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Muitos filmes de grande qualidade não têm o destaque que merecem, passando quase despercebidos. Por razões meramente económicas, as verbas promocionais concentram-se apenas em meia dúzia de títulos "mais comerciais". Para contrariar esta tendência, criámos este espaço de partilha e entre-ajuda, onde todos podem participar: escolha os filmes que achou mais marcantes e deixe o seu comentário.
Foram encontrados 2528 comentários. Resultados de 1 a 20 ordenados por data:
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Capitão Phillips (BLU-RAY) (Pontuação: 7)
TrailerAlugar
Um thrillers de ação inteligente, 2014-10-18
“Captain Phillips” é surpreendentemente bom. Bem filmado nos “espaços acanhados”, muito bem interpretado e emocionantemente montado – o ritmo do filme é perfeito ao ponto de já nas sequências finais nos esquecermos de estar a ver uma ficção julgando sim estar num espaço documental.
Não há muitos filmes assim, thrilleres de ação “com miolos lá dentro”.
Por pedromrsl (LISBOA)
Rush - Duelo de Rivais (Pontuação: 8)
TrailerAlugar
Muita adrenalina!, 2014-10-11
"Corridas de carros"...não é (de todo!) o género de desporto que mais aprecio - mas não é isso que está em causa, daí o mérito deste filme, que assim consegue conquistar o interesse tanto dos aficionados como (essencialmente)dos não seguidores da modalidade. Porque retrata a capacidade do Homem de se desafiar, de se superar e finalmente de alcançar os factores críticos de sucesso. Admirável realização - é impossível não torcer por ambos os protagonistas, apesar de se conhecer historicamente o desfecho da trama - e sem dúvida excelente montagem. A não perder.
Por princesagigi (SEBAL)
Indomável (Pontuação: 9)
TrailerAlugar
Muito bom, 2014-08-12
O filme vale pelas interpretações dos atores principais, particularmente a dupla Jeff Bridges e Hailee Steinfeld. Matt Damon demonstra um enorme profissionalismo mas claramente o papel não lhe permite ir mais longe. É um western, não há dúvida, mas o centro das atenções não é colocado no enredo típico, vinganças, ajustes de contas, os bons e os maus, é a história e a representação do par referido que enche as medidas de qualquer um. Não concordo com as críticas anteriores, acho os dois muito bons, ninguém ofusca ninguém. Recomendo vivamente.
Por jneta (SEBOLIDO)
Notas de Amor (Pontuação: 7)
TrailerAlugar
Muito mais que uma comédia romântica, 2014-07-25
Não se deixem enganar pela capa, pelo título e pelo Seth Rogen, apesar de gostar das suas comédias. Este filme não é uma comédia. É uma espécie de ensaio sobre relações e sobre as motivações, ou falta delas, que mantêm os casais unidos. Será que o amor "acontece", ou é algo que construímos?
E os cenários da cidade de Toronto? Repararam que os protagonistas não usam carro? Uma raridade, que se espelha na natureza tranquila do bairro e dos bairros vizinhos por onde circulam.
E a forma como a realizadora Sarah Polley filma algumas cenas memoráveis, plenas de arte, com uma envolvência soberba em termos de imagem e som?
A moral do filme, bem patente no final e todo o processo construtivo é algo que nos faz querer discutir após o seu visionamento. A melhor prova de que gostámos e saímos satisfeitos da sala de cinema ou do sofá.
Um filme que recomendo para ver a dois.
Por Angkor (LISBOA)
Ender's Game - O Jogo Final (Pontuação: 9)
TrailerAlugar
A vida é um jogo, 2014-07-13
Não tinha grandes expectativas acerca deste filme, a não ser divertir-me um pouco ao serão. O que é certo é que... não consegui despegar os olhos do ecrã desde o primeiro segundo até ao último! Não pensem que foi por causa das cenas de acção ou dos efeitos visuais expectáveis para este tipo de empreendimento - embora não desiludam - mas pela oportunidade que o realizador nos dá de acompanhar o crescimento psicológico e emocional do jovem protagonista. Como é e de que é feito um verdadeiro líder.Estratégia militar e seu fundamento de que os fins justificam os meios...Mesmo empolgante, aconselho vivamente.
