Cineteka.com - Videoclube de culto para cinéfilos exigentes
Videoclube Adesão Ajuda Preçário Contactos Parcerias Login

Brevemente... Novidades Promoção TOP + Reposições Premiados Ao Acaso Acção Animação Aventura Biografia Clássico Comédia Crime/Policial Desporto Documentário Drama Família Fantasia Ficção C. Film Noir Guerra História Musical Religião Romance Séries/TV Terror Thriller Viagens Western Erótico Adultos
Danças com Lobos (BLU-RAY) (Dances with Wolves)
TrailerAlugar
44 Prémios e 34 Nomeações
Realização:
Kevin Costner
Argumento:
Michael Blake
Ano: 1990
Idade: M/12
Duração: 181 min
IMDB: 8.0 (154.198 votos)
Destacado para um longínquo e abandonado posto fronteiriço no Oeste de 1860, o Tenente John Dunbar teme os Indios Sioux que se encontram nas proximidades e prepara-se para um confronto. mas em vez disso, ele acaba por tornar-se amigo destes e torna-se peão no meio de um conflito tenso entre o Exército Americano e os Nativos Americanos.

Kevin Costner interpreta Dunmar e faz em hollywood, uma das mais impressionantes estreias no campo da realização com este vencedor de sete Prémios da Academia®* incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador. Travam-se batalhas, cruzam-se destinos, búfalos irrompem furiosamente na pradaria – esta é uma aventura épica, heróica e deslumbrante.
Detalhes Técnicos
Duração: 181 min. Vídeo: 1080p Alta Definição 2.40:1 16:9
Áudio: Inglês Dolby TrueHD 5.1; Inglês, Castelhano, Checo Dolby Digital 5.1;
Legendas: Português, Castelhano, Italiano, Inglês, Norueguês, Lituano, Letão, Brasileiro, Italiano, Romeno, Esloveno, Espanhol, Sueco, Tailandês, turco, Búlgaro, Croata, Checo, Dinamarquês, Holandês, Estónio, F
Comentários dos utilizadores: Escreva um comentário sobre este título
O Pôr-do-Sol do Western! (Pontuação: 10)
Com algumas raras excepções dentro do género Western, os índios sempre foram considerados os maus da fita e, até não há muito tempo atrás, por falta de classificação genérica, eram chamados "filmes de índios e cowboys"( porque em qualquer filme do género havia sempre um combate entre índios e cowboys). Tudo isto foi mudando com o passar dos tempos, os filmes passaram a ser conhecidos como "Western" (porque se contava a história do avanço da civilização, a descoberta e colonização de novos territórios para Oeste). Actualmente poucos realizadores arriscam filmar um western talvez com medo estragar o resultado final.
O Tenente John J.Dunbar torna-se um héroi da Guerra de Secessão ao conduzir os Nortistas a uma vitória sobre os Sulistas. Como recompensa, pede uma colocação num posto Fronteiriço para oeste. Quando questionado sobre os seus motivos para tal escolha, o militar diz querer ver a Fronteira antes que ela desapareça e parte. Sozinho no meio do oeste selvagem, Dunbar, a princípio teme, mas depois torna-se amigo dos índios Sioux enquanto os prepara para a invasão da civilização que se avizinha.
Estreia auspiciosa de Kevin Costner na realização. O actor de filmes de sucesso como "Silverado" (Lawrence Kasdan, 1985), "Alta Traição" (Roger Donaldson, 1987), "Os Intocáveis" (Brian DePalma, 1987) ou "JFK" (Oliver Stone, 1991) entre outros, filma, apesar de não ter ainda um estilo próprio, com gosto e com o conhecimento do bom aluno que devorou todos os filmes deste género a que pôde deitar a mão. Tendo em mente os filmes de John Ford (o indiscutível mestre do western), Howard Hawks, Raoul Walsh ou mesmo Michael Curtiz, o resultado não desilude e convence. Qualquer um deles ficaria satisfeito com o trabalho de Costner.
