação de Somerset. Tudo isto nos leva a uma das mais assustadoras cenas de que há memória no género desde “Manhunter – Caçada ao Amanhecer” (Michael Mann, 1986) a primeira aparição (embora secundária) de Hannibal Lecter na sétima arte: durante a viagem para o local onde Doe diz estarem os cadáveres em falta, este diz que foi Deus que o mandou punir “aqueles inocentes”, como lhes chama Somerset e explica que os seus actos naqueles dias serão estudados, analisados e seguidos, além de tecer alguns comentários a Mills. Somos então conduzidos pela mão segura de Fincher até ao segundo momento chocante do filme: o final, quando são revelados os dois últimos pecados e permitindo que o mal, personificado por John Doe triunfe causando danos irreparáveis nas personagens.
Indiscutivelmente um dos grandes filmes da década de 90 do século passado.
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)
Um Assassino Pelas Costas (Pontuação: 9)
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Um filme quase perfeito, 2014-04-09
Quando Spielberg realizou, em 1971 com pouco mais de vinte e cinco anos, este filme para televisão, quis dizer muito claramente duas coisas: primeiro, aqui estou eu, Steven Spielberg, e estudei e aprendi tudo sobre cinema; segundo, preparem-se, vou pegar em tudo o que sei, melhorar e ser um dos maiores cineastas de todos os tempos.

Contrariamente ao que muitos dizem, e o próprio titulo em português deixa a entender, este não é um filme sobre o que Spielberg mostra mas sim sobre o que Spielberg não mostra. O “duelo” que nos é apresentado é apenas uma magnífica metáfora para a luta de um homem consigo próprio, com os seus medos, fraquezas e frustrações; com a sua própria condição. Um homem “encurralado”, como bem nos indica o titulo do filme em “brasileiro”.

Não há que poupar nas palavras. Este é um filme enorme, sempre filmado a régua e esquadro, pleno de personagens – algumas inumanas, o deserto, os veículos… - e manifestamente agradecido a grandes mestres como Sir Alfred Joseph Hitchcock. Um filme quase perfeito.
Por pedromrsl (LISBOA)
Thor - O Mundo das Trevas (BLU-RAY 3D) (Pontuação: 3)
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Dececionante, 2014-04-08
Depois de um muito razoável “Os Vingadores” optei por dar uma oportunidade a este Thor.

Mas…, aqui não há, de todo personagens, do argumento nada se vislumbra, os gagues são básicos e até o 3D fica muito aquém do que já se viu no passado.

É aborrecido dizer isto mas…, quase nada se salva em Thor; apenas recomendável a quem tiver tempo a perder.
Por pedromrsl (LISBOA)
Cães Danados (reposição) (Pontuação: 9)
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Quem quer conhecer Tarantino…, é por aqui que tem de começar, 2014-03-30
Esta foi apenas a segunda vez que vi este filme. A primeira, foi em reposição numa sala em Lisboa que penso já não existir hoje. Ou seja, poucos, muito poucos, terão visto este filme em Sala aquando da sua estreia.

Quem era Tarantino em 1992? E…, quem é hoje Tarantino?

Não sabemos, se calhar nem o próprio. Sabemos sim que aqui Tarantino assina da primeira à última frame um verdadeiro tratado cinematográfico num filme transbordante de personagens e pleno de estética.
Por pedromrsl (LISBOA)
Nómada (Pontuação: 6)
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Nem carne nem peixe, 2014-03-26
Tal qual o filme "Crepúsculo" não passa de uma história de amor que por acaso mete vampiros à mistura (...), este também conta uma história de amor/ódio que por acaso tem extraterrestres pelo meio...Desengane-se quem como eu estava à espera de acção - nem tão pouco se pode chamar ficção científica a isto, tão inconsistente é o argumento, mas seja como fôr, já vi pior...Poderá eventualmente fazer as delícias de um público mais jovem - my mistake! - que não deixará de verter uma lágrima perante a cena final.
Nota: não sou dada apreciadora de histórias com e sobre vampiros, mas dada a tamanha publicidade feita à volta da saga Twilight não pude deixar de ver o primeiro filme, quando passou na TV. Não foi tão mau quanto pensava. Ainda não vi os restantes.
Por princesagigi (SEBAL)
Lincoln (Pontuação: 3)
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Lincoln, 2014-03-12
Concordo em tudo com a opinião anterior.

