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Muitos filmes de grande qualidade não têm o destaque que merecem, passando quase despercebidos. Por razões meramente económicas, as verbas promocionais concentram-se apenas em meia dúzia de títulos "mais comerciais". Para contrariar esta tendência, criámos este espaço de partilha e entre-ajuda, onde todos podem participar: escolha os filmes que achou mais marcantes e deixe o seu comentário.
Foram encontrados 2675 comentários. Resultados de 1 a 20 ordenados por data:
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Tudo Pode Dar Certo (Pontuação: 8)
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Excelente, para apreciadores do estilo Woody Allen, 2016-06-08
Especialmente para quem aprecia o estilo e as histórias contadas pelo Woody Allen, este filme conta ainda com um conjunto de atores que encarnam na perfeição a história contada.
Finalmente, um filme que me arrancou arrancou algumas gargalhadas e me deixou agarrada até ao final da história. O cenário é o dia-a-dia de Nova Yorque, as bancas de fruta, as esplanadas, nova-iorquinos a passar pelos atores, um ambiente muito descontraído. Recomendo!
Por IMartins (LISBOA)
O Sacrifício (Pontuação: 9)
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Novo
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Um Adeus à Vida, 2016-04-07
Trata-se da despedida de Andrei Tarkovsky, tanto do cinema como da vida, pois ele lutava já com o cancro que o vitimaria. É tanto uma reflexão filosófica como uma obra de uma beleza plástica extraordinária, sobretudo no grande ecrã. O filme é dedicado ao filho pequeno de Tarkovsky como um legado que o pai lhe deixa à hora da morte, e é de um surpreendente optimismo existencial e espiritual, sobretudo para quem está prestes a morrer. Não aprecio o cinema russo nem Andrei Tarkovsky, mas abro uma das raras excepções para este filme que pude rever recentemente no cinema, e que é magnífico. Note-se que é um filme rodado em liberdade na Suécia, longe da censura comunista da URSS, e das temáticas "politicamente correctas" do cinema soviético, que Tarkovsky desertou. Em boa hora!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Mapas Para as Estrelas (Pontuação: 1)
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Detestei, 2016-04-02
É o primeiro filme de David Cronenberg que deixou completamente gelado. Vi-o há uns dois meses e confesso que não me lembro de nada do filme, que é o que me acontece quando o acho detestável. Já o anterior "Um Método Perigoso" me tinha deixado indiferente.
Por José Figueiredo (ÍLHAVO)
Blade Runner - Perigo Iminente (Blu-Ray) (Pontuação: 9)
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Um Filme Negro?, 2016-03-28
Esta é uma edição de luxo em alta definição do clássico de 1982 de Ridley Scott, e é a sua versão "definitiva". O filme foi mal recebido na estreia, pois, apesar de ser ficção científica, género então tão popular, é também um filme difícil e nada optimista, ficção científica "noir". E negro é a palavra para um filme em que esta é a côr dominante do ecrã durante a sua totalidade, com excepção da aproximação amorosa entre o exterminador Harrison Ford e a "replicante" Rachel. Não me parece pertinente a hipótese de Harrison Ford ser um "replicante", porque Ridley Scott é perfeitamente explícito visualmente - os olhos dos "replicantes" têm um brilho especial e diferente, que não se encontra nos seres humanos. Visualmente é também uma das palavras-chave para esta obra no escuro e à chuva, e que não deixará de impressionar a retina do espectador de forma duradoura. Mas os planos de assombrosa beleza não estão lá para ilustrar e atrair os espectadores da novidade e da frivolidade, que não se sentiram atraídos logo em 1982, pois para esses Indiana Jones e ET bastam. Blade Runner pode ser o princípio de uma reflexão sobre a vida artificial, o futuro com ela, a nossa relação com os novos seres, e mesmo de uma reflexão sobre nós próprios. E são eles, os seres artificiais, que acabam por salvar o seu próprio perseguidor Harrison Ford, e por duas vezes. Com todos os defeitos que sem dúvida tem, por exemplo algumas cenas de violência não credíveis, por exemplo a data pouco afastada de 1982 que foi escolhida, Blade Runner continua sendo um grande filme, e mesmo um filme de culto para alguns. Indispensável, tal como Alien.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
O Grande Gatsby (Pontuação: 2)
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Quem não sabe, não sabe, 2016-03-27