Por princesagigi (SEBAL)
A Ilha (Pontuação: 10)
TrailerAlugar
Eu quero ir para a Ilha! - ou não..., 2014-07-13
Dos melhores filmes que já vi (e revi), dentro do género. Os protagonistas têm uma química incrível, a história agarra-nos desde o primeiro minuto. Entretém sim, mas mais do que isso,obriga-nos a encarar inquietantes questões deontológicas da nossa era - a que abismos a Humanidade pode ser levada pelo lobby dos poderosos e endinheirados ou até que ponto o Homem pode usurpar o papel de Deus em nome do progresso...?
Por princesagigi (SEBAL)
À Procura de Sugar Man (Pontuação: 8)
TrailerAlugar
Arrisque e deslumbre-se com um dos melhores filmes de 2013, 2014-07-04
Na hora de escolher um filme, existe uma certa resistência para evitar documentários e cedermos à tentação do facilitismo dos géneros e actores do costume. Tenho a certeza que muitos clientes da Cineteka já viram este filme, mas se é daqueles que gosta de jogar pelo seguro e ainda não viu este, relembro que ganhou o Óscar de Melhor Documentário em 2013 (entre muitos outros prémios e nomeações).
Mas não é por esse galardão que deve assistir "À Procura de Sugar Man", mas sim porque tenho a certeza que se vai deixar levar por esta incrível e improvável história e chegar ao fim com uma sensação de quem almoçou um belo repasto que preencheu todo o espaço disponível, deixando-o muito satisfeito.
Por isso arrisque e deslumbre-se com um dos melhores filmes de 2013!
Por Angkor (LISBOA)
Sangue Quente (Pontuação: 7)
TrailerAlugar
Crédito bem merecido pela originalidade, 2014-06-27
Aluguei este filme porque tinha gostado bastante de "Wackness - à Deriva" e "50/50", ambos deste realizador - Jonathan Levine. As críticas no IMDB também eram bastante boas e anunciavam originalidade. Apesar das expectativas, algo elevadas, a verdade é que o filme surpreende, misturando géneros - zombies / romance / comédia -, mas criando o seu próprio estilo.
Definitivamente 98 minutos bem passados, num filme que prima pela originalidade.
Por Angkor (LISBOA)
A Vida de Pi (Pontuação: 8)
TrailerAlugar
Ver nas entrelinhas, 2014-06-24
Quando um filme é tão "badalado" quanto este, é natural sentirmos curiosidade em vê-lo. No entanto, fui adiando o momento, a favor de entretenimento mais mundano, porque às vezes não me apetece embarcar em modas que nos obrigam a exercícios complicados de malabarismo intelectual para descobrir uma moral pseudo-transcendente da história. Pensava eu. Afinal, o espectador tem sempre a última palavra perante uma manifestação, qualquer que ela seja, de arte. Pode gostar - ou não. Pode entendê-la - ou não...da forma que era pressuposto. As sensibilidades são diferentes (valha-nos isso!)e ser artista talvez seja apenas essa coisa de provocar reacções diversas através da sua obra.Voltando ao filme - que apenas peca, quanto a mim, por ser um pouco longo - pode dizer-se antes de mais que é um festival visual e narrativo. Uma lição de coragem que é muito mais do que o simples instinto de sobrevivência: ultrapassar as adversidades virando-as a nosso favor com sacrifício e engenho, mas sobretudo a grandeza que é - ainda mais nessas circunstâncias - a dádiva do amor incondicional, consubstanciada pela figura ingrata do tigre, mas que assim é a Natureza que nos aproxima e reconcilia com Deus - para quem prefere a versão mais romântica - mas em última análise, connosco próprios.
