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Fugiu Um Condenado à Morte (Un condamné à mort s'est échappé ou Le vent souffle où il veut)
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3 Prémios e 3 Nomeações
Realização:
Robert Bresson
Ano: 1956
País:
França
Idade: M/12
Duração: 99 min
IMDB: 8.2 (11.641 votos)
Abril de 1943. O tenente Fontaine, de 27 anos, membro da resistência, é preso e levado para o quartel-general da Gestapo, para ser interrogado. A caminho do forte de Montluc, onde ficará encarcerado, escapa-se do carro prisional, mas é recapturado. Inconsciente, é fechado numa cela.

Festival de Cannes 1957 - Prémio Melhor Realização
Detalhes Técnicos
Duração: 99 min. Vídeo:
Áudio: Francês
Legendas: Português,
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O Vento Sopra Onde Quer (Pontuação: 10)
Referi no comentário que fiz ao filme L'Argent de Robert Bresson a pena que era a Cineteka só dispor desse título dentro da obra genial de Robert Bresson. Essa observação já está desactualizada, pois a Cineteka conseguiu juntar mais este DVD com "Un condamné à mort s'est échappé ou Le vent souffle où il veut", o segundo filme de Robert Bresson depois de este ter definido por completo o seu "cinematógrafo", e a sua quarta longa-metragem. Pela segunda vez, mas não pela última vez, Bresson mergulha no universo carceral, aqui numa imersão quase total, visto que o filme se passa praticamente todo numa prisão famosa de Lyon, usada pelos nazis durante a ocupação, e de onde a fuga era considerada "impossível". Logo a declaração inicial do próprio realizador é cristalina sobre aquilo ao que vamos, diz ele "esta é uma história verdadeira, e eu conto-a tal como ela é, sem ornamentos". Fá-lo porque o filme se baseia na fuga real de um oficial francês dessa prisão em 1943, o comandante André Dévigny, que passou a escrito a sua aventura de vida ou de morte. O personagem inspirado nesse oficial é o tenente Fontaine, resistente francês aos nazis aprisionado e mais tarde condenado à morte, que já com esse estatuto, de condenado à morte na eminência do fuzilamento, consegue enfim levar a cabo a sua meticulosamente planeada fuga. Verdade é que Fontaine não pensa noutra coisa que não seja em fugir desde que é capturado, e que dedica cada instante a esse projecto. Mas começa por falhar uma fuga sozinho da viatura policial, tal como muitos outros sonham e tentam fugir também daquela prisão de Montluc, e falham. Fontaine vai conseguir porquê? Aqui entramos na dimensão religiosa do filme, e este é um dos filmes mais abertamente religiosos de Bresson. Fontaine vai trabalhar apaixonadamente para a sua fuga, para a qual tudo à sua volta misteriosamente se conjuga, mesmo quando parece fazer o contrário. É àquele homem, ao tenente Fontaine, e não a outro qualquer, que é concedida a Graça da salvação. Os filmes de Robert Bresson até Au Hasard Balthazar (1966) são todos eles filmes de manifestação vitoriosa da Graça, dádiva e prova de Deus para os crentes. Desses seis filmes para mim não há nenhum em que essa invisível presença se sinta com mais constância e de forma mais ardente do que em Fugiu um Condenado à Morte. Quando no final Fontaine e Jost caminham apressados e livres pela estrada, não poderemos deixar de sentir neste filme do despojamento mais radical, essa outra presença. Estamos perante um dos mais belos filmes do mundo.
Por Pedro Fernandes (PAçO DE ARCOS)2016-08-18
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