Eis um filme a evitar, tal como a "obra" do tal de Baz Luhrman, que só agora associei a ultrajes à arte do calibre de Moulin Rouge ou Australia. Trata-se de um indivíduo que não deve ter a mínima ideia de que trabalha, ou deveria trabalhar, para o espectador, e não para exibir muitos planos vistosos e infantilizantes por segundo. Não se percebe o que dois cotados actores como DiCaprio e Mulligan aqui andam a fazer, mas claro, lá pelas terras do Tio Sam deve ser raro poderem trabalhar com gente talentosa, e os dólares falam mais alto, tal como para Gatsby. Este foi um filme que não vi no cinema, e sobre o qual fiquei com curiosidade de "espreitar". É pena que a crítica não lhe tenha reservado o acolhimento glacial que merecia. Uma nulidade, em suma, na qual trabalhou gente talentosa. É pena.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Spartacus - Edição 50º Aniversário (BLU-RAY) (Pontuação: 9)
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Um Filme Obrigatório, 2016-03-26
Eis uma excelente edição em Blu Ray de uma cópia restaurada do clássico Spartacus de Stanley Kubrick. Aquilo que poderia não ter passado de mais um aborrecido 'peplum' hollywoodesco, como quase todos os que fizeram escola nos anos cinquenta do século XX, transforma-se pelo talento de Stanley Kubrick e de um punhado de actores ingleses e americanos extraordinários numa obra cinematográfica capaz de nos agarrar durante as suas três horas e meia. Este é um dos filmes ou obras de arte que realmente nos levam aos alvores do Império Romano, embelezados mas não desfigurados, na sua grandeza e na sua baixeza.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
007 - Casino Royale (BLU-RAY) (Pontuação: 7)
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Há muito cinema neste 007..., 2016-03-05
Quase dez anos depois revejo este Bond..., à época escrevi este texto num antigo blogue que agora aqui adapto - pois revendo o filme, revejo-me também no que tinha antes escrito...

Excelente surpresa. Muito mais do que a eficaz realização de Martin Campbell o destaque tem de ir todo para Daniel Craig. O actor britânico monta um Bond clássico (uma personagem à antiga - frio, duro, mau, violento…) que se aproxima do melhor Bond de sempre: Sean Connery. Também aqui o argumento faz toda a diferença; e dando o desconto às inverosimilhanças típicas de um filme de acção, estamos perante uma obra nobre. Quase duas horas e meia que prendem o espectador com momentos de verdadeira catarse. Curiosa é a forma como uma historia com quase cinquenta anos (este foi o primeiro livro de Ian Fleming) se adapta aos nossos dias. Aqui reside talvez o maior trunfo da realização. Veja-se, por exemplo, a primeira verdadeira cena de acção (após um genérico épico) que leva aos limites o desporto urbano da moda [à época].
Há muito cinema neste 007. Consistência num filme rodado em meia dúzia de locais diferentes; do estúdio à Praça de São Marcos, das margens do Como, aos luxuosos resorts das Bahamas sempre num verdadeiro bailado de amor e morte.
Por pedromrsl (LISBOA)
O Laço Branco
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Educação Alemã de Outros Tempos, 2016-03-03
17 prémios, incluindo o prémio dos prémios, a Palma de Ouro de Cannes, já são elucidativos. Esta é uma das maiores denúncias alguma vez feitas do germanismo autoritário, no caso numa pequena comunidade, e que levou a tão trágicos resultados no século XX. Um filme como este só poderia ser feito por um alemão (em rigor ele é austríaco), que fosse simultaneamente um grande artista: é o caso. Mas não se engane, em Michael Haneke não há consolos para o espectador, muito menos "happy ends".
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Vénus de Vison (Pontuação: 8)
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Roman e Emmanuelle em plena forma!, 2016-03-02
Nos últimos anos Roman Polanski, que é um dos cineastas que nunca se repetiu nem decaiu, tem-se virado para o teatro como fonte de inspiração. Já foi assim com o Deus da Carnificina, e voltou a sê-lo em 2013 com esta Vénus de Vison, em que o autor nos indica explicitamente ao que vamos com a câmara, entrando no teatro na abertura, e abandonando o teatro no final. Polanski, que nunca abandona a sala de teatro, onde nos deixa com os magníficos Mathieu Amalric e Emmanuelle Seigner, consegue um dos filmes mais teatrais da 7ª arte, e que é ao mesmo tempo um estudo sobre o próprio teatro. Juntando a isto a sua mulher, Emmanuelle Seigner, que faz uma Vénus quarentona com uma sensualidade que parece que não foi nem beliscada pelos mais de vinte anos que passaram desde Lua de Mel, Lua de Fel, e temos uma obra de grande interesse, mas também muito exigente para o espectador, pelo que poder voltar atrás por vezes pode ser importante. Polanski, em plena forma!