Por princesagigi (SEBAL)
Imperdoável - Edição Especial (Pontuação: 10)
TrailerAlugar
O Ocaso do Western, 2014-05-21
Em 1992, depois do triunfo de “Dances with Wolves - Danças com Lobos” (Kevin Costner, 1990) que reanimara o Western, o género mais querido, juntamente com o musical, do cinema, da melhor maneira possível, pareceu que este género popular estava de volta para trazer o público, que agora estava mais virado para a ficção científica, de volta. Mas a sensação que ficou foi que o género, apesar de ainda não estar morto e enterrado, parecia estar moribundo. Era tempo de fazer um elogio que, ao mesmo tempo o homenageasse condignamente. "Unforgiven - Imperdoável” é a mais bela página que se pode escrever sobre um género que, afinal, esteve na génese do cinema, "The Great Train Robbery" de Edwin S.Porter é o primeiro Western da história e foi realizado em 1903.
Ao tomarem conhecimento duma recompensa lançada por um grupo de prostitutas a quem matar o homem que deformou uma delas, dois ex-foras-da-lei juntam-se a um jovem para tentar ganhar a recompensa e assim garantir o seu futuro e dos seus familiares. Ao chegaram á cidade de Big Whiskey, no Wyoming, são confrontados com uma oposição que não contavam.
“Imperdoável” começa por ser um filme que olha para o velho Oeste como se este fosse uma novidade. Os pistoleiros profissionais tornaram-se de tal maneira uma espécie em vias de extinção que os jornalistas os seguem em busca das suas histórias ( a personagem de English Bob, um caçador de prémios, fabulosamente interpretado por Richard Harris, cuja fama o precede, mas que na realidade não passa de um engano, graças ao jornalista/biógrafo que com ele vem, é disso exemplo); homens que dormiram noites ao relento, estão agora a construir as sua próprias casas; William Munny , outrora um ladrão e assassino, sobrevive graças á sua criação de porcos. Em 1880 (ano em que se passa o filme), o Oeste vive das memórias de homens que agora vivem numa espécie de classe média e é á volta destas memórias que esta obra-prima gravita sem hesitar.
O filme é sobre a passagem do tempo e isso vê-se no seu próprio visual, reflectida na fotografia quase genial de Jack N.Green. Logo no início vemos uma casa, uma árvore, um homem e uma campa e o sol está a pôr-se, não só no homem, como também sobre a era que ele representa, é de uma genialidade quase absoluta de tão simples que é. Mas, mais á frente, ainda no campo visual, encontramos cenas exteriores que mostram a vastidão da terra onde o Western reinou durante décadas. Já os interiores diurnos são fotografados em forte contra-luz de modo a tornar as figuras interiores escuras e, por vezes, difíceis de ver.
Em "Imperdoável" todos os símbolos do western estão invertidos: o xerife que sempre representou o bem e a moral, é, na realidade, o vilão (excelente interpretação de Gene Hackman)e o homem sem qualquer tipo de escrúpulos que impõe a lei na cidade com punho de ferro, não autoriza armas de fogo na sua jurisdição e faz cumprir essa proibição com espancamentos sádicos e públicos, a roçar a humilhação e depois regressa á beira-rio onde constrói a sua casa; os supostos vilões, apresentados como sendo maus como as cobras (interpretados sobriamente por Clint Eastwood e Morgan Freeman), que não passam de velhos que já esqueceram uma parte do seu violento passado, mas que, de tempos a tempos, ainda os assombra, são os verdadeiros heróis do filme. Entre todas estas personagens, gravitam algumas outras que, apesar de secundárias, têm a sua importância na acção: desde logo ”Schofield Kid” (Jaimz Woolvett), um incompetente pretenso herói, desafia Munny a ir com ele em busca da recompensa, míope que não consegue acertar em nada, mesmo tendo um revólver modelo Schofield (daí ter-se baptizado a si próprio com esse nome) da “Smith & Wesson; Madame “Strawberry Alice” (Frances Fisher), prostituta que teve a ideia de lançar a recompensa porque quer vingança sobre aqueles que mutilaram “Delilah” (Anne Thompson), uma das suas meninas; e ainda “Skinny Dubois” (Anthony James), dono do bar e bordel, tem outras preocupações acerca dos acontecimentos: como pagou muito dinheiro por Delilah, que após ser mutilada pelos cowboys, já não lhe vai compensar o investimento, portanto ele quer ser recompensado.