Adaptando o romance homónimo de Michael Blake (que também escreveu o argumento), Costner filma o orgulho da nação índia e o avanço da civilização (retratada na cena da prisão e espancamento de Dunbar pelos seus compatriotas brancos) e os problemas que esse seu orgulho lhe estaria a trazer (toda a sequência do êxodo da tribo nos remete para esse momento), mas também filma a fronteira com um grande sentido narrativo e bom gosto (as cenas da imensidão da paisagem e a excepcional banda sonora de John Barry fazem qualquer um sonhar), põe em imagens os pensamentos e as acções de John Dunbar e nalguns casos faz com que o espectador faça parte da acção, onde o melhor exemplo é toda a sequência da caçada ao búfalo: muito bem realizada e extraordináriamente bem montada (o Óscar da Academia que o filme venceu nessa categoria, é disso exemplo). Igualmente bem filmadas estão as cenas do primeiro encontro entre Dunbar e os Sioux (com algum humor à mistura quando Dunbar tenta fazer café perante a audiência índia), a cena onde Dunbar tenta fazer com que "Ave que Esperneia" (magnifico Graham Greene) perceba que a civlização, simbolizada pelos brancos, está a chegar ou ainda a cena em que Dunbar e "Punho Erguido" (o melhor papel de Mary McDonnell no cinema) são apresentados um ao outro (é dramática a tentativa de "Punho Erguido" tentar expressar-se em inglês a sua língua materna hà bastante tempo esquecida) muito bem captado o dramatismo da cena num momento de rara beleza cinematográfica.
Um outro ponto importante da obra e que a torna de certa maneira original, é o facto de grande parte do filme ser falado em Lacota (dialecto índio). Antes apenas "Um Homem chamdo Cavalo" (Elliot Silverstein, 1970) era quase todo falado em dialecto índio o que na altura levou a que o filme fosse algo ignorado pelo público e nem mesmo a presença de Richard Harris no elenco o salvou desse esquecimento. Quando questionado sobre o facto de parte do filme ser falado em dialecto índio, Kevin Costner disse que é para lhe conferir mais autenticidade. Ele lá sabia do que falava.
Grande êxito de bilheteira e maior triunfo na cerimónia dos Óscares, onde nem mesmo a presença de Francis Ford Coppola com a terceira parte da sua ópera magnânima "O Padrinho", impediria a vitória quase total da estreia de Costner na realização. Com Doze nomeações, "Danças com Lobos" venceria em sete categorias incluindo o Melhor Filme do Ano e o Melhor Realizador. Um óptimo resultado para um filme de estreia, pena é que as obras subsequentes de Costner como realizador, pelo menos até agora, tenham ficado aquém do esperado.
Filme longo, estreou inicilamente numa versão de três horas (Kevin Costner preferiu assim não fosse o filme ser um fracasso...) e que é, consensualmente, a melhor versão do filme. No entanto depois do triunfo nos Óscares, Costner, que foi dos primeiros realizadores a ter no seu contrato uma clausúla que lhe permite ter mais direitos sobre os seus filmes (chama-se "Final Cut" e, sucintamente, diz que cada realizador tem direitos sobre a montagem final do seu produto), fez em 1992 sair uma "extended edition" onde acrescenta mais cerca de 40 minutos de material inédito mas que não acrescenta nada de novo ao filme a não ser uma visão mais aprofundada de de um filme que de épico já tinha muito. Costner sempre preferiu a versão comercial e poucas vezes se refere à outra versão. Qualquer uma delas é digna de ser visionada e constitui por si só uma obra fundamental na compreensão e análise de um género cinematográfico que aqui tem um magnifico pôr-do-sol mas cujo último capítulo ainda faltava escrever.
A não perder!
Por Rui Cunha (ALGUEIRÃO)2009-12-14
Se gostou deste título, também recomendamos:
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer
Trailer

Últimos comentáriosPróximos Lançamentos
18/Dez
Trailer
13/Dez
Trailer