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Golpe a Golpe (Pontuação: 7)
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Contestação Pura, 2016-02-28
Costa-Gavras é um talentoso realizador greco-francês que anda nestas coisas de filmes há quase cinquenta anos, e de quem se espera sempre uma posição de extrema-esquerda anarquista. Nesta comédia negra de 2005, Costa-Gavras tem de novo o talento de transformar um enredo absurdo, de um quadro técnico desempregado que decide assassinar todos os seus concorrentes melhores do que ele, de forma a conseguir o emprego que ambiciona e sem o qual não existe, num filme que se vê com prazer. Só isso já é uma demonstração de talento, tal como o dos actores José Garcia e Karin Viard.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Enquanto Somos Jovens (Pontuação: 8)
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Never Again, 2016-02-21
De novo Noah Baumbach volta a levar-nos a passear pela América nova-iorquina e cosmopolita dos artistas, coisa que tão bem fez recentemente com Frances Ha, que aproveito para também recomendar. Enquanto Somos Jovens não é uma comédia, embora contenha cenas que estão nesse registo, como a de um quarentão a deslocar-se de patins por Nova Iorque, etc. Mas o que penso que é mais relevante no filme é a passagem do tempo e os seus efeitos, no casal Josh/Cornelia (Ben Stiller/Naomi Watts), e em todos nós espectadores, que não poderemos deixar de nos interrogar sobre as nossas próprias vidas, sobretudo se pertencermos às gerações menos juvenis. Josh e Cornelia, através da sua amizade com o casal jovem, vão tentar voltar à juventude, cedendo a essa imensa nostalgia a que nós lusófonos também podemos chamar saudade. Mas claro que querer ser novo uma segunda vez, ou tentar ser novo um segunda vez, são coisas bem distintas, como Josh e Cornelia irão descobrir. E o que eles descobrem, pelo sofrimento, a impossibilidade material e espiritual dessa "viagem à juventude", em vez de os destruir, une-os de novo na aceitação da sua própria realidade de mortais de meia-idade, que no início do filme não era possível. Podemos pois falar, na grande tradição americana dos anos trinta, de uma "commedy of remarriage", em que o casal de recompõe depois do perigo. O plano final é delicioso, pelo olhar de Naomi Watts sobre uma criança pequena, quase bebé, de 'smartphone' na mão, vivendo numa realidade que Naomi Watts nunca conheceu na sua infância, e que não pode sequer compreender, mas pela qual a sua repulsa é evidente. Como disse o grande Nicholas Ray, we can't go home again. É isso que nos diz também Enquanto Somos Jovens. Never again.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
A Visita (Pontuação: 7)
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Cuidado com os Velhinhos!, 2016-02-17
Este é um M. Night Shyamalan do princípio ao fim, e excelente entretenimento, que nos vai certamente assustar e perturbar. Não tem ambições mais profundas, como The Village e The Happening, mas prende o espectador, suspenso pelo mistério que enfrentam os dois irmãos, uma adolescente e o seu mano mais novo. A ideia de fazer uma filme como se fosse um documentário da jovem Rebecca sobre um encontro com os avós que não conhecia funciona às mil maravilhas, e faz-nos ver tudo do ponto de vista das crianças. Esse é sempre um excelente ponto de vista. Excelentes os actores, pequenos e menos pequenos. Ai aquela avó...