Eventualmente a história volta aos termos clássicos do Western quando o xerife corrupto se confronta com o fora-da-lei, transformado em homem justo. A história torna-se, menos sobre a caça ao prémio e mais sobre a necessidade, mútua e pessoal , de resolver a questão entre ambos, já que se encontraram algures no passado e veremos, posteriormente, o jovem William Munny emergir da concha da idade onde se escondeu e voltar a ser o homem temeroso que fora, como também acontece no longo acto final em que o mesmo Munny eficiente e omniscientemente se transforma numa espécie de vingador das humilhações a que o seu amigo Ned foi sujeito: um trabalho de montagem eficiente, em que os elementos da cena são montados de modo estrategicamente deliberado para serem suficientemente credíveis e que nos trazem á memória as personagens que Eastwood interpretou nos seus westerns anteriores: o espírito á procura de justiça em “O Pistoleiro do Diabo”; o justiceiro Josey Wales de “O Rebelde do Kansas” e o Pregador sem nome de “O Justiceiro Solitário” e percebemos que o velho profissional ainda não se esqueceu de como se faz.
Clint Eastwood, o realizador, ao baralhar e dar de novo, dá uma dimensão diferente e original ao género e aproxima-se duma quase genialidade magnifica, que mantém no próprio título do filme. Será que Munny procura obter o perdão da sua falecida esposa e também de todos os outros que enganou, violentou ou matou? A sensação com que se fica é que ele ainda se sente assombrado pela culpa: está reformado, mas, ao aceitar ir em busca do dinheiro da recompensa, pois precisa dele para sustentar os seus filhos, apesar de achar que eles ficariam melhor servidos se o seu pai não andasse a correr risco de vida contra pistoleiros mais novos e certamente mais experientes, mostra que não se emendou. Eastwood não se alargou em explicações sobre o porquê daquele título, mas, existe no filme um momento em que talvez essa explicação seja aflorada: logo após ter sido baleado, Little Bill diz “eu não mereço isto…morrer assim, desta maneira…eu estava a construir uma casa.” Ao que Munny responde “Merecer, não tem nada a ver com isto”. Mas, na realidade, até tem porque, apesar de Ned e Delilah não receberem aquilo que lhes é devido, William Munny certifica-se que os outros o recebem. É esta moral, por vezes implacável, em que o bem eventualmente silencia o mal, que está no centro do Western, e Clint Eastwood, tal como John Ford já o fizera na sua obra-prima “The Searchers- A Desaparecida” (1956), não tem receio de o dizer.
Quando estreou, “Imperdoável”, foi um inesperado sucesso de bilheteira em todo o mundo. Com um orçamento estimado em cerca de 14.400.000 dólares, a receita em todo o mundo foi de cerca de 159.200.000 dólares, nada mau para um filme dum género já considerado extinto. Mas o triunfo maior do filme seria em prémios. A primeira surpresa viria dos Globos de Ouro onde arrecadaria dois dos quatro Globos para que estava nomeado, incluindo um para Clint Eastwood como Realizador. Conforme avançava a temporada dos prémios, continuava a caminhada de “Imperdoável” em direcção ao Olimpo do Cinema. Seria nos Oscares que o triunfo do filme iria ser determinante. Com nove nomeações para os Oscares, "Imperdoável" venceu quatro, incluindo Melhor Realizador e Melhor Filme do Ano para Clint Eastwood. Finalmente o cinema olhava com respeito e deferência para um dos seus maiores icons. Foi o consagrar duma carreira imaculada de mais de quarenta anos.