Fiz três tentativas falhadas para ver este filme, adormeci em qualquer um dos dias, de tão chato, aborrecido e cansativo que é este filme. Uma frustração autêntica e logo com um dos meus atores de eleição.

Para esquecer mesmo.
Por (AMORA)
Abelhas e Homens (Pontuação: 7)
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Bela surpresa, 2014-03-10
Um documentário notável, sem juízos de valor – tal como devem os documentários ser e parecer - que nos transporta por esse mundo fora, dos Alpes à Austrália, da Califórnia à China, na busca de respostas a inquietantes questões: “por que raio estão as abelhas a morrer, e como isso pode ser fatal para a Humanidade”. Aqui fatal é mesmo fatal.

Sem uma cinematografia espantosa mas ainda assim com prodígios técnicos brilhantes este é um documento rigorosamente a não perder!
Por pedromrsl (LISBOA)
Esquecido (Pontuação: 8)
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Imprevisível, 2014-03-05
Achei este filme com uma história curiosa e algo empolgante, pois consegue surpreender-nos com algumas mudanças naquilo que esperávamos à priori das personagens.

Existir uma certa imprevisibilidade na história do filme é algo cativante.
Parece que não dei pelo tempo passar e embebi-me bastante na história até ao final.

O jovem que viu comigo também gostou e sentiu-se bastante envolvido com a história do filme.
Por Pedro Silva (LISBOA)
O Grande Gatsby (BLU-RAY 3D) (Pontuação: 7)
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Excesso..., 2014-02-27
Excesso é uma palavra corrente no cinema Baz Luhrmann. Aqui o mago australiano, de que sou assumidamente fã, passa ao lado de assinar um filme épico. Porque o glorioso excesso que nos presenteia na “primeira parte” do filme não tem sequência no restante. A toda aquela forma soberba não corresponde o seu digno conteúdo; o filme soluça – chegando a ser entediante (como pode?) – e a espantosa torrente de energia emanada por Luhrmann apaga-se como se fosse ela própria o fabuloso destino do Grande Gatsby.

Atenção. Ainda assim estamos perante belo cinema de entretenimento (lamento não o ter visto em sala) e de…, uma banda sonora soberba.
Por pedromrsl (LISBOA)
É o Fim do Mundo (Pontuação: 2)
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Titulo apropriado, 2014-02-23
Normalmente comédias com toque britanico têm sempre boa dose de humor e qualidade....mas este nem uma coisa nem outra...

Dos filmes mais absurdos que já vi...isto não têm sentido nenhum...

No final parece querer dar algum valor e sentido à coisa mas logo a seguir cai tudo pela sanita novamente.

Se alguem viu ou for ver este filme façam o comentario para eu tentar perceber se me escapou alguma coisa....ou para confirmar ou que achei: patetico...horrivel... sem nexo....perca de tempo...
Por Fábio Pinto (S. PEDRO DO SUL)
Avatar (BLU-RAY 3D) (Pontuação: 8)
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O farol do metacinema, 2014-02-23
Quando vi, em Janeiro de 2010, “Avatar” em sala escrevi um pequeno texto que agora aqui adapto.

Como sabem “Avatar” coloca um sem número de questões; eu fico-me apenas por dois planos.

Adjectivamente é impossível continuar a ver prodígios tecnológicos como “Avatar” sem colocar o cinema de hoje num plano ontológico. Em “Avatar” não estamos perante cinema ou, concedo, não estamos apenas perante cinema. Sendo certo que a questão já se colocou anteriormente aquando a passagem do mudo para o sonoro ou no momento que a imagem em movimento ganhou cor, certo é que o devir tecnológico lança objectos como “Avatar” para um plano metacinematográfico (não sei se a palavra existe, mas cai aqui que nem uma luva). Nada a fazer, a discussão terá de ser feita e, na minha nada humilde opinião, “Avatar” não é cinema, ou, no mínimo, não é apenas cinema.

Substantivamente, “Avatar” é mais do mesmo. O que mais temos visto no grande ecrã são ensaios sobre o bem e o mal enquadrados pela questão da natureza humana. De “Apocalipse Now” a “Braveheart”, passando pela saga da “Guerra das Estrelas” e a filmes menores como Waterworld (de uma ou outra forma todas estas obras surgem em nota e rodapé em “Avatar”) já conhecemos de fio a pavio o que Hollywood sabe do assunto.