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
O Processo (reposição)
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Veja na Cinemateca..., 2016-01-29
Esta edição de O Processo é infelizmente legendada em brasileiro, de muito difícil leitura para um português. Eu desisti de ver o filme, pois já o conheço, e como tal não me senti na disposição de fazer esforços. Mas reparei ainda que o filme perde muito no pequeno ecrã. Não recomendo o DVD.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
Na Sombra e no Silêncio - Edição Especial (Pontuação: 9)
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Um Filme Gentil, 2016-01-29
Na sinopse faltou dizer que este é, muito mais do que um filme de tribunal, um filme de crianças e de família. São os dois pequenos irmãos Jem e Scout que vão connosco descobrir o seu mundo, em que o pai advogado (Gregory Peck, excelente) tem que defender um negro inocente num ambiente hostil e violento do sul dos EUA. E Jem e Scout vão descobrir que o Bicho Papão existe mesmo, na forma de uma das mais horrendas personagens do cinema e de toda a arte, o pai da jovem "violada". É curioso comparar este filme com outro que comentei há uns tempos, A Sombra do Caçador de Charles Laughton, e constatar que há uma ideia comum de viagem ao terrível das crianças, salvas por um anjo inesperado (de carne e osso!). E só para ver os planos do rosto da pequena Scout olhando para quem a salvou e ao irmão, já valeria a pena ver este filme. Robert Mulligan não é um dos nomes mais conhecidos na cinematografia americana, mas há muito a ganhar em conhecer a sua obra. O cinema de Robert Mulligan é um cinema gentil, num mundo que não o costuma ser. Só um artista gentil pode conseguir que crianças actuem como aqui a pequena Mary Badham, de nove anos. Memorável.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
O Menino Nicolau (Pontuação: 10)
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Adorável, 2016-01-25
Filme adorável e encantador. Comédia leve e divertida sobre as aventuras de um menino francês, sua família e seus amigos. A fotografia do filme remete perfeitamente ao imaginário das bandas desenhadas.
Por Anika (LISBOA)
A Propósito de Llewyn Davis (Pontuação: 1)
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Péssimo, 2016-01-25
Muito mau mesmo, nada a recomendar. O filme é lento, o personagem principal é arrogante e indigesto. As músicas são boas, para quem gosta do gênero, mas para quem não é particularmente conhecedor, são cansativas. Não recomendo.
Por Anika (LISBOA)
Suite Francesa (Pontuação: 6)
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Superficial, 2016-01-25
Apesar das excelentes atrizes, a estória é contada de forma demasiado superficial. Parece que estamos a ver um filme feito para a televisão. Uma pena, dado o investimento em excelente caracterização de época e em ótimas atrizes. Talvez agrade as adolescentes, que ainda não viram muitos filmes sobre a segunda guerra.
Por Anika (LISBOA)
Inatingível (Pontuação: 7)
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Uma tarde de glamour, 2016-01-25
Um filme leve e, apesar dos clichets, com boas atuações, e principalmente, com lindos cenários. Situado em Biarritz, é impecável na elegância dos cenários e figurinos. Ótima auação de Audrey Tautou, como sempre. Adorei :)
Por Anika (LISBOA)
Os Guardiões da Galáxia (BLU-RAY 3D) (Pontuação: 8)
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Espetáculo para a família, 2016-01-24
Um belo filme para toda a família. Conseguiu manter todos os meus filhos e sobrinhos agarrados ao ecrã e no fim toda a gente estava aos pulinhos nas cadeiras. A história é relativamente linear mas aqui e ali consegue surpreender, nomeadamente no fim, quando o salteador-mor sorri ao perceber que foi enganado pelo Star-Lord - ou talvez já soubesse o que se iria passar.
Por António Antunes (LISBOA)
Mr. Turner (Pontuação: 6)
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A Vida de um Excêntrico, 2016-01-24
Mr. Turner é um filme talvez demasiado longo, mas que se vê sem desgosto, sobretudo na falta de coisas melhores. Apesar disso, penso que nos deixa com uma sensação de mediania, de obra que cumpre mas não deslumbra. As escolhas do realizador são muito criticáveis, nomeadamente a iluminação, parecendo ao longo do filme que o sol está sempre brilhando a pôr-se ou a nascer. Enquanto a luz e a fotografia resultam magistralmente no filme sobre Vermeer, A Rapariga do Brinco de Pérola, aqui penso que a coisa não resulta, dá apenas um ar feérico ao filme, postiço. Apesar de se tratar de um estereótipo, a noção francesa de que os ingleses não sabem fazer cinema não deixou de me ocorrer. Mr. Turner vale como viagem à época do romantismo e do início do Império Britânico, da qual a temática marítima por excelência do pintor é um símbolo. Um filme de época "very British", incluindo na excentricidade de Mr. William Turner.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)
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