Caberia a Clint Eastwood, actor, produtor e realizador, a missão de escrever o epílogo do Western, na forma daquele belíssimo plano final (igual ao início, mas mais completo) de um pôr-do-sol, uma campa e junto dela a imagem de William Munny que se dissolve na cena enquanto correm os créditos finais, em que o actor/realizador, agradece a Don (Siegel) e a Sergio (Leone), os seus mentores, subentenda-se, o que fizeram por ele, mas, principalmente, o que fizeram pelo western enquanto género cinematográfico.
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)
Micmacs - Uma Brilhante Confusão (Pontuação: 9)
TrailerAlugar
Brilhante mas sem confusões, 2014-05-18
Sem dúvida um filme delicioso e tocante. Sim, o enredo é criativo mas admirei sobretudo a sensibilidade extrema com que foram construídos o protagonista e demais personagens que se tornam seus aliados na trama, criando uma empatia com o espectador quase dolorosamente tangível. Nada foi deixado ao acaso, concordando eu em absoluto com o meu antecessor neste fórum - de facto: «...cada cena é de uma riqueza e detalhe impressionantes». E, tal como ele, faço um apelo aos cinéfilos mais exigentes - por favor, não deixem esta pérola passar-vos ao lado. Dany Boon, num registo diferente do habitual, Omar Sy (quase) irreconhecível - a não perder nos "Amigos improváveis" - nota máxima para todas as prestações. Obrigada Jeunet. A beleza faz parte da essência das nossas vidas.
Por princesagigi (SEBAL)
Homem de Aço (Pontuação: 8)
TrailerAlugar
Super reinventado, 2014-05-18
Excelente surpresa, este filme! Para quem já viu todas as versões e mais alguma da vida deste super herói, penso que esta constitui uma abordagem refrescante que foge dos estereótipos mais comuns, mantendo contudo o núcleo duro da história original. Eu que tive a sorte, tanto na infância como na adolescência,de ter acesso ao mundo maravilhoso da banda desenhada (em verdadeiros livros de papel...) desde Astérix, Tintin e Lucky Luke, a Captain Swing e Lone Ranger,passando pelo universo Marvel e DC Comics, rendo-me à criatividade dos efeitos especiais utilizados, sobretudo aquando da narração do passado de Krypton... Recomendo vivamente. Em 3D deve ser alucinante! Enjoy...
Por princesagigi (SEBAL)
Camino (Pontuação: 10)
TrailerAlugar
Filmes que nos ajudam a pensar..., 2014-04-18
Este filme tem sem dúvida todos os ingredientes para ser considerado um excelente filme. O argumento, faz-nos pensar, retrata os problemas da fé, mais concretamente da Opus day. O Realizador fez um trabalho excelente, podendo por vezes transmitir uma crítica à fé e outras porém uma homenagem à mesma. É brilhante como nos deixa espaço a nós par tirar as suas conclusões. Eu tirei a minha. Apesar de não ser crente, não sou radical, e aceito quem o seja e quem não seja. É uma opção pessoal. Mas como em tudo, o que é demais é prejudicial. O facto de ser uma história verdadeira torna esse julgamento mais importante!
Por Ana Cabrinha (Mem Martins)
Seven - 7 Pecados Mortais (Pontuação: 10)
TrailerAlugar
O Triunfo do Mal, 2014-04-17
O filme do género policial, habitualmente, remete-nos para assaltos ou roubos, para ladrões e polícias que, geralmente, depois duma cuidadosa investigação, acabam por se envolver em perseguições e tiroteio. Recentemente surgiu dentro do género, uma nova vertente que envolve “crimes em série”, ou seja crimes que ocorrem durante algum tempo, em determinados locais e, á partida, sem ligação entre si, perpetrados por “ Serial Killers”, dos quais o mais famoso é “Hannibal “The Canibal” Lecter” brilhantemente interpretado no cinema por Sir Anthony Hopkins no multi–premiado “Silence of the Lambs – O Silêncio dos Inocentes” (Jonathan Demme, 1991) e também na sequela “Hannibal” (Ridley Scott, 2001) e respectiva prequela, “Red Dragon – Dragão Vermelho” (Brett Rattner, 2002). Em 1995 “Seven - Sete Pecados Mortais” levou o tema do “Serial Killer” um pouco mais longe.