No mais, “Avatar” cumpre com mestria a função com que foi desenhado: entreter compulsivamente.
Visto agora no “pequeno IMAX 3D caseiro” confirmei tudo o que antes tinha dito.

E mais. Vistos que foram mais uma dúzia de filmes desse tal metacinema que falo, passados mais de quatro anos da sua produção, ainda não vi nada parecido com o prodígio tecnológico de James Cameron.

Neste campo, “Avatar” mantém-se como o farol a seguir.
Por pedromrsl (LISBOA)
THX 1138 (Pontuação: 7)
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Cinematografia perturbante, 2014-02-18
Conta-se que George Lucas terá dito da sua primeira obra, não desejar criar um filme sobre o futuro mas sim um filme que parecesse vir do futuro. Bem…, tendo em conta que o filme foi realizado em 1971 – apenas estreou em Portugal em sala em 1985 – este mantêm-se um verdadeiro objecto voador não identificado. Ainda bem!

Lucas recria uma Sociedade totalitária e profundamente doente já “vista” em “1984” e em “Admirável Mundo Novo”. Fá-lo com recurso a uma estética rigorosa e austera e a uma cinematografia perturbante mas longe de ser espectacular.

Acredito que o filme tenha agitado alguns sectores à época da estreia. Claramente, ainda hoje serve de referência a muitas das distopias que vamos vendo por ai. É neste sentido que deve merecer a nossa atenção e nunca como a obra-prima que muitos reclamam.
Por pedromrsl (LISBOA)
Elysium (BLU-RAY) (Pontuação: 4)
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Um disparate montado à velocidade da luz, 2014-02-16
Alguém terá dito um dia que a montagem é a arte do invisível. E é mesmo por aqui que Elysium desce à terra. Estamos perante um belo exemplo de uma excelente ideia, transformada em argumento sofrível e em disparate montado à velocidade da luz. Se a isto juntarmos a ausência de personagens e uma cinematografia vaga, sobra muito pouco.

E depois…, bem e depois, uma Estação Espacial a céu (espaço) aberto? Há limites para a parvoíce, não?!?

Enfim…, pela tentativa de ideias plasmadas, fica um bom filme…, para entreter a esquerda caviar e afins.
Por pedromrsl (LISBOA)
Amigos Improváveis (Pontuação: 9)
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Merveilleux!, 2014-02-16
Não creio que se possa catalogar um filme como este de "comédia" - tal caracterização apenas nos remete para a sucessão de clichés imbecis à qual a indústria americana nos habituou para o género. Não - isto é algo de sublime, humor com conteúdo, no momento certo e em dose certa. Tratar outro ser humano...como outro ser humano! sem paternalismos nem condescendências, bajulação ou arrivismo: tu és igual a mim, estamos vivos, vamos tirar partido disso? Sem dramas desnecessários,que é isso o pragmatismo.
Obrigada Cineteka e demais cinéfilos, por me terem possibilitado o encontro com esta pérola rara! Para quem ainda não viu este filme, façam o favor a vocês próprios; retira-se uma lição de vida, fica-se melhor pessoa no fim.
Por princesagigi (SEBAL)
2 Tiros (Pontuação: 8)
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Surpreendeu, 2014-02-14
Quando fui ver este filme não levava quaisquer expectativas, pensava que iria assistir a mais um filme de acção tipica americana...

Facto é que o filme me surpreendeu bastante pela positiva.
Em primeiro lugar nunca tinha visto a faceta comica de Wahlberg, e confesso que adorei...tem um papel genial neste filme..

Denzel está como o conhecemos e nunca desilude.

Um par de criminosos que no fundo não são criminosos...que assaltam um banco que supostamente tem 3 miliões de dolares de um traficante mas afinal estavam la 43 milioes e não era dinheiro do traficante....o filme está excelente...

A ver
Por Fábio Pinto (S. PEDRO DO SUL)
Antes da Meia-Noite (Pontuação: 3)
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Decepcionante…, 2014-02-13
Recordo-me de no verão, passado estar deitado na praia a ler a critica a este filme na Time Out Lisboa. O escriba concedia-lhe nota máxima enquanto lhe tecia hossanas pelo reencontro com as personagens e pelos seus excelentes diálogos.