David Mills é um detective recém- transferido para o departamento de homicídios de uma grande cidade onde vai fazer parelha com William Somerset, um detective veterano que está para se reformar. Os dois começam a investigar um estranho homicídio e rapidamente chegam á conclusão que este foi meticulosamente planeado com alguns requintes de sadismo. Quando ocorre um segundo homicídio, igualmente meticuloso, estranho e sádico, os dois detectives começam a aperceber-se que alguém pretende usar os “Sete Pecados Mortais” como arma de crime.
Escrito por Andrew Kevin Walker enquanto viveu em Nova York e tentava ser escritor de argumentos, Walker não gostou da sua estadia na cidade e “Seven” reflecte um pouco essa experiência, já que, nas suas próprias palavras “ é verdade que se eu não tivesse vivido lá, eu provavelmente nunca teria escrito “Seven”, e quando finalmente conseguiu escrever qualquer coisa, pensou no actor William Hurt para desempenhar o papel de William Somerset, cuja personagem foi baptizada com o nome do autor favorito de Walker, W. Somerset Maugham.
Realizado por David Fincher, que fora técnico de Efeitos Especiais na “Industrial Light & Magic” de George Lucas antes de se tornar realizador de publicidade e posteriormente realizadou videoclips para nomes sonantes como Sting, Madonna, Rolling Stones, Billy idol, Michael Jackson, entre outros, deu nas vistas quando realizou o videoclip “Self Control”, o tema interpretado por Laura Brannigan onde mostra um seio da cantora. Catapultado para a fama, veio a realizar “Alien 3 – A Desforra”, em 1993, mal-amado pela crítica e pelo público por ser demasiado filosófico em vez de terror e acção como haviam sido os seus antecessores; entre este “Seven” e a sua obra-prima chamada “Fight Club – Clube de Combate” (1999) , fez “The Game – O Jogo” em 1997 com Michael Douglas e Sean Penn. A sua abordagem a “Seven” é feita num estilo documentário, inspirada em diversas séries de televisão e no policial clássico “The French Connection – Os Incorruptíveis contra a Droga” (William Friedkin, 1971). Para Fincher, o que interessava era contar uma história psicologicamente violenta e quase desumana, cujas implicações seriam, não tanto “o porque se faz", mas sim “o como se faz”, além de a achar uma espécie de meditação sobre o mal, coisa que um policial normal, observando todas as regras do género, raramente contempla. Pensado e feito para quebrar as regras do género, “Seven” consegue-o plenamente.
Logo desde o início que se percebe que este filme não será o típico thriller a que nos habituamos a ver: o genérico inicial corre sobre imagens de alguém, algures numa zona da cidade a cozer tiras de papel, a escrever páginas e a raspar a pele dos dedos. Presumivelmente é John Doe a preparar o seu trabalho e a dar ao espectador uma ideia do tipo de pessoas que os detectives vão ter pela frente: metódico e organizado.
Com a acção situada numa qualquer cidade (nunca se chega a saber o seu nome), ruidosa, cheia de gente estranha e onde chove constantemente (talvez um piscar de olhos à Los Angeles de 2019 de “Blade Runner – Perigo Eminente”, segundo Ridley Scott) agindo como uma força opressiva á investigação dos detectives, era assim que Fincher queria mostrar aquela cidade, nas suas palavras “queria aquele mundo sujo, violento, poluído e, por vezes, deprimente...tudo tinha de ser autêntico e o mais cru possível, só assim é que o filme resultaria...”, ou seja, por resultados, entenda-se choque e era isso mesmo que Fincher queria: chocar audiências e, tendo um argumento que o iria fazer, nada melhor do que escolher um elenco onde esse choque resultasse para todos e ficava-se com o melhor de dois mundos: um grande filme e grandes interpretações.