Bullshit! Estamos perante mais do mesmo visto em “Antes do Amanhecer” e “Antes do Anoitecer”, despidos do factor surpresa e fartos dos lugares comuns de um casal…, como qualquer casal que conhecemos.

O pouco Cinema apresentado não salva uma conversa chata e comprida como o peixe-espada.
Por pedromrsl (LISBOA)
Esquecido (Pontuação: 8)
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Ficção científica de bom gosto, 2014-02-12
O que é que define a nossa identidade, aquilo que "realmente" somos? É uma pergunta complicada a que o filme talvez não responda, mas chega lá perto. E pelo meio, encontramos paisagens magníficas (parabens Claudio Miranda!)e um belíssimo enredo que se vai desenrolando como um puzzle, as peças encaixando-se uma à uma, em crescendo, até ao cenário final, verosímil e inesperado. Graças ao actor principal - porque é com ele que fazemos a viagem e que sofremos a emoção do rasgar das nossas crenças...
Este é um filme que ganha muito se não lermos a sinopse, tal como fiz, e voltarmos a vê-lo logo de seguida, tal como o revi, saboreando novamente cada segundo.
Por princesagigi (SEBAL)
A Ressaca - Parte II (BLU-RAY) (Pontuação: 4)
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Diverte, mas pouco, 2014-02-10
Praticamente não há aqui vestígios de cinema.

Esta Ressaca é basicamente uma cópia da primeira mudando apenas o cenário. Na ausência do elemento surpresa a piada sai sempre forçada em gagues escatológicos ou mesmo do domínio do imbecil. Diverte, sim, mas pouco. Nota negativa.
Por pedromrsl (LISBOA)
Frances Ha (Pontuação: 9)
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Contos de Nova Iorque, 2014-02-10
Peguem no universo temático autocêntrico de Woody Allen, retirem-lhe a neurose da dúvida existêncialista, as questões de ruptura com a "identidade judaica", a constância do sketch humorístico; transponham agora aquilo que resta (e que ainda é um substancial conjunto de características de autor) para o corpo de uma irrequieta jovem nova-iorquina na casa dos quase-trinta, uma jovem à procura de afirmação e de independência num mundo que não a compreende, platonicamente apaixonada por alguém que nunca poderá ter, e a braços com o dilema da escolha entre a profissão de que verdadeiramente gosta e aquela que se encontra disponível. Frances Ha (Noah Baumbach - 2012) não é só isto - não é só esta receita requentada de ingredientes pré-cozinhados - mas muito da sua ambiência faz de facto recordar a paixão agridoce e ternurenta que Allen destila por Nova Iorque (em fitas como Manhattan e Annie Hall, por exemplo, em que as emoções são indissociáveis daquela geografia espacial tão característica), faz recordar os estados de espírito, ora alegres, ora melancólicos, entre os quais oscilam as suas personagens (com a fotografia preto-e-branco a servir de âncora), e a ligação umbilical inconstante entre a amálgama daquilo que vai dentro da alma e o cenário exterior citadino em que essa massa se projecta e afirma.

Frances Ha vive muito - e vive muito intensamente - da prestação de Greta Gerwig, a compor uma figura intelectual-emocional que parece não caber no invólucro físico limitador que a vida lhe proporcionou. Em paralelo, é gratificante encontrar uma galeria de personagens secundárias realista, criaturas nas quais vislumbramos uma vida e uma vivência que vão muito para além do protagonismo limitado e do curto espaço de tempo que passam no ecrã. Podiam ser nossos vizinhos, pelo pouco que deles conhecemos, pelo tanto que imaginamos saber acerca das vidas por detrás dos rostos e das portas, e pela teia irregular de referências e relações que constroem, sem o saber, à nossa volta. A fita é um elegante passeio pela linha sinusoidal do tempo, que nos embala artisticamente, com saber e bom gosto, entre o sorriso e a lágrima, numa conjugação indistinta entre os bons e os maus momentos da vida; uma fita apaixonada por algo que poderá nunca realmente alcançar - é um sonho de juventude à beira de se tornar adulto, e de ter de se reinventar no processo, perante as novas circunstâncias - mas que encara o desafio sabiamente, com carácter. Uma das boas surpresas cinéfilas de 2012/2013.
Por Ricardo Barradas (LISBOA)
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