Brad Pitt, recém-chegado de “Legends of the Fall – Lendas de Paixão” (Edward Zuicke, 1995), foi contactado por Fincher que o vira nesse filme e ficara impressionado com o seu potencial, leu o argumento e ficou entusiasmado com a possibilidade de compor a complexa personagem do Detective David Mills, jovem detective, recém-chegado aquela metrópole, que desconhece as amarguras da vida nas grandes cidades, casado com uma bonita e insegura jovem (Gwyneth Paltrow), e que, com o avançar da investigação, começa a conhecer um outro lado que até aí lhe passara ao lado, principalmente quando aceita a ajuda do veterano detective soberbamente interpretado por Morgan Freeman. Somerset é um homem experiente que viveu sempre no meio daquele universo sujo e decadente, tem um segredo obscuro no seu passado, e, agora que está á beira da reforma, não se quer envolver naquele caso, mas, ao mesmo tempo, sente que deve ajudar Mills.
A dado momento, quase no final, Sommerset, em conversa com Mills, diz-lhe “Sabes que isto não vai acabar bem”, Mills não concorda e diz que apanhar John Doe é apenas uma questão de tempo, ao que Somerset contrapõe lembrando que o criminoso já cumpriu quatro dos sete pecados mortais. Logo a seguir, quando é descoberto o quinto cadáver, é que nos começamos a aperceber que Somerset poderá ter razão no que diz. Acontece então o primeiro momento chocante do filme: John Doe (literalmente, “João Ninguém”), o “Serial Killer”, brilhantemente interpretado por Kevin Spacey (o actor que recebera um Oscar de Melhor Actor Secundário pela sua interpretação em “Os Suspeitos do Costume” de Bryan Singer (1995), pediu á produção para não incluir o seu nome no genérico inicial, para assim acentuar o efeito choque da sua aparição), entra em cena, todo ensanguentado para se entregar aos dois detectives. Nunca se havia visto nada assim no cinema policial nem em nenhuma das suas diversas vertentes. É mais uma regra que “Seven” e David Fincher vieram quebrar.
Esta entrega voluntária (ou não, caberá a cada um ajuizar nesse sentido), baralha as contas aos dois detectives e começa um jogo de vontades que durará até ao final, entre o maduro e cerebral Somerset ,o jovem e cabeça dura Mills e o meticuloso, frio e calculista John Doe que alega conhecer o paradeiro dos dois cadáveres que faltam e confessará os crimes, se forem os dois detectives a conduzi-los ao local onde se encontram, ou então alegará insanidade mental. Decidido a acabar com aquele caso, Mills aceita a condição, apesar das reservas e preocupação de Somerset. Tudo isto nos leva a uma das mais assustadoras cenas de que há memória no género desde “Manhunter – Caçada ao Amanhecer” (Michael Mann, 1986) a primeira aparição (embora secundária) de Hannibal Lecter na sétima arte: durante a viagem para o local onde Doe diz estarem os cadáveres em falta, este diz que foi Deus que o mandou punir “aqueles inocentes”, como lhes chama Somerset e explica que os seus actos naqueles dias serão estudados, analisados e seguidos, além de tecer alguns comentários a Mills. Somos então conduzidos pela mão segura de Fincher até ao segundo momento chocante do filme: o final, quando são revelados os dois últimos pecados e permitindo que o mal, personificado por John Doe triunfe causando danos irreparáveis nas personagens.
Indiscutivelmente um dos grandes filmes da década de 90 do século passado.
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)
Um Assassino Pelas Costas (Pontuação: 9)
TrailerAlugar
Um filme quase perfeito, 2014-04-09
Quando Spielberg realizou, em 1971 com pouco mais de vinte e cinco anos, este filme para televisão, quis dizer muito claramente duas coisas: primeiro, aqui estou eu, Steven Spielberg, e estudei e aprendi tudo sobre cinema; segundo, preparem-se, vou pegar em tudo o que sei, melhorar e ser um dos maiores cineastas de todos os tempos.

Contrariamente ao que muitos dizem, e o próprio titulo em português deixa a entender, este não é um filme sobre o que Spielberg mostra mas sim sobre o que Spielberg não mostra. O “duelo” que nos é apresentado é apenas uma magnífica metáfora para a luta de um homem consigo próprio, com os seus medos, fraquezas e frustrações; com a sua própria condição. Um homem “encurralado”, como bem nos indica o titulo do filme em “brasileiro”.

Não há que poupar nas palavras. Este é um filme enorme, sempre filmado a régua e esquadro, pleno de personagens – algumas inumanas, o deserto, os veículos… - e manifestamente agradecido a grandes mestres como Sir Alfred Joseph Hitchcock. Um filme quase perfeito.
Por pedromrsl (LISBOA)
Thor - O Mundo das Trevas (BLU-RAY 3D) (Pontuação: 3)
TrailerAlugar
Dececionante, 2014-04-08
Depois de um muito razoável “Os Vingadores” optei por dar uma oportunidade a este Thor.

Mas…, aqui não há, de todo personagens, do argumento nada se vislumbra, os gagues são básicos e até o 3D fica muito aquém do que já se viu no passado.

É aborrecido dizer isto mas…, quase nada se salva em Thor; apenas recomendável a quem tiver tempo a perder.
Por pedromrsl (LISBOA)
Cães Danados (reposição) (Pontuação: 9)
TrailerAlugar
Quem quer conhecer Tarantino…, é por aqui que tem de começar, 2014-03-30
Esta foi apenas a segunda vez que vi este filme. A primeira, foi em reposição numa sala em Lisboa que penso já não existir hoje. Ou seja, poucos, muito poucos, terão visto este filme em Sala aquando da sua estreia.

Quem era Tarantino em 1992? E…, quem é hoje Tarantino?

Não sabemos, se calhar nem o próprio. Sabemos sim que aqui Tarantino assina da primeira à última frame um verdadeiro tratado cinematográfico num filme transbordante de personagens e pleno de estética.
Por pedromrsl (LISBOA)
Nómada (Pontuação: 6)
TrailerAlugar
Nem carne nem peixe, 2014-03-26
Tal qual o filme "Crepúsculo" não passa de uma história de amor que por acaso mete vampiros à mistura (...), este também conta uma história de amor/ódio que por acaso tem extraterrestres pelo meio...Desengane-se quem como eu estava à espera de acção - nem tão pouco se pode chamar ficção científica a isto, tão inconsistente é o argumento, mas seja como fôr, já vi pior...Poderá eventualmente fazer as delícias de um público mais jovem - my mistake! - que não deixará de verter uma lágrima perante a cena final.
Nota: não sou dada apreciadora de histórias com e sobre vampiros, mas dada a tamanha publicidade feita à volta da saga Twilight não pude deixar de ver o primeiro filme, quando passou na TV. Não foi tão mau quanto pensava. Ainda não vi os restantes.
Por princesagigi (SEBAL)
Lincoln (Pontuação: 3)
TrailerAlugar
Lincoln, 2014-03-12
Concordo em tudo com a opinião anterior.

Fiz três tentativas falhadas para ver este filme, adormeci em qualquer um dos dias, de tão chato, aborrecido e cansativo que é este filme. Uma frustração autêntica e logo com um dos meus atores de eleição.

Para esquecer mesmo.
Por (AMORA)
Abelhas e Homens (Pontuação: 7)
TrailerAlugar
Bela surpresa, 2014-03-10
Um documentário notável, sem juízos de valor – tal como devem os documentários ser e parecer - que nos transporta por esse mundo fora, dos Alpes à Austrália, da Califórnia à China, na busca de respostas a inquietantes questões: “por que raio estão as abelhas a morrer, e como isso pode ser fatal para a Humanidade”. Aqui fatal é mesmo fatal.

Sem uma cinematografia espantosa mas ainda assim com prodígios técnicos brilhantes este é um documento rigorosamente a não perder!
Por pedromrsl (LISBOA)
1-20  21-40  41-60  61-80  81-100  101-120  121-140  141-160  +  